<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293</id><updated>2012-01-05T06:01:01.738-08:00</updated><category term='Conversa de BaR; Antonio Taveira'/><category term='para escrever numeros'/><category term='MADAME NORA: RUNAS E TAROT'/><category term='FEMUP'/><category term='O ESTRANHO CASO DA PAÇOCA'/><category term='insensatez'/><category term='A Cidade e a Roça'/><category term='Thays Morales'/><category term='FLIPORTO'/><category term='diamante negro'/><category term='CONCURSO NACIONAL DE LITERATURA'/><category term='Sergio Lopes'/><category term='Fabiana Prando'/><category term='ANTOLOGIA'/><category term='gepeto'/><category term='A Super Reunião; Paulo Mauá'/><category term='eliana pace'/><category term='conto'/><category term='Valéria Ribeiro'/><category term='DICAS DE ESCRITORES DIVERSOS PARA ESCREVER MELHOR'/><category term='a vingança do anão sebastião'/><category term='a valsa do adeus'/><category term='A SALVAÇÃO'/><category term='Concurso de Poesias &quot;Poetas Caiçaras&quot;'/><category term='rubem braga'/><category term='Prémio Literário Hernâni Cidade; laboratorio do escritor'/><category term='laboratório do escritor'/><category term='curso literário'/><category term='44º Festival de Música e Poesia de Paranavaí'/><category term='Azáleas'/><category term='ESCREVENDO HISTÓRIAS DA CAROCHINHA'/><category term='exemplo de crônica'/><category term='Tio Zinho (do Paulo Mauá)'/><category term='Ana Lucia Santos'/><category term='COMEMORAÇÃO'/><category term='Conversa de Bar Portenho'/><category term='gato xadrez'/><category term='Barbara Fernandes Ferreira'/><category term='balbúrdia'/><category term='o mestre que amava'/><category term='VIII Concurso Literário Faccat'/><category term='romance'/><category term='Thays Morales conversa de bar'/><category term='como editar um livro'/><category term='19º Concurso de Contos Luiz Vilela'/><category term='bate-boca'/><category term='pompom'/><category term='Prémio Literário Hernâni Cidade'/><category term='dicas'/><category term='Exercício coletivo'/><category term='pensamentos imperfeitos'/><category term='rosi caobianco'/><category term='viviane almeida'/><category term='a vingança da enteada'/><category term='ana lucia dos santos'/><category term='papo de praia; fabiana prando'/><category term='homem no mar'/><category term='PARCERIA DELICATTA E SCORTECCI'/><category term='carrapicho'/><category term='Associação Brasileira de Imprensa'/><category term='miserê'/><category term='CANTIGA DE MENINA'/><category term='DICA: Verbo Atender; laboratorio do escritor'/><category term='realejo livros'/><category term='Barbara  Fernandes Ferreira'/><category term='novela'/><category term='Sergio Teles Fernandes Lopes'/><category term='PRÊMIO JOÃO-DE-BARRO'/><category term='biografia'/><category term='SOLIDÃO'/><category term='TRATADO SECRETO DE MAGIA'/><category term='Este ou Esse'/><category term='michael jackson infância'/><category term='abel e o irmão'/><category term='paulo mauá'/><category term='Prémio Literário Paul Harris 2009'/><category term='Antonio Taveira'/><category term='pinóquio'/><category term='crônica'/><category term='Coisas de criança'/><category term='Fundação Cultural de Ituiutaba'/><category term='conversa de bar'/><title type='text'>Laboratório do Escritor</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>123</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-1288166865839795333</id><published>2010-08-09T15:15:00.000-07:00</published><updated>2010-08-09T15:42:14.408-07:00</updated><title type='text'>LABORATÓRIO DO ESCRITOR - AULA 1 (07.08.2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O QUE PRETENDEMOS COM NOSSO LABORATÓRIO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Demonstrar que escrever pode não ser um dom, mas um processo, uma técnica.&lt;br /&gt;·Mostrar que, no mundo da criação, é possível brincar com as palavras, inventar, experimentar, transgredir.&lt;br /&gt;·Verificar que o ato de escrever é sempre uma busca de saber. Fernando Sabino dizia: Não escrevo porque sei, escrevo para saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO TRABALHAREMOS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Desbloqueando o medo de escrever, incrementando um interesse especial pela literatura, por questões da gramática e outros aspectos formais da escrita.&lt;br /&gt;·Fazendo de nosso trabalho um campo de treinamento de palavras e vendo como se dá o processo de criação de uma obra literária atraente.&lt;br /&gt;·Discernindo gêneros literários - crônica, conto, novela, romance, biografia – e orientar a produção de trabalhos dentro dessas características.&lt;br /&gt;·Incrementando o interesse pela construção de textos literários, explorando suas possibilidades criativas, analisando objetividade, clareza, coesão e coerência de um texto literário.&lt;br /&gt;·Em conjunto para aguçar o espírito crítico e estimular a troca de experiências por meio da observação de técnicas de construção de terceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBSERVAÇÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aulas serão eminentemente práticas e constarão de exercícios de sensibilização individuais e em grupo. Teremos atividades individuais de produção escrita de contos e crônicas, sempre a partir de temas determinados e orientações técnicas dadas. Os trabalhos produzidos serão lidos em voz alta, analisados e debatidos em grupo e receberão críticas e sugestões do orientador. Os melhores trabalhos serão postados neste nosso blog e ficarão à disposição dos participantes também para eventuais comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE É O CONTO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pequenas histórias que relatam e narram uma história verídica ou lenda.&lt;br /&gt;·É uma narrativa imaginária que envolve fantasia - narrativa real é a que envolve biografias, ensaios, textos históricos, grandes reportagens.&lt;br /&gt;·O conto é, pois, uma ficção com unidade de tempo, espaço e ação.&lt;br /&gt;·Conto possui= Uma ação /Um lugar /Um tempo /Um tom.&lt;br /&gt;·É uma narrativa pequena que vai direto ao assunto. O conto contém apenas um único drama, um só conflito. Esse drama único pode ser chamado de "célula dramática".&lt;br /&gt;·O conto é um relâmpago na vida dos personagens. Não importa muito seu passado, nem seu futuro.&lt;br /&gt;·O conto clássico tem princípio, meio e fim. Um conto robusto pode ter cerca de 100 linhas e no máximo 200 linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·MILTON HATOUM – É um escritor brasileiro contemporâneo premiado que começou a escrever romances. Seu primeiro livro de contos foi lançado em 2009. Ele diz que o Conto é mais denso. Deve ser breve e denso. É como uma fotografia que extrapola da moldura. É um recorte, um fragmento da realidade.&lt;br /&gt;·TCHECOV, o grande escritor russo, ia mais além: ao escrever um conto, quase que suprima o começo e o fim e fique com o miolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·CADA CONTADOR TEM UM JEITO DE ESCREVER. Há os que ficam possuídos e há o artesão, que borda um texto, refaz. Cada um vai descobrir o seu caminho, mas o processo de escrita é doloroso sempre.&lt;br /&gt;·Há um caminho para começar a escrever: idéia, sinopse. Toda história implica em uma estrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTISTAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Julio Cortazar;&lt;br /&gt;·Jorge Luiz Borges;&lt;br /&gt;·Clarice Lispector;&lt;br /&gt;·Machado de Assis;&lt;br /&gt;·Tchecov&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DICAS PARA ESCREVER MELHOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·É na vida que está a maior parte do material literário. As histórias estão bem próximas. Use a memória sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·O que oferece o maior aprendizado para o escritor iniciante é a própria vida. Vá fundo e dê vazão às suas emoções pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Um escritor deve conhecer bem o seu ofício. Estude muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Carregue sempre caneta e papel no bolso - ou agenda eletrônica: anote tudo o que pensa e quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Leia muito, sem preconceitos: os clássicos e os contemporâneos, os brasileiros e os estrangeiros. Não deixe de ler o que você realmente gosta, na hora e no ritmo que quiser. E sempre guiado pelo prazer - quando a leitura parecer pura obrigação, esqueça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Escreva regularmente e deixe os textos descansando. Volte a eles de tempos em tempos e os reescreva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Não acredite no mito de que quanto mais louco você for e mais sofrimento tiver, melhor será sua literatura. Um escritor mediano com a cabeça no lugar tem mais chances do que um maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Seu estilo é seu maior patrimônio. Ouça sua voz e seja fiel a ela. Não imite os escritores que você ama (nem os que você odeia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Se você transita entre muitas linguagens (romance, conto, poesia, teatro, etc.), cuidado. No começo da carreira, é mais prudente escolher um caminho e aprofundar-se nele do que ficar pulando de galho em galho. Deixe a diversificação pra mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·A função da boa literatura não é entreter e deleitar, mas inquietar e provocar o leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Oficinas literárias são boas experiências, mas é preciso saber tirar o melhor delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·Em suas leituras, preste atenção a todo tipo de recurso narrativo que os outros escritores usam. Veja como mexem com estrutura, trama ou ausência de trama, construção ou não de personagens, ponto de vista narrativo, etc. ,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·É útil saber o que os outros escritores pensam sobre seu ofício. Descubra o que eles dizem a respeito em entrevistas e depoimentos. Se possível, converse com muitos deles, mesmo que tenha de vencer uma natural tendência dos literatos para a introversão e o isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXERCÍCIO EM AULA: CRIAÇÃO DE PERSONAGENS&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-1288166865839795333?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/1288166865839795333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/08/laboratorio-do-escritor-aula-1-07082010.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1288166865839795333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1288166865839795333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/08/laboratorio-do-escritor-aula-1-07082010.html' title='LABORATÓRIO DO ESCRITOR - AULA 1 (07.08.2010)'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2658149704001910150</id><published>2010-05-31T16:16:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T16:18:18.614-07:00</updated><title type='text'>O ASSASSINO DA MALETA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Célia e Denise se conheceram no primeiro dia de aula do curso de Jornalismo, após um trote sofrido recolhendo moedas dos motoristas que passavam em frente ao prédio da Faculdade de Comunicação.&lt;br /&gt;Terminada a brincadeira, que ambas achavam de muito mau gosto, calouros e veteranos sentaram-se em um bar nas redondezas para gastar o dinheiro arrecadado. Apesar de não concordarem com o tipo de recepção que lhes fora dada, as novas amigas gostaram da idéia de conhecer outros alunos enquanto jogavam conversa fora e bebiam algumas cervejas. As aulas haviam começado no auge do verão, o que fazia daquelas noites de estudo, um verdadeiro martírio.&lt;br /&gt;Ao longo das primeiras semanas, as duas já pareciam grandes amigas de infância e durante as aulas passaram a tecer comentários sobre seus colegas de classe. Ambas tinham imaginação fértil e não demorou para que um aluno acabasse virando alvo de sua atenção.&lt;br /&gt;- Dê, você notou como aquele Maurício é esquisito?&lt;br /&gt;- Na verdade só tinha achado ele meio chato. Sempre tem posições tão inflexíveis nos debates.&lt;br /&gt;- Dá uma olhada nas botas dele! Você assistiu aquele filme, “A morte pede carona”?&lt;br /&gt;- Hahaha! Não assisti, mas realmente, aquelas botas são meio sinistras. Ainda mais neste calor!&lt;br /&gt;- É menina, ele deve ser coveiro ou coisa parecida.&lt;br /&gt;As duas acabaram rindo tão alto que o professor de Sociologia as notou e fez questão de que partilhassem seus pontos de vista com o restante da classe, esperando que ficassem constrangidas, mas Denise acabou fazendo uma observação pertinente à discussão em pauta.&lt;br /&gt;Maurício, por sua vez, era um aluno mais velho, casado e com dois filhos. Era responsável pelo jornal da Ong ecológica onde trabalhava, mas como sua formação era em biologia, resolveu então cursar Jornalismo. Suas opiniões durante as aulas revelavam uma personalidade austera e intolerante quando o assunto era o descaso dos jovens por Ecologia e Política. Na maior parte do tempo, permanecia calado, com uma expressão de cansaço como a de quem trabalha duro para dar conta de todas as responsabilidades que devia ter.&lt;br /&gt;Ainda assim, Célia e Denise passaram a reparar cada vez mais naquele aluno misterioso e teorizavam, sobre o ele fazia fora da sala de aula.&lt;br /&gt;- Célia, olha! Olha a maleta que o Maurício trouxe hoje!&lt;br /&gt;- Nossa! Que maleta enorme. O que será que tem lá dentro?&lt;br /&gt;- Aposto que tem um corpo! Ele cortou alguém em pedaços e vai enterrar! Ai meu Deus! Ele é um assassino!&lt;br /&gt;- Calma, Cé! Não deve ser nada de mais. Vamos perguntar a ele.&lt;br /&gt;- Você está louca? E se ele for um assassino? O “Assassino da maleta”! Se perguntármos, ele nos mata!&lt;br /&gt;- Hummm... Já sei! Vamos segui-lo após a aula.&lt;br /&gt;- Ah, não sei. Vai que ele perceba.&lt;br /&gt;- Não irá. Serei discreta.&lt;br /&gt;Então, as duas amigas sairam da aula e trataram de não perder o suposto assassino de vista.&lt;br /&gt;Maurício ajeitou a maleta e subiu em sua moto, sem notar que suas colegas o seguiam. Rumava em direção ao centro da cidade que, além das boates de strip-tease e casas de prostituição, era também onde se localizava o maior cemitério da região.&lt;br /&gt;- Não te disse, Denise? Ele ele está indo para o cemitério. De certo, como é coveiro, pode se livrar do corpo sem que ninguém perceba.&lt;br /&gt;- Acho que você está exagerando. Não acha que se houvesse um assassino à solta por aí, os jornais teriam noticiado?&lt;br /&gt;- Às vezes não. De repente, não querem causar pânico à população.&lt;br /&gt;Mal Célia terminara sua frase e Denise soltou um grito seguido de uma freada brusca: Não havia notado o sinal vermelho e quase colidira com um caminhão.&lt;br /&gt;- Droga! O perdemos de vista. – Disse Denise inconformada.&lt;br /&gt;- Não perdemos não! Olha ele ali! – Célia apontava para um motoqueiro a uns metros de distância.&lt;br /&gt;- Tem certeza? Eu sou meio míope e estou sem meus óculos.&lt;br /&gt;Então, quando se aproximaram, notaram que aquele não era o assassino que perseguiam.&lt;br /&gt;- Não esquenta, Célia. Tentamos novamente amanhã.&lt;br /&gt;- Ao menos agora temos certeza de que ele seguia para o cemitério.&lt;br /&gt;- Ainda não temos certeza de nada, Cé! Até onde sabemos, ele poderia estar simplesmente cortando caminho para casa.&lt;br /&gt;- Ahan... Para mim é bem outra coisa que ele anda cortando.&lt;br /&gt;Nos dias que seguiram após a perseguição quase fatal, a ausência de Maurício fora notada pelas duas amigas, o que só fez sua curiosidade aumentar ainda mais.&lt;br /&gt;Quando finalmente Maurício voltou às aulas, alguns dias depois do ocorrido, parecia ainda mais cansado e desta vez, além das botas e da maleta, havia alguma coisa mais estranha a seu respeito: ele parecia estar salpicado de purpurina rosa!&lt;br /&gt;- Denise, ele matou novamente e agora posso afirmar que foi uma mulher! Não teve nem a decência de tomar um banho antes de vir para cá! Acho que devemos avisar a polícia.&lt;br /&gt;- Não vamos fazer nada até ter absoluta certeza do que está acontecendo.&lt;br /&gt;E tão logo a aula terminou, as duas rapidamente se puseram a seguir Maurício que parecia ter pressa naquela noite. Conseguiram segui-lo de perto até o centro da cidade, onde estacionaram e fizeram uma parte do percurso a pé.&lt;br /&gt;- Anda Célia! Iremos perdê-lo se continuar nessa velocidade.&lt;br /&gt;- Ai, calma! Eu estou de salto! Malditos saltos plataforma! Vou acabar caindo aqui nessa buraqueira. E também não quero que ele nos veja.&lt;br /&gt;- Tudo bem, mas tenta andar mais rápido. Opa! Para, para! Olha ele ali, conversando com aquela mulher na porta da boate.&lt;br /&gt;- Essa não! Deve ser sua próxima vítima. Se não fizermos algo agora, ela estará em pedaços em breve.&lt;br /&gt;- Vamos chegar mais perto e tentar ouvir o que estão dizendo.&lt;br /&gt;As duas se esconderam atrás de um carro, mas conseguiram chegar perto o suficiente para ouvir uma parte da conversa entre Maurício e a mulher.&lt;br /&gt;- Sim, sim! São mesmo de matar – dizia Maurício ao som das gargalhadas da mulher que devido à pouca roupa que usava, entregava que deveria trabalhar na boate de strip-tease.&lt;br /&gt;- Ai, Mau-Mau! Você é mesmo uma comédia. Nos vemos depois do show então, certo?&lt;br /&gt;- Claro, xuxu! Estarei esperando para saber sua opinião sobre o que conversamos.&lt;br /&gt;Impossível saber quem estava mais descrente com a conversa, se era Denise ou Célia. As duas simplesmente se entreolharam: - “Xuxu”???&lt;br /&gt;- Nossa, se é com esse papinho que ele consegue suas vítimas, ele não deve matar muita gente. – Comentou Denise ainda não acreditando que aquele homem de expressões tão duras estava tão à vontade conversando com uma dançarina de boate.&lt;br /&gt;- Agora teremos que entrar e ver onde isso vai dar! Devíamos ao menos deixar a polícia de sobreaviso.&lt;br /&gt;- Não existe isso, Célia! Ou temos provas concretas, ou estaremos encrencadas se fizermos uma falsa denúncia.&lt;br /&gt;- Mas e se conseguirmos as provas quando for tarde demais? Não quero ser cúmplice de assassinato! – Àquela altura, Célia já estava com uma voz de choro.&lt;br /&gt;Night club e American Bar” – go go boys e go go girls. Era o que se lia no letreiro do lugar que era um dos mais procurados do pedaço.&lt;br /&gt;As duas entraram na boate tentando ser o mais discretas possível, mas logo foram notadas ao fazerem o maior escândalo quando o go go boy “Mau-Mau” apareceu rebolando no palco, trajando uma fantasia de mecânico que deixava grande parte de seu corpo à mostra.&lt;br /&gt;- Denise, você está vendo o mesmo que eu?&lt;br /&gt;- Não acredito! Aquele é mesmo o Maurício?&lt;br /&gt;- É ele sim... Posso ser míope, mas aquelas botas e aquela maleta são inconfundíveis!&lt;br /&gt;Apesar do estardalhaço, Maurício não havia notado suas colegas no bar da boate e fazia sua performance com a maleta de ferramentas que, ao ser aberta, liberava uma série de serpentinas coloridas e muita purpurina rosa.&lt;br /&gt;Célia e Denise estavam aos risos quando “Mau-Mau” se aproximou nitidamente envergonhado por encontrar suas colegas de classe ali.&lt;br /&gt;- O que fazem aqui?&lt;br /&gt;- Nós o seguimos Maurício. Célia e eu achávamos que você era um assassino.&lt;br /&gt;- Assassino? Estão malucas? De onde tiraram isso? E agora, o que pretendem fazer já que sabem o que realmente faço?&lt;br /&gt;- Em primeiro lugar – disse Célia, já mais calma – devemos nos desculpar por nossa imaginação tão fértil. Em segundo, não contaremos a ninguém que você é gay. Ninguém tem nada a ver com isso.&lt;br /&gt;- Não sou gay. Eu simplesmente faço estas performances porque um amigo meu me indicou e só o que ganho na Ong não estava dando para bancar todas as contas, ainda mais porque minha mulher está grávida novamente.&lt;br /&gt;- Ela sabe sobre este seu outro emprego? – perguntou Denise.&lt;br /&gt;- Sabe sim, mas por razões que vocês devem entender, também não comenta com ninguém. Aliás, ela costuma vir aqui de vez em quando. Nossos filhos não fazem idéia, mas não pretendo dançar por muito tempo.&lt;br /&gt;- Não deveria se envergonhar do que faz! Você dança muito bem.&lt;br /&gt;Tão logo Denise terminou de elogiar a performance de Maurício, os três se juntaram à mulher que estava com ele na frente da boate e conversaram por horas. As amigas malucas explicaram de onde tinham tirado a idéia de que ele fosse o “Assassino da Maleta” e Maurício explicou que quando mencionou anteriormente que “eram mesmo de matar”, se referia às botas que machucavam seus pés.&lt;br /&gt;Após todo o mal-entendido ter sido esclarecido, Denise e Célia passaram a frequentar a boate onde seu mais novo amigo trabalhava. Conheceram sua esposa e passaram a fazer todos os trabalhos da faculdade juntos. No entanto, não demorou muito para as duas acharem uma nova “vítima” para sua imaginação aguçada e logo estavam as duas cheias de teorias sobre uma outra aluna da classe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Daniela Marino).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2658149704001910150?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2658149704001910150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/05/o-assassino-da-maleta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2658149704001910150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2658149704001910150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/05/o-assassino-da-maleta.html' title='O ASSASSINO DA MALETA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4656117449670633233</id><published>2010-05-19T16:03:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T16:05:05.155-07:00</updated><title type='text'>(CRÔNICA) MORRO DE SAUDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Malas prontas e um tempo só para relaxar. Do pequeno avião, lá do alto, o mar parece uma esmeralda gigante, brilhante e translúcida. Chegamos e dentes muito alvos nos sorriem dando as boas-vindas. Coqueiros enfileirados apontam o caminho do descanso. Sebastião nos avisa: - O bangalô está pronto! Queiram, por favor, me acompanhar.&lt;br /&gt;Era a minha terceira estadia naquela espécie de paraíso. O lugar combina com a harmonia, mas por não gozar desse estado de espírito, saí de lá em débito nas duas vezes em que o visitei. Nas ocasiões anteriores passara a limpo as minhas uniões. Ali germinaram decisões que deram um desfecho a relações afetivas desgastadas. A paisagem perfeita não combinava com a tempestade interior que se instalara em mim. Sim, eu me sentia totalmente nublada no outono de 2005.&lt;br /&gt;Voltar à ilha era um tira-teima. Eu me sentia ensolarada dessa vez, revigorada por um amor maduro e sereno, daqueles que a gente se sente acolhida, à vontade para se lambuzar e sorver até a última gota, como a saborear uma fruta suculenta, cujo néctar escorre pelos braços a cada mordida.&lt;br /&gt;Reconhecia agradecida que ele adoçava o meu paladar e a minha alma, mas principalmente porque eu já experimentara a inanição. O amor de agora era valorizado pela bagagem do passado, como deve ser quando a gente aprende com os tropeços e tombos de outros tempos. Felizmente, as feridas foram cicatrizadas e o coração resoluto queria abraçar o afeto.&lt;br /&gt;Longe da agitação e dos congestionamentos, no lugar a tranqüilidade nos invade por todos os poros. As praias não têm nome. Foram apenas numeradas para o turista poder se guiar. Da primeira à quinta, águas mornas e calmas, verdadeiras piscinas naturais, vegetação rica e temos boas horas de caminhada pela frente ou até que a maré suba nos lembrando que é hora de voltar.&lt;br /&gt;O sol era uma presença amiga e constante naqueles dias claros, quase um milagre, quando lembrávamos que deixamos Salvador com o céu encharcado. E se o dia esbanjava luz, a noite também nos reservara um palco iluminado, só que quem garantia o show eram as estrelas. O firmamento era um tapete negro coberto de brilhantes e volta e meia um deles despencava sobre nós – eram as cadentes – Vamos fazer um pedido?&lt;br /&gt;Eu na minha terceira temporada em Morro de São Paulo só sabia agradecer. Daquele inverno com ares de verão empresto o slogan local e repito para mim mesma: “Morro de São Paulo, morro de saudade!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(Adriana Bispo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4656117449670633233?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4656117449670633233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/05/cronica-morro-de-saudade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4656117449670633233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4656117449670633233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/05/cronica-morro-de-saudade.html' title='(CRÔNICA) MORRO DE SAUDADE'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-684817406316875858</id><published>2010-05-19T16:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T16:02:20.448-07:00</updated><title type='text'>(CRÔNICA) A BENÇÃO DA CRENÇA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Era 23 de abril. Dia de celebrar o santo guerreiro. Ogum ou São Jorge é um dos ícones do sincretismo religioso que o povo incorpora sem reservas. Há lugar garantido para a fé no coração do brasileiro. O nome não altera a essência de um soldado valente que enfrentou o exército e venceu o dragão. É a representação do mal sob controle.&lt;br /&gt;Chove bem fininho e os devotos rezam para que, na hora da procissão, São Pedro em parceria dê uma trégua para a imagem do santo desfilar pelas ruas do Macuco. A missa das 19 horas promete grande público – comerciantes, donas de casa, crianças, empresários, trabalhadores portuários, afortunados, gente simples – todos unidos pela crença no santo destemido.&lt;br /&gt;A igreja torna-se pequenina para a legião que deposita ali os seus desejos e a gratidão por mais um ano, livre das labaredas de muitos ‘dragões’ do dia a dia. No exercício da fé não há classes sociais, castas, bens ou status que possam nos apartar – temos em comum a confiança em um poder maior que nos garante a proteção.&lt;br /&gt;Caminho rápido pensando na presença de Jorge em minha vida – sim, nos tornamos tão próximos que às vezes esqueço que, além de meu amigo, ele é um santo glorioso, mas não tem aqui um traço qualquer de desrespeito. É porque Ele é muito íntimo mesmo.&lt;br /&gt;Percebo que um garoto emparelha a sua bicicleta comigo. Me regula dos pés à cabeça e fixa o olhar mais precisamente na minha bolsa. Por um momento eu gelo de medo, pressinto o perigo. De repente decido encará-lo e digo mentalmente: “Nem tente, daqui você não vai levar nada. Eu estou vestida com as roupas e as armas de Jorge, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me toquem, tendo olhos não me vejam e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal!”. Olho para o garoto e em cima da sua cabeça lá está Ele com o seu cavalo branco e a capa vermelha tremulando no ar... O menino abaixa a cabeça e segue o seu rumo. Respiro grata e aliviada.&lt;br /&gt;Sigo o meu caminho e chegando à igreja mais uma vez reverencio a sua presença benfazeja em minha vida. Agradeço e renovo os pedidos por mais um ano. Antes de ir embora me aproximo de sua imagem. O coração bate forte. Me emociono. Ele majestoso em seu cavalo parece me fitar. Toco em seu joelho e sinto uma vibração que só experimenta quem se abre verdadeiramente para o divino. Me despeço com aquele conforto espiritual que me faz mais forte e abençoada. É a benção da fé!&lt;br /&gt;E é bom registrar que no céu despontam estrelas, coloridas pelos fogos rubros da procissão. A chuva recuou para a multidão passar. Salve Jorge!&lt;br /&gt;(Adriana Bispo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-684817406316875858?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/684817406316875858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/05/cronica-bencao-da-crenca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/684817406316875858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/684817406316875858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/05/cronica-bencao-da-crenca.html' title='(CRÔNICA) A BENÇÃO DA CRENÇA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4410878241733125132</id><published>2010-05-04T14:29:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T14:34:53.188-07:00</updated><title type='text'>Lançamento do NOVO LIVRO de ELIANA PACE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/S-CS7h3KddI/AAAAAAAAAEo/dE-ePQb4I3M/s1600/sssss.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 368px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467531499027461586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/S-CS7h3KddI/AAAAAAAAAEo/dE-ePQb4I3M/s400/sssss.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4410878241733125132?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4410878241733125132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/05/lancamento-do-novo-livro-de-eliana-pace.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4410878241733125132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4410878241733125132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/05/lancamento-do-novo-livro-de-eliana-pace.html' title='Lançamento do NOVO LIVRO de ELIANA PACE'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/S-CS7h3KddI/AAAAAAAAAEo/dE-ePQb4I3M/s72-c/sssss.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-9022946177995397743</id><published>2010-04-26T12:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T12:47:57.342-07:00</updated><title type='text'>MINICONTOS  E MICROCONTOS (24.04.2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Entrega&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Prévia saudade de si mesma.&lt;br /&gt;Apaixonadamente mergulhava nesse encontro tão esperado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solidão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na cadeira de balanço tecia seu tricô para o único amor que lhe restara.&lt;br /&gt;Seu gato angorá.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Extravagância&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tudo era novo naqueles sabores exóticos.&lt;br /&gt;Alcachofra. A palavra já soara estranha.&lt;br /&gt;Ela que fora criada à base de farinha de mandioca e água...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fim do túnel&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Escuridão. Anos demasiados mergulhados no abismo de si mesmo.&lt;br /&gt;Tirado o curativo, enxergava o mundo resplandecente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Impotência&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Último desejo dele antes de partir da vida: sentir a doçura de seus lábios.&lt;br /&gt;Estudara tanto para salvar vidas e agora nada a fazer.&lt;br /&gt;Tudo que pode dar-lhe é aquele beijo salgado de lágrimas.&lt;br /&gt;(Carla Ziemkiewicz)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-9022946177995397743?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/9022946177995397743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/minicontos-e-microcontos-24042010_1529.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/9022946177995397743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/9022946177995397743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/minicontos-e-microcontos-24042010_1529.html' title='MINICONTOS  E MICROCONTOS (24.04.2010)'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4604755646323042246</id><published>2010-04-26T12:43:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T12:45:55.262-07:00</updated><title type='text'>MINICONTOS  E MICROCONTOS (24.04.2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Farsa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não sou por mim.&lt;br /&gt;Existo reflexo.&lt;br /&gt;Como a lua, o que brilho é luz do outro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Casamento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Depois de vinte e cinco anos ganhara um brilhante que reluzia sobressalente sobre o passado.&lt;br /&gt;Amizade, cumplicidade, alegrias e dores já tinham a dureza do tempo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Despedida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos e sentimentos deitavam sobre o passado.&lt;br /&gt;A cena: um aceno na estação de trem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lamparinas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Águas desceram por Ouro Preto adornando de cinturas a geografia das ruas.&lt;br /&gt;Hoje só lamparinas revelam a história desse passado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apaixonamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Amanheceram com gosto de amêndoa. Cortinas dançaram na luz da manhã. Estavam de coração suspenso.&lt;br /&gt;(Anita Bueno)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4604755646323042246?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4604755646323042246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/minicontos-e-microcontos-24042010_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4604755646323042246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4604755646323042246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/minicontos-e-microcontos-24042010_26.html' title='MINICONTOS  E MICROCONTOS (24.04.2010)'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4840124085851737149</id><published>2010-04-26T12:38:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T12:43:15.650-07:00</updated><title type='text'>MINICONTOS E MICROCONTOS (24.04.2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sabores&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Caminhou pelo mundo, de tudo provou, mas quem pudera descrever os sabores do que sentiu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Destilar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O menino sentou-se e observou seu pai destilar palavras feias ao ar.&lt;br /&gt;Pensou: As boas guardamos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Baleia azul&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O pescador sozinho no barco olhava de longe a dança da baleia azul.&lt;br /&gt;Na imensidão não havia solidão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bússola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tantas dúvidas, tantos caminhos, tantas escolhas, mas nem sempre dá pra ir somente pro norte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fechadura&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ele tanto a desejava, mas não conhecia, não entendia. Quem poderia explicar?&lt;br /&gt;Tão fácil se pudesse olhar o que ela era como por uma fechadura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma escapadinha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fecho os olhos, respiro fundo.&lt;br /&gt;Cinco segundos, apenas uma escapadinha indo pra realidade e depois volto à fantasia do dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(Daniel Salgado)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4840124085851737149?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4840124085851737149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/minicontos-e-microcontos-24042010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4840124085851737149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4840124085851737149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/minicontos-e-microcontos-24042010.html' title='MINICONTOS E MICROCONTOS (24.04.2010)'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2785485938989440048</id><published>2010-04-16T15:26:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T15:31:24.865-07:00</updated><title type='text'>O SACRIFÍCIO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alberto dá duas batidas na porta, a segunda mais forte. Logo em seguida surge no vão um vulto de mulher, uma silhueta sem feições nem voz. Ela o deixa entrar sem nada dizer e ele, sem nada entender, a segue até os fundos da casa, imaginando o motivo pelo qual alguém usaria vestes longas com capuz num dia quente como aquele.&lt;br /&gt;Nunca havia estado lá antes. A casa era grande, mas parecia estar abandonada há muito tempo. A madeira antiga emitia sons estranhos conforme as pessoas andavam pelos cômodos. Sentia-se um cheiro forte de incenso misturado ao mofo que devia ter tomado conta dos móveis. Teias de aranha pendiam entre as portas e janelas, indicando que o sol também não devia ser visita constante.&lt;br /&gt;Conforme caminhava para o interior do velho imóvel, Alberto observava atentamente cada detalhe, cada vão nas paredes como se tivesse um interesse particular no lugar, e à medida que se aproximava do quintal, o sinal de que havia outras mulheres no ambiente ia ficando mais claro. Não sabia ao certo, mas parecia ouvir cânticos e orações vindos do fundo do casarão.&lt;br /&gt;Chegando ao quintal, notou que havia um grupo de mulheres vestidas tal qual a estranha que lhe abrira a porta: longas e pesadas vestes negras com capuzes que impossibilitavam que se vissem os rostos. Cantavam e oravam numa língua desconhecida e ao centro do círculo que faziam, uma delas dançava nua, junto a uma enorme mesa.&lt;br /&gt;Alberto sentiu calafrios, mas sua curiosidade era tão grande que permaneceu calado. Queria ver onde tudo aquilo iria chegar.&lt;br /&gt;A mulher que o acompanhava finalmente disse algo:&lt;br /&gt;- Irmãs! Ele está aqui! O mestre chegou!&lt;br /&gt;Alberto não entendia nada, mas gostou da idéia de ser chamado de mestre por um bando de malucas, ainda mais quando uma delas se encontrava completamente nua. Se sua esposa desconfiasse de onde ele estava metido, provavelmente o colocaria para fora de casa. Bom, quem iria contar? Ele com certeza não iria.&lt;br /&gt;De repente, as mulheres começaram a se aproximar e fecharam o círculo ao seu redor, entoando cânticos na língua desconhecida, dançando e rodopiando freneticamente até que a mulher nua parou e, segurando um enorme punhal, disse:&lt;br /&gt;- É chegada a hora do sacrifício e nosso mestre voluntariamente se ofereceu para que possamos agradar a Deusa. Coloquem-no sobre o altar e dêem início ao ritual.&lt;br /&gt;Alberto, sentindo que sacrifício não deveria ser coisa boa, ainda mais com um punhal envolvido, gritou desesperado:&lt;br /&gt;- Para tudo! Não sou mestre coisa nenhuma! Não quero ser sacrificado! Por favor, não me matem! Eu sou da dedetizadora.... Só vim fazer o orçamento que pediram! – e saiu correndo em direção à porta o mais rápido que pôde.&lt;br /&gt;Uma das mulheres o seguiu e ao chegar à porta lhe perguntou:&lt;br /&gt;- Então você não sabia o que estava fazendo?&lt;br /&gt;- Não, me desculpe.... Vocês fiquem sossegadas que não contarei nada a ninguém.&lt;br /&gt;- Não precisa se preocupar. Não é o que parece.&lt;br /&gt;- A senhora não precisa me dar explicações. Outra hora eu volto para tratar do orçamento.&lt;br /&gt;- Tudo bem... Mas não faríamos nada com o senhor que não fosse gostar. Na verdade, acho que foi confundido com uma outra pessoa. Fique com meu cartão caso precise de nós!&lt;br /&gt;Então a mulher lhe deu um sorriso e fechou a porta.&lt;br /&gt;Alberto voltou ao serviço intrigado com tudo que havia acontecido e ao chegar a seu escritório, se deu conta do cartão em seu bolso, que dizia: Nefertiti – acompanhantes de luxo. Realizamos suas fantasias. Performances teatrais eróticas. Consulte-nos sobre nossos pacotes. Atendemos empresas e eventos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Daniela Marino)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2785485938989440048?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2785485938989440048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/o-sacrificio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2785485938989440048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2785485938989440048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/o-sacrificio.html' title='O SACRIFÍCIO'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-3728775705086321882</id><published>2010-04-15T14:01:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T14:03:41.956-07:00</updated><title type='text'>CONTO: O NINHO DO ESTRANGEIRO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Alberto dá duas batidas na porta, a segunda mais forte. Logo em seguida, surge no vão um vulto de mulher, uma silhueta sem feições nem voz. O retorno brusco não estava em seus planos. Tinha caído no mundo com sede de novidade e sem data para voltar, porém o infarto do pai abreviara tanta liberdade.&lt;br /&gt;Quando Marta o recebeu, se deu conta de que uma década o apartara daquele lugar. Tinha os cabelos brancos e o rosto mais vincado e a governanta da casa vibrou com sua chegada.&lt;br /&gt;Estava visivelmente ansioso, mas foi freado por ela. O coração do velho estava fragilizado e as emoções eram dosadas a conta-gotas, conforme recomendação do doutor. Tudo o que Alberto não desejava era causar problemas. Já carregava consigo uma coleção de rótulos negativos porque destoava daquela linhagem.&lt;br /&gt;A temporada no exterior fizera com que o moço passasse a limpo muito do seu interior. A alma nômade nunca fora de fato aceita pela família e ele reconhecia que isso tinha o seu preço. Os amigos eram a família que ele se permitira escolher e tinha afetos espalhados por todo o globo, todavia, dentro de casa, era um verdadeiro estranho no ninho.&lt;br /&gt;Contudo, voltar às origens tinha lá o seu sabor. Sentiu na pele o aconchego quando o aroma do café em dupla com bolo de aipim lhe saudaram o paladar. Não há no mundo sensação de pertencimento similar.&lt;br /&gt;Seu quarto estava tal qual havia deixado. Era como se pacientemente o aguardasse. As raquetes de tênis, o mapa mundi colorindo a escrivaninha, cortinas entreabertas para ensolarar o ambiente e o ipê-amarelo dando as boas-vindas pela vidraça. No mural, as fotos do namoro interrompido, da saudosa mãe, do cachorro da infância e de tantas amizades que havia visto no aeroporto, em clima de despedida há 10 anos atrás.&lt;br /&gt;Nas reminiscências do passado, ficou imerso pensando em suas raízes e em seu desprendimento. Depois da morte da mãe, cuja afinidade era de irmãos, não vira muito sentido em permanecer ali. O mundo dos negócios não era sua especialidade. Do pai herdara o nome e o gosto pelas viagens. E constatava aliviado que o braço direito da família era mesmo Virgínia, a irmã mais velha, forte como um jequitibá.&lt;br /&gt;Descobriu-se com talento para a cozinha pelas mãos de Marta, e isso lhe fora muito útil em terras estrangeiras. Havia trabalhado em bistrôs franceses, cantinas italianas e deixara sua marca até nos pubs ingleses com drinks dos mais exóticos. Orgulhava-se bagagem de vida e da diversidade que experimentara - tudo isso havia permitido que Alberto resignificasse a sua história e os vínculos afetivos deixados na terra natal.&lt;br /&gt;Marta o trouxe à tona avisando que o pai já estava preparado para vê-lo e o aguardava no quarto ao lado. Desde então, somente fotos, postais e e-mails os tinham mantido em contato. Quando viu aqueles olhos verdes marejados se deu conta que aquela era mais uma herança paterna. Abraçaram-se demoradamente. O coração resistiu ao teste.&lt;br /&gt;Conversaram sem pressa sobre os países em que o filho ancorou. O pai sabia intimamente que seu garoto carregava no espírito uma porção dele mesmo. A identificação se dava pela via do pé na estrada. Sim, os Albertos eram cidadãos do mundo. Ele conhecia bem aquela inquietação, mas foi preciso o coração falhar para acolher amorosamente o jeito cigano do filho.&lt;br /&gt;Alberto, por sua vez, nunca sentira tanta saudade de casa, do cheiro das comidas de Marta, do abraço apertado do pai e até do general que morava dentro de Virgínia. Por enquanto, as malas cederiam às gavetas. Era um estrangeiro reconhecendo o seu próprio território.&lt;br /&gt;(Adriana Bispo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-3728775705086321882?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/3728775705086321882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/conto-o-ninho-do-estrangeiro-10042010.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3728775705086321882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3728775705086321882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/conto-o-ninho-do-estrangeiro-10042010.html' title='CONTO: O NINHO DO ESTRANGEIRO'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-7140908857206289784</id><published>2010-04-14T16:21:00.000-07:00</published><updated>2010-04-14T16:24:14.169-07:00</updated><title type='text'>LABORATÓRIO DO ESCRITOR (AULA DE 10.04.2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;NOVELA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Alguns dizem que a novela fica entre o conto e o romance. Pode ser um conto mais extenso ou um romance mais concentrado.&lt;br /&gt;Em comparação ao romance, pode dizer-se que a novela apresenta uma maior economia de recursos narrativos; em comparação ao conto, um maior desenvolvimento de enredo e personagens.&lt;br /&gt;Nas novelas existe um protagonista e antagonista.&lt;br /&gt;A novela centra-se numa só história e numa única personagem; pode haver outras, mas não têm igual peso na trama. São personagens instrumentais, acessórias. Já no romance se entrecruzam várias histórias e personagens principais.&lt;br /&gt;A novela conta a história de modo rápido. Já o romancista se estende pelos capítulos com descrições, análises psicológicas e na transformação das próprias personagens.&lt;br /&gt;A novela tem três unidades: unidade de tempo, unidade de lugar, unidade de ação. Segue em linha reta do princípio ao fim,&lt;br /&gt;As tramas são simples e previsíveis. A narrativa pode ser em 1ª ou 3ª pessoa. De 80 a 120 páginas.&lt;br /&gt;Exemplo: Crônica de uma Morte Anunciada, de Gabriel Garcia Marques. Anuncia-se a morte no principio (a mãe sonha com a morte do filho) e todos sabem que ele vai morrer mas ninguém impede. O autor não esconde que ele vai morrer mas como todos os outros, não consegue barrar essa morte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ROMANCE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O grande sonho de um escritor é escrever um romance = projeto de vida.&lt;br /&gt;Importante: não devemos conceber um romance inteiro. Devemos partir de uma idéia sólida e ir passo a passo.&lt;br /&gt;Romance é mais extenso que uma novela. Sustenta-se em episódios acessórios que retardam o desfecho, tem uma intriga mais complexa, uma técnica de narração menos direta. No romance tudo é permitido.&lt;br /&gt;Estrutura é mais complexa, mais aberta, permite inovações, pontos de vista diferentes.&lt;br /&gt;Pode conter várias historias, vários clímax, reflexão filosófica, comentários, cartas..&lt;br /&gt;Uma novela ou um romance tem que ter um estopim, um conflito, que pode ser traição, morte, dinheiro, inveja, paixão, heroísmo, orgulho, coragem.&lt;br /&gt;Em um romance, os acontecimentos são simultâneos e as tramas mais trabalhadas. Um bom romance tem que ter forma e conteúdo, linguagem e matéria narrada que significam coerência.&lt;br /&gt;Exemplo de grande romance= Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, em que até a cachorra Baleia tem seus drama &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;BIOGRAFIAS/AUTOBIOGRAFIAS/MEMÓRIAS/PERFIS&lt;br /&gt;BIOGRAFIA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É um gênero literário em que o autor narra a história da vida de uma pessoa ou de várias pessoas.&lt;br /&gt;A biografia, na maioria das vezes, refere-se à vida de pessoas públicas como políticos, cientistas, esportistas, escritores ou pessoas, que através de suas atividades deixaram uma importante contribuição para a sociedade.&lt;br /&gt;A biografia é mais vasta, mais complexa, exige muitos depoimentos. Tem elementos de reportagem, daí serem feitas, na maioria das vezes, por jornalistas que aprenderam a perguntar, ouvir, organizar as informações.&lt;br /&gt;A pessoa não precisa ser famosa para ser biografada. A fama é relativa. O biografado tem que ter uma história de vida e um apelo universal para agradar a uma grande quantidade de pessoas, estimular a identificação com a história&lt;br /&gt;Vida da pessoa é a vida da pessoa, o biografo não vai corrigir a vida de ninguém, nem enfeitar&lt;br /&gt;Em uma biografia, não se pode tomar liberdade com os fatos, é inadmissível maquiar ou se intrometer na história.&lt;br /&gt;Uma história de fracassos é melhor para uma biografia do que de sucessos. Uma vida de sucessos não rende necessariamente uma boa biografia&lt;br /&gt;Nos EUA, existem varias biografias de um personagem só&lt;br /&gt;O século XX marca o advento de uma modalidade do gênero até então desconhecida ou pouquíssimo cultivada: a biografia romanceada, na qual o autor recria, ficcionalmente, o material documental e de pesquisa coletado sobre a vida dos biografados. No livro 1808, que é uma biografia romanceada, personagens de ficção misturam-se com a realidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;MEMÓRIA - não é biografia, é um outro gênero&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;PERFIL pode ser uma pequena biografia em que o autor pode se colocar na história de vida do perfilado&lt;br /&gt;No Brasil, o gênero biográfico teve ou tem seus melhores cultores em Joaquim Nabuco (Um Estadista do império - 1899); Lúcia Miguel Pereira (Machado de Assis, estudo crítico e biográfico – 1936; A Vida de Gonçalves Dias – 1943); Raimundo Magalhães Júnior (Machado de Assis desconhecido – 1955; Rui, o homem e o mito - 1965); Viana Moog (Eça de Queirós e o século XX – 1938).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;RUY CASTRO&lt;br /&gt;é um dos maiores biógrafos da atualidade. De um modo geral, suas biografias contam a vida de alguém depois de sua morte. Ruy Castro só escreve biografias de pessoas mortas: Carmem Miranda, Nelson Rodrigues – Anjo Pornográfico, e Garrincha – Estrela Solitária.&lt;br /&gt;Exemplos:&lt;br /&gt;CHEGA DE SAUDADE – não é biografia, é um livro de memórias de gente que fez a Bossa Nova. Vendeu 15 mil exemplares em 15 dias.&lt;br /&gt;UM HOMEM ILUMINADO, sobre Tom Jobim, escrito pela irmã dele, Helena Jobim, não pode ser considerado biografia, mas memória.&lt;br /&gt;TIM MAIA, do Nelson Motta, é memória pelos olhos do Nelson Motta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-7140908857206289784?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/7140908857206289784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/laboratorio-do-escritor-aula-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7140908857206289784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7140908857206289784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/laboratorio-do-escritor-aula-de.html' title='LABORATÓRIO DO ESCRITOR (AULA DE 10.04.2010)'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-7174739160240685469</id><published>2010-04-07T12:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T13:02:16.758-07:00</updated><title type='text'>BYE, BYE, KABUL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(produção de um Conto com as seguintes palavras: penumbra/ Afeganistão/contra- senso/ sacrilégio/ jibóia/ destilar/ álibi/ papo-de-anjo)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na penumbra do armazém, um incenso de mirra envolvia em névoa os pensamentos de Omar. Perdem-se na poeira do tempo as memórias do Afeganistão, berço conflituoso onde nasceu e cresceu. Desde tempos remotos, a guerra, seus escombros, perdas e todo tipo de contra-senso fazem do país uma paisagem da qual quase não se tem saudade.&lt;br /&gt;Ah, saudade... Palavra bonita e doída que Omar aprendeu no Brasil. A caminhada até o país mais colorido que já pisou, de gente calorosa como o sol, foi permeada de desafios... Primeiro, a decepção para o pai, homem austero, respeitado, que construiu um empório de especiarias para o filho mais velho herdar e prosseguir. Depois, o tormento de encontrar a mãe a chorar pelos cantos, como se velasse um a um os guerrilheiros do lugar. Os irmãos também não aceitavam que toda uma tradição pudesse ceder à impulsividade do coração. Soava como um sacrilégio! Apenas a irmã caçula, Mira, vibrava com o provável desatino e sonhava com o dia de se render ao que não tem explicação.&lt;br /&gt;As especiarias perfumadas fizeram fama em Kabul e cercanias. O hotel mais requintado da capital era cliente assíduo do empório e numa entrega de rotina, o som contagiante que vinha do saguão chamou a atenção do rapaz. Bailarinas curvilíneas serpenteavam feito jibóia a destilar encantamento na platéia.&lt;br /&gt;A coreografia sensual, as vestes multicoloridas e o sorriso das moças criavam no local uma aura de festa e celebração que contrastavam com a sisudez de homens engravatados. Entre movimentos delicados e resolutos que brotavam daqueles quadris, a odalisca de um azul profundo fez Omar mergulhar num mar de águas desconhecidas. Quase perdeu o fôlego e nunca tinha sentido seu coração tão pulsante. Voltou à superfície com as palmas entusiasmadas dos espectadores.&lt;br /&gt;Não demorou a descobrir que Lena, uma dançarina profissional, era brasileira em breve excursão pelo oriente. Os contatos com a equipe do hotel encurtaram a distância entre os dois e, como fogo em palha seca, não demorou a incendiar. Lena ainda tinha uma agenda a cumprir até retornar ao Brasil. Como uma Sherazade, contava sobre coisas, usos e costumes da sua terra natal, só que não tinha mil e uma noites com Omar, e eles sabiam disso.&lt;br /&gt;A companhia de dança seguiu seu rumo e a tecnologia cuidou de mantê-los conectados apesar da distância.&lt;br /&gt;Para a conversa com a família, ele tinha um álibi – o compromisso com a felicidade. Esse era o apelo do patriarca daquele clã, seu avô, que, antes de partir, deixara a mensagem bem gravada no seio de toda uma geração: “Num país em que a liberdade é um mito, precisamos ter imaginação e lutar pelos nossos sonhos de felicidade!” - dizia o velho com os olhos distantes, deixando transparecer que se pudesse voltar atrás, seria fiel a cada um dos seus desejos não realizados.&lt;br /&gt;Apesar do cinza habitual, naquele sábado um laranja vibrante teimava em tingir o céu. Era um bom presságio para a partida do primogênito. Os deuses abençoaram e a família resignada aceitou a decisão.&lt;br /&gt;Desde então, escaparam pelos vãos do tempo uns dez anos. No Recife antigo, Omar faz história com os temperos que refinam o paladar dos “chefs” mais badalados da gastronomia local e conta com a sabedoria do pai.&lt;br /&gt;Hoje, Lena, sua mulher, se apresenta para uma multidão no marco zero da cidade. Uma coreografia especial pelo aniversário da capital, batizada de “papo-de-anjo” que promete adoçar a noite festiva dos pernambucanos.&lt;br /&gt;No olhar do marido, aquela admiração da primeira vista o visita com a mesma intensidade e, apesar da saudade, sentimento que nomeia a falta dos afetos distantes, ele cantarola contente a sua versão para uma das relíquias de Chico Buarque: “... dancei com uma dona feliz que tem um tufão nos quadris. Bye, Bye, Kabul!”.&lt;br /&gt;(Adriana Bispo)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-7174739160240685469?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/7174739160240685469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/bye-bye-kabul.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7174739160240685469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7174739160240685469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/04/bye-bye-kabul.html' title='BYE, BYE, KABUL'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-3629856094687519075</id><published>2010-03-31T12:09:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T12:12:13.905-07:00</updated><title type='text'>AGONIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(Conto com as palavras: jibóia, Afeganistão, penumbra, papo de anjo, contra-senso, álibi, sacrilégio, destilar)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Estava ele recostado em sua cadeira, lendo o livro em voz alta, tão compenetrado que não parava nem para tomar fôlego.&lt;br /&gt;Contava a história sobre o Afeganistão, um país tão distante que nem sei onde fica.&lt;br /&gt;Eu ouvia desatenciosamente suas histórias.&lt;br /&gt;Ele contava da guerra civil gerada naquele país, das intervenções estrangeiras como a invasão soviética, e como os talibãs se apropriaram de sua maior parte.&lt;br /&gt;Que o país sofre com a seca e que o fornecimento de água doce era limitado.&lt;br /&gt;Falou que o Afeganistão é um país montanhoso, que tem clima continental, com verões quentes e invernos frios. Que é frequentemente abalado por sismos.&lt;br /&gt;Eu aqui ouvindo e observando seus gestos, o farfalhar daquele livro parecendo me conduzir a um espaço sem fim, a penumbra daquela sala, sua voz rouca e sufocada confabulando com a minha mente, feito uma jibóia a digerir o animal alvo do ataque. Meu corpo se enrolando à volta desse enredo, gotejando, tal qual o vinho a destilar.&lt;br /&gt;Na minha imaginação, eu apertava essa angustia como uma presa, para esta libertar o ar dos seus pulmões. Sufocá-la assim até sua morte, exatamente como fazem essas serpentes.&lt;br /&gt;Eu não estava suportando aquela situação, não queria ouvir aquela historia.&lt;br /&gt;Nem observá-lo, com seus gestos tão robotizados.&lt;br /&gt;Estou aqui atônito, frente a frente com este homem que conheço tão bem.&lt;br /&gt;Que me fazia carinhos e satisfazia os meus desejos de criança.&lt;br /&gt;Lembro dele me contando histórias tão lindas que eu viajava com os meus heróis.&lt;br /&gt;Saí procurando em minha memória os momentos bons que havia passado ao seu lado e ao lado de minha família.&lt;br /&gt;As festas e reuniões aconteciam em sua casa, que tinha um quintal muito grande. Eu e meus primos estávamos sempre aprontando algumas travessuras.&lt;br /&gt;Muitas vezes, os safados de meus primos aprontavam e colocavam a culpa em mim. Eu então precisava ter um álibi e como uma das minhas primas tinha certa queda pela minha pessoa, eu a convencia a confirmar minha tese de que o culpado não era eu.&lt;br /&gt;Minha avó, minha mãe e minhas tias ficavam na cozinha fazendo comidas deliciosas e colocavam todas aquelas guloseimas na mesa de jantar. Bolo, suco, frutas, café, chá, leite, pão, carne assada.&lt;br /&gt;Hum! Só de pensar me enche a boca de água. Tinha também um doce que era feito com gemas de ovos, que depois de assado era mergulhado na calda de açúcar. Esse doce era chamado de papo de anjo. Ah! Como aquilo era bom, parecia que em minha volta havia uma legião de anjos cantando.&lt;br /&gt;Agora me encontro com ele aqui dentro deste quarto, tão frio, tão sem vida, parecendo um quadro de natureza morta, onde ele fica contando a guerra e os costumes de um país tão distante, que nem sei se está entendendo o que lê.&lt;br /&gt;Como é duro, como é pesado ver o meu avô vegetando. Foi um homem tão culto, um advogado brilhante. Para mim é um contra senso vê-lo nesta condição de letargia, fere muito meu coração. Ás vezes me revolta a situação, cometo até um sacrilégio e maldigo tudo quanto é sagrado, digo que não creio em nenhuma religião.&lt;br /&gt;Parece que meu avô entendeu o meu sofrimento porque me chamou para junto dele, estendeu a sua mão e olhando fixo nos meus olhos, escancarou um sorriso maroto, como a dizer: Não tema, pois irei muito além do que você acredita.&lt;br /&gt;Percebi então que era meu divagar que limitava seu viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Vera Lucia de Araujo Rodrigues)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-3629856094687519075?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/3629856094687519075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/agonia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3629856094687519075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3629856094687519075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/agonia.html' title='AGONIA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2024645870269737054</id><published>2010-03-31T11:59:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T12:06:02.288-07:00</updated><title type='text'>OS HOMENS SEM  PÉS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(Conto com as palavras: jibóia, Afeganistão, penumbra, papo de anjo, contra-senso, álibi, sacrilégio, destilar)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Calixto pouco falava. Mais ouvia. Quando se envolvia em conversa, ia logo dizendo que não dava palpite na roda porque não era homem para variações. Com ele tinha de ser direto e reto. Não gostava de temas que envolvessem futebol e essas coisas do dia a dia das cidades. Homem do campo fora acostumado aos movimentos da natureza bruta, chuva no lombo e sol inclemente na cabeça, não havia tempestade nem tão pouco vento forte que o fizesse largar o trabalho.&lt;br /&gt;Não fosse um estranho hábito, e até certo contra-senso com a postura que demonstrava em público, Calixto seria como a maioria dos seus companheiros de mesa e copo que, como ele, passado dos oitenta, retirado da vida laboral, alimentava esperanças de um dia ganhar na loteria e poder comprar amor, atenção e o respeito dos familiares para raros anseios e sonhos modestos.&lt;br /&gt;Nada de muito extravagante, o costume que tomara conta de Calixto e, até certo ponto, criara um álibi para sair às noites de quinta, era o de contar histórias para crianças de um orfanato lá pelos lados da Vila Guarani. Os pequenos internos ficavam inquietos e excitados quando a noite de quinta-feira se aproximava. Naquele dia, chovesse canivete, lá estava Calixto pontualmente, às oito da noite, para conduzir as crianças dos quatro aos doze anos a uma viagem de sonho, fora dos limites estreitos dos muros do abrigo e, principalmente, dos cantos escuros do desamparo e da solidão.&lt;br /&gt;Calixto não elaborava seus contos com antecedência. Ao contrário, criava parte do enredo no caminho para a reunião e lá, no meio da molecada, aos poucos, montava o cenário e os personagens que, por mágica, tomavam forma e ganhavam locais, nomes e os tipos que ambientariam a história da noite.&lt;br /&gt;Aquela quinta não foi diferente. Caminho tomado, passo calmo, concentração ativa, e as imagens a pulular em sua mente como se saltassem de uma caixa mágica. Cores, cheiros, tamanhos, olhos, cabeças, com e sem cabelos, caras limpas, dormidas, acesas, alegres, tristes, pintadas, castelos, cavaleiros, dragões, serpentes jibóias enormes, e, por fim, o enredo. Este sim, criado por último, acolhia todo aquele caleidoscópio com paisagens e lugares que iam se juntando para formar um espetáculo igual aos montados por atores mambembes: chão limpo, palco levantado, lona estendida e a cortina, que, aos poucos, ao abrir e fechar dá a dinâmica das cenas e dos personagens.&lt;br /&gt;Calixto caminhava na parte final do trajeto que o separava da creche. Exatos quatro últimos quarteirões, os mais escuros pela ausência sistemática da iluminação pública. No trecho ficava a maior praça do bairro. Toda em desnível para encanto dos que se deixam alumbrar pela mistura do real e do imaginário, e denso bosque com muitas árvores e arbustos. Ali conviviam paineiras, ipês, patas de vaca, amoreiras, embaúbas, pitangueiras e damas da noite, todas cercadas por canteiros circulares e passarelas estreitas. À noite, na penumbra, imaginava Calixto ser o local mágico apropriado para que os entes da natureza deixassem a vida interior e conviverem, à distância, com os humanos. Não com todos, somente com aqueles cuja sensibilidade é por eles percebida por meio de uma qualidade muito própria: a de estarem ainda próximos do ato criador original.&lt;br /&gt;Estaria Calixto cometendo sacrilégio ao trabalhar com esta visão fantástica?&lt;br /&gt;O transitar naquele espaço deu o mote para a conversa da noite. E não foi diferente. Metido na mistura mágica de pensamento e ação, Calixto sentiu que alguém o observava entre os arbustos. Parou, firmou os olhos e ficou com a impressão de ter visto dois meninos muito pequenos, tão clarinhos que refletiam a luz da lua. A impressão riscou sua mente como um relâmpago, tão bem construída, que um detalhe fixou em sua retina: as crianças não tinham pés! Isto mesmo, sem os pés! No mesmo instante passou por sua mente a questão: nasceram assim ou foram vítimas de algum evento sinistro? Pensou nos mutilados do Afeganistão, inocentes colhidos pelos efeitos dos atos de ódio e violência. Afastou a imagem ruim e passou a construir a trama de um conto feliz.&lt;br /&gt;Aturdido com a visão ou quase visão, seguiu seu rumo. Espantado por um lado e feliz por outro, o tema da noite estava escolhido: A praça dos homens sem pés.&lt;br /&gt;Reuniu as crianças como de costume e começou a lhes falar sobre o mundo fantástico dos sem-pés.&lt;br /&gt;Transcorreu sobre o parentesco dos sem-pés com os duendes e gnomos; como se formavam as suas famílias, das atribuições de guardiões das raízes das árvores seculares, para delas extrair e destilar a seiva que os alimentava; do gosto pelo doce papo de anjo; do amor pela natureza e por tudo que o Criador colocou sobre a face da terra.&lt;br /&gt;Disse também sobre a infância, juventude e velhice dos sem-pés, sua relação com os humanos e da fórmula mágica que eles inventaram para ficarem visíveis às crianças. Nesse ponto, já no fim da história, Calixto foi interpelado por Guto, menino vivo, agitado, que lhe perguntou: - De que era feita a fórmula mágica? Calixto parou, tomou fôlego, e repetiu, de pronto, que a fórmula da poção maravilhosa estava muito bem guardada no centro da terra e não fora revelada para ele porém, seu neto, Eduardo, que sonhara com os sem-pés, dissera que apenas um dos componentes da poção poderia ser revelado: uma farinha muito fina e comestível, o nome revelaria na próxima quinta.&lt;br /&gt;Encerrado o conto da noite, um alvoroço total se instalou no ambiente. A meninada alegre e barulhenta pedia insistentemente para Calixto antecipar a continuação da história. Foi difícil, mas Calixto resistiu. Após as despedidas e a promessa de voltar, despediu-se e seguiu contente pensando na próxima quinta.&lt;br /&gt;Ao passar novamente pela praça mágica ficou a refletir: como justificar para os seus pequenos ouvintes o fato de alguém andar sem os pés...?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(José Augusto Bertelli)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2024645870269737054?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2024645870269737054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/os-homens-sem-pes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2024645870269737054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2024645870269737054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/os-homens-sem-pes.html' title='OS HOMENS SEM  PÉS'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-5318704568936394319</id><published>2010-03-31T11:05:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T11:21:34.437-07:00</updated><title type='text'>DEUS É JUSTO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(conto com as palavras: jibóia, Afeganistão, penumbra, papo de anjo, contra-senso, álibi, sacrilégio, destilar).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Que eu não cometa nenhum sacrilégio ao tentar fazer das palavras o itinerário da minha chegada do Afeganistão à fazenda de meu avô.&lt;br /&gt;O dia estava morrento! Calor à beça. Poeira, quanta poeira&lt;br /&gt;Durante todo o trajeto até a porteira, o pó teimava em pairar na paisagem. Isso pelos menos ajustou um colorido à parte na linha do horizonte, na hora do sol poente.&lt;br /&gt;A família me esperava reunida. Tinham caprichado na recepção dessa ilustre figura que vinha de longe. Contavam-se sobre a mesa todos os meus gostos mais recônditos da gastronomia, a torta de limão, receita de minha avó, até os papos de anjo bem feitinhos, mergulhados na calda cheirosa de caramelo com canela. Hum que delícia!&lt;br /&gt;Vinha pelo trajeto pensando nisso; que gostoso voltar, que saudade!&lt;br /&gt;Quando Tião estacionou o carro que nos transportou do aeroporto até ali, parou sob o frescor das árvores, abri a carro e ao colocar um pé para fora, eis que tomei uma picada! A danada estava ali, na espreita de um pé. Foi o meu...&lt;br /&gt;Corre corre geral.&lt;br /&gt;Eu gritava de dor, e que dor.&lt;br /&gt;Logo veio Tião a laçar em torniquete minha perna para estancar a passagem do sangue. Pauladas acabaram com a tal da jibóia. Nesse instante destilei através do que via um sabor de vingança.&lt;br /&gt;Fui levada para dentro de casa, não podia me mover, não devia, se me mexesse, espalhava o veneno. Me deram uma cachaça. Tomei. Bebi mais um pouquinho...&lt;br /&gt;Logo estava numa penumbra, entre a picada da cobra, o pó da estrada, papos de anjo, Afeganistão e uma gritaria confusa.&lt;br /&gt;Todos os itens dentro de mim criavam um sentido estranho de realidade. O veneno me alterou.&lt;br /&gt;Dormi algumas horas até que Dr. Augusto chegou. Enquanto isso a festa fora suspensa, Aguardando que tudo se alinhasse, aliviasse, para podermos finalmente nos abraçarmos calorosamente.&lt;br /&gt;Quando sarei, decidi que não era contra senso, não era pecado jogar na alminha daquela cobra, fiz o jogo do bicho.&lt;br /&gt;Não deu outra!&lt;br /&gt;Deu cobra!&lt;br /&gt;Ganhei!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(Anita Bueno de Araujo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-5318704568936394319?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/5318704568936394319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/deus-e-justo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5318704568936394319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5318704568936394319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/deus-e-justo.html' title='DEUS É JUSTO'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4298499223057781437</id><published>2010-03-25T11:57:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T12:00:41.430-07:00</updated><title type='text'>LABORATÓRIO DO ESCRITOR - AULA DE 3 (20/03/10)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;CRÔNICA VS CONTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRÔNICA - É um comentário sobre um acontecimento real, preferencialmente diário.&lt;br /&gt;É o acontecimento diário sob a visão criativa do escritor.&lt;br /&gt;Quando a crônica entra no terreno do imaginário, vira conto.&lt;br /&gt;TODOS SOMOS CONTADORES DE HISTÓRIAS. A diferença é que nós vamos usar como instrumento a narrativa impressa, o registro inscrito.&lt;br /&gt;Já falamos sobre as idéias, de onde surgem. Que elas pairam no ar, no cotidiano, nos jornais. Quanto mais antenados, maior o repertório e as possibilidades. Daí a importância de anotarmos as idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E O QUE É O CONTO?&lt;br /&gt;São pequenas histórias que relatam e narram uma história verídica ou lenda.&lt;br /&gt;É uma narrativa imaginária que envolve fantasia.&lt;br /&gt;Narrativa real é a que envolve biografias, ensaios, textos históricos, grandes reportagens.&lt;br /&gt;O conto é, pois, uma ficção com unidade de tempo, espaço e ação. Conto possui= Uma ação /Um lugar /Um tempo /Um tom.&lt;br /&gt;É uma narrativa pequena que vai direto ao assunto. O conto contém apenas um único drama, um só conflito. Esse drama único pode ser chamado de "célula dramática".&lt;br /&gt;O conto é um relâmpago na vida dos personagens. Não importa muito seu passado, nem seu futuro.&lt;br /&gt;O conto clássico tem princípio, meio e fim. Um conto robusto pode ter cerca de 100 linhas e no máximo 200 linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MILTON HATOUM – É um escritor brasileiro contemporâneo premiado que começou a escrever romances. Seu primeiro livro de contos acaba de ser lançado.&lt;br /&gt;Ele diz que o Conto é mais denso. Deve ser breve e denso. É como uma fotografia que extrapola da moldura. É um recorte, um fragmento da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TCHECOV, o grande escritor russo, ia mais além: “Ao escrever um conto, quase que suprima o começo e o fim e fique com o miolo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CADA CONTADOR TEM UM JEITO DE ESCREVER. Há os que ficam possuídos e há o artesão, que borda um texto, refaz. Cada um vai descobrir o seu caminho, mas o processo de escrita é doloroso sempre.&lt;br /&gt;Há um caminho para começar a escrever: idéia, sinopse. Toda história implica em uma estrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTISTAS:&lt;br /&gt;Julio Cortazar;&lt;br /&gt;Jorge Luiz Borges;&lt;br /&gt;Clarice Lispector;&lt;br /&gt;Machado de Assis;&lt;br /&gt;Tchecov&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4298499223057781437?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4298499223057781437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/laboratorio-do-escritor-aula-de-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4298499223057781437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4298499223057781437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/laboratorio-do-escritor-aula-de-3.html' title='LABORATÓRIO DO ESCRITOR - AULA DE 3 (20/03/10)'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-5514455370046405878</id><published>2010-03-24T12:54:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T12:58:48.545-07:00</updated><title type='text'>Sinal verde, atravessei o sol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sinal verde, atravessei o sol.&lt;br /&gt;Assim me fiz atriz.&lt;br /&gt;Fui descobrindo paisagens que às vezes me deixava cansada; não desistia de encontrar o canto onde a calma estava.&lt;br /&gt;Deixei tudo, contas, endereços, nomes, amores. Ah!os amores. Alguns vieram comigo, impossível largá-los, mesmo assim os guardei em vãos escondidos.&lt;br /&gt;Saí sem destino, há muito desejava isso.&lt;br /&gt;Em alguns momentos, a luz me cegou, me confundiu, me perdi ,me achei.&lt;br /&gt;Caleidoscópio de sensações e emoções fizeram desenhos em minha alma.&lt;br /&gt;Delirei,adorei,quase morri.&lt;br /&gt;Sempre descobri novos olhares.&lt;br /&gt;Mergulhei fundo em cada personagem; esses me fizeram velha, menina, homem, mulher.&lt;br /&gt;Sempre fui secundária para meus habitantes. E tive que me despir para dormir, descansar, quando as luzes do palco já tinham sido apagadas.&lt;br /&gt;Atuar muitas vezes era inventar e dizer a minha verdade sem me perder no personagem.&lt;br /&gt;Às vezes começava, nem sempre pelo começo.&lt;br /&gt;Cada fala, cada tom, cada gesto se contradiziam em mim, pois buscava uma verdade que nem sempre foi a minha; precisei viver o outro sem sê-lo.&lt;br /&gt;Era como se eu entrasse na sala dos segredos de alguém e fosse abrindo caixinhas que me diziam coisas.&lt;br /&gt;Com o tempo gostei do mergulho na alma do outro.&lt;br /&gt;Tornou-se vocação trazer coisas das caixinhas e exprimi-las.&lt;br /&gt;Meu corpo tornou-se revolver.&lt;br /&gt;Cada um que me habitou eu amei, eu odiei, me fiz assim humana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Anita Bueno)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-5514455370046405878?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/5514455370046405878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/sinal-verde-atravessei-o-sol.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5514455370046405878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5514455370046405878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/sinal-verde-atravessei-o-sol.html' title='Sinal verde, atravessei o sol'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4752182034504272090</id><published>2010-03-24T12:47:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T12:12:14.115-07:00</updated><title type='text'>Sinal verde atravessei pra lá do sol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sinal verde atravessei pra lá do sol pensando que o dia inaugurou com uma sucessão de sinais amarelos pedindo a minha atenção...&lt;br /&gt;A começar pela minha distração esquecendo aqueles documentos tão importantes. Onde ando com a cabeça? Isso é que dá fazer tudo correndo. Culpa da modernidade que exige que façamos mil coisas ao mesmo tempo. E não adianta querer espichar o tempo, ele tem presença determinante. Recuo por alguns instantes e decido: voltarei para pegar os documentos esquecidos.&lt;br /&gt;Volto correndo ao prédio onde moro, o portão automático nem sempre funciona e tenho que chamar Alberto, o porteiro. O nervosismo e a pressa que tomam conta de mim fazem dos minutos eternidade. A calma de Alberto me irrita. Estava a ponto de chutar o portão. Foi quando parei. O que eu estava fazendo comigo? Já não me conhecia mais. Aquela pessoa irritada e nervosa não era eu. Onde eu estava na verdade?&lt;br /&gt;Acho que estou conseguindo pelo menos parar e pensar antes de tomar atitude mais agressiva. Porque essa postura não condiz com a minha pessoa. Então parei, respirei, olhei para o sol daquela manhã e me lavei no suor do corpo. Percebi que num único dia o meu semáforo interno oscilou do verde ao amarelo várias vezes, estacionando no vermelho e sinalizando a minha aceleração. Me sinto como uma avenida movimentada na “hora do rush” – paciência curta, tumultuada e se não der um freio entro em rota de colisão...&lt;br /&gt;A noite enfim chegou e a lua serena adornando o céu me lembra que é hora de desacelerar e dar sinal verde para o descanso. Até amanhã!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Adriana Bispo de Araujo)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4752182034504272090?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4752182034504272090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/sinal-verde-atravessei-pra-la-do-sol_7223.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4752182034504272090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4752182034504272090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/sinal-verde-atravessei-pra-la-do-sol_7223.html' title='Sinal verde atravessei pra lá do sol'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2571922259093641856</id><published>2010-03-24T12:32:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T12:34:21.935-07:00</updated><title type='text'>Sinal verde atravessei pra lá do sol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sinal verde atravessei pra lá do sol festejando o fim de semana que se aproxima e todas as possibilidades de conectar com os prazeres que adoçam o meu paladar para a vida.&lt;br /&gt;A dupla sábado e domingo é muito bem-vinda para a maioria de nós. Aguardada com entusiasmo. Sinônimo de relax, da mescla do compromisso com o descompromisso, de cardápio diferenciado, de filme novo em cartaz, de encontro com os afetos e de recarga nas nossas baterias. Se há problemas a resolver, estamos de folga e a cabeça arejada parece funcionar melhor.&lt;br /&gt;De minha parte, gosto de esquecer o relógio, aliás, há muito o libertei do meu pulso e sigo um tempo mais interno. O maior luxo do mundo contemporâneo é o tempo livre! Ter liberdade de dispor desse tempo sem pressa e sem pressão é a cara do fim de semana.&lt;br /&gt;Acordar quando o corpo pede, sem despertador, livre de atropelos. O espreguiçar é o primeiro exercício do dia. Muito e demoradamente. Sentindo cada parte do corpo bem viva e pulsando.&lt;br /&gt;Depois se conjuga o verbo agradecer. Por mais um dia, pela saúde, pela casa aconchegante, pelo par que escolhemos para dividir a caminhada, e claro, os lençóis. Agradecer sobretudo pela oportunidade de estarmos neste mundo vivendo, aprendendo, evoluindo. Uns chamam esse ritual de meditação, outros de oração. Para mim é o momento de conexão com Deus e com o meu dedicado anjo da guarda.&lt;br /&gt;Café no capricho, banho digno de SPA, música alto astral, roupas mais coloridas, sapatos bem confortáveis e lá vou eu para a rua, sem bússola ou com ela bem sintonizada com os desejos. Os sentidos ficam mais sensíveis à beleza que me rodeia, que está ali todos os dias mas a gente não para pra olhar. Caminho convencida de que é na simplicidade das coisas que mora o prazer.&lt;br /&gt;Aprendo que, na verdade, é bem possível transformar os finais de semana em ‘mini férias’ e transportar para os dias cotidianos uma dose desse espírito leve que nos visita aos sábados, domingos e feriados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Adriana Bispo de Araujo)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2571922259093641856?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2571922259093641856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/sinal-verde-atravessei-pra-la-do-sol_9390.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2571922259093641856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2571922259093641856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/sinal-verde-atravessei-pra-la-do-sol_9390.html' title='Sinal verde atravessei pra lá do sol'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4727597836149933216</id><published>2010-03-24T12:23:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T12:25:59.228-07:00</updated><title type='text'>Exercício coletivo - Palavra "areia"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ela arruma o cabelo, calça os sapatos e sai ao encontro das amigas. O combinado era que se encontrariam na frente do shopping para então seguirem rumo ao Litoral Norte. Programinha básico: balada seguida de praia. Não queria mais nada da vida. Não via a hora de pisar na areia e ver o sol nascer depois de dançar a noite toda.&lt;br /&gt;Grupo formado, carro revisado, tanque cheio e lá foram para a Rio-Santos.Dia calmo ,sol e brisa suave.O dia prometia.Sem aviso,Laura começa a soluçar e aos prantos vai logo avisando que o fim de semana para ela já estragou.Não tinha jeito.&lt;br /&gt;O fim de seu relacionamento com Paulo, namorado de dois anos ou mais, tinha lhe tirado o chão. Pensou que rever as amigas seria uma boa idéia, mas de nada estavam adiantando as risadas e brincadeiras que antes lhe eram tão prazerosas.&lt;br /&gt;Trancar-se em casa também não era solução. Talvez sua mãe estivesse mesmo certa, o melhor seria viver esse tal de luto. Chorar tudo que tiver que chorar, mas também sacudir a tristeza e distrair-se com outros cenários. E nada melhor como novos personagens para recriar a história.&lt;br /&gt;Desceram do carro na 1ª parada e entraram na lanchonete. Já estavam pagando suas contas quando um rapaz maltrapilho se aproximou.&lt;br /&gt;Laura subitamente fixou seu olhar naquele rapaz que, embora mal vestido, tinha um semblante que a deixou paralisada. Por algum tempo Paulo saiu de sua mente.&lt;br /&gt;Tudo que importava agora era continuar a olhar aquele rosto e a apreensão com sua chegada era, a cada segundo, mais amedrontadora.Afunda em si mesma quando a linda voz diz: “Moça,o Ford vermelho estacionado no fundo da lanchonete é seu?”&lt;br /&gt;Laura balança a cabeça sem nada dizer, mas a expressão em seu rosto entregava que sentia muito medo do que viria a seguir: “Então, moça, o pessoal do outro carro esvaziou dois pneus... Pediram para entregar este bilhete”.&lt;br /&gt;Sem acreditar no que lia, a única coisa que lhe vinha à mente era a maldita frase que dizia que nada está tão ruim que não possa piorar.Devia ser praga do Paulo. Ela só queria curtir com as amigas, esquecer seus problemas.&lt;br /&gt;O bilhete dizia: “Na próxima vez que for roubar a vaga de alguém, pense duas vezes,sua vaca!”&lt;br /&gt;De fato, quando chegaram à lanchonete só havia uma vaga no estacionamento e elas haviam notado um outro carro esperando, mas acharam que seria divertido transgredir um pouco.&lt;br /&gt;Enfim, sem balada, sem praia, as meninas tiveram que passar a madrugada esperando o guincho e contando com a esperança de um dia poderem rir de tudo isto. Laura havia mesmo dito que o fim de semana já tinha estragado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4727597836149933216?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4727597836149933216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/exercicio-coletivo-palavra-areia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4727597836149933216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4727597836149933216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/exercicio-coletivo-palavra-areia.html' title='Exercício coletivo - Palavra &quot;areia&quot;'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2941368711358127032</id><published>2010-03-24T12:16:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T12:18:02.393-07:00</updated><title type='text'>Sinal verde, atravessei pra lá do sol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Os versos da canção ouvida no rádio de algum vizinho me remetem a um tempo, a uma lembrança de quando cheguei àquela casa.Hoje estou me despedindo dela .Passei bons momentos aqui. Casei-me, criei meus filhos e ainda posso ouvir seus risos e gritos por estes corredores.&lt;br /&gt;A música continua ao longe mas não estou mais presa aos seus versos. É forte a impressão que me causam aqueles cômodos agora vazios, aquelas paredes amigas que ainda conservam as marcas que eu mesma fiz ao colocar um quadro e depois um espelho. Vou deslizando minhas mãos pela parede fria. Quero guardar na memória esta sensação. A casa da minha infância, a casa de meus pais e depois minha.&lt;br /&gt;Quero poder agradecer pois ela, ao longo do anos, deixou de ser apenas uma construção boa e sólida e passou a fazer parte da família, o palco da nossa história. Despeço-me dela, de seu chão de madeira corrida, de suas janelas brancas e altas e daquele quintal. Vou-me embora, vou pra longe, vou ganhar mundo, como dizia meu pai. Adeus minha casa querida,   meu lar, vou agora  pra lá do sol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Cláudia Del Pintor)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2941368711358127032?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2941368711358127032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/sinal-verde-atravessei-pra-la-do-sol_24.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2941368711358127032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2941368711358127032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/sinal-verde-atravessei-pra-la-do-sol_24.html' title='Sinal verde, atravessei pra lá do sol'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-1530407779229266018</id><published>2010-03-24T12:11:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T12:13:30.591-07:00</updated><title type='text'>Que a Bossa seja nova</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sinal verde. Atravessei pra lá do sol... “Saudade FM! Você ouviu Pernas, de Sérgio Ricardo, com o oferecimento do fixador de dentaduras...”.&lt;br /&gt;Não sou muito fã de Bossa Nova e tão pouco sinto saudade de uma época que não vivi, mas tentando sintonizar o rádio do carro, Bossa foi o que restou dadas as outras opções: “No rebolation,tion,tion...” “Quase de manhã e ainda não dormi,fiquei bebendo até cair...” “Gaga uh lá lá...”&lt;br /&gt;Fico pensando o que será que os compositores na época tomavam para escreverem sobre um par de pernas que entra num conversível, o patinho qüem, qüem ou o barquinho que vai e vem.&lt;br /&gt;Deve ser normal que nosso gosto musical se altere com o passar dos anos e tão normal quanto a mudança de gosto é o choque cultural entre gerações quando o assunto é música.&lt;br /&gt;Se tivesse um filho adolescente hoje, não saberia o que é pior: um filho “Emo” que se veste de forma andrógena ou uma filha rebolando até o chão ao som de uma música que enaltece a promiscuidade sem fim, a exemplo da professora que foi filmada dançando o tal de “enfiadinho”... Argh!&lt;br /&gt;Pode ser que daqui a 15 anos, quando minha filha for de fato adolescente ,as coisas não estejam tão ruins.&lt;br /&gt;No final das contas, fico na esperança de que a Bossa volte a ser moda e minha filha se dê por contente em balançar ao som ingênuo do barquinho que vai enquanto a tardinha cai.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Daniela Marino)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-1530407779229266018?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/1530407779229266018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/que-bossa-seja-nova.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1530407779229266018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1530407779229266018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/que-bossa-seja-nova.html' title='Que a Bossa seja nova'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-3715421676781591599</id><published>2010-03-23T15:42:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T12:10:50.436-07:00</updated><title type='text'>Busca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sinal verde. Atravessei pra lá do sol.&lt;br /&gt;Procurando loucamente fugir daquela luz que queimava meu rosto.&lt;br /&gt;Sentindo a brisa forte que vinha até mim enquanto dirigia minha moto.&lt;br /&gt;Gosto mesmo é de correr, passar adiante, romper o silêncio, ganho o mundo rápido.&lt;br /&gt;Nem observo o mundo a minha volta, entro no meu mundo interior e acelero para desafiar todo o mal estar que me consome.&lt;br /&gt;São diferentes rotas de fuga e até o meu ofício combina com o meu momento atual. Correr, voar, acelerar – verbos que conjugo no tempo da pressa e da pressão.&lt;br /&gt;Ser piloto de prova foi uma forma de ganhar dinheiro fazendo o que eu amo.&lt;br /&gt;Quem diria que um motoboy chegaria tão longe?&lt;br /&gt;Não desisto, pois conheço tanta gente que chegou “lá”. Fiz tantas viagens interiores, mas é a vida prática, pragmática está indicando qual a direção seguir.&lt;br /&gt;Logo vou fechar um contrato que vai me garantir uma boa remuneração por pelo menos dois anos.&lt;br /&gt;Mas quer saber? Mesmo que não fosse assim eu continuaria a correr. Claro que dinheiro é bem vindo, mas pilotar é minha vida. Continuarei a buscar essa linha de chegada invisível que nem ao menos sei onde está. Continuarei a buscar aquilo que ainda não vejo com meus olhos, só sinto em minha alma. Pois sei que existe um lugar além do tempo onde mora o que todos sonhamos encontrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(Daniel Rodrigues Salgado)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-3715421676781591599?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/3715421676781591599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/busca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3715421676781591599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3715421676781591599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/busca.html' title='Busca'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-5154093975731148116</id><published>2010-03-23T15:36:00.000-07:00</published><updated>2010-03-23T15:40:40.683-07:00</updated><title type='text'>Metamorfose</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sinal verde. Atravessei pra lá do sol.&lt;br /&gt;Deixei pra trás mais um dia caminhando nesse calçadão com a maresia que toma todo o ar a minha volta.&lt;br /&gt;Sobre minha cabeça uma metamorfose acontece enquanto o sol baixa timidamente a minhas costas levando consigo o calor de seus raios dando lugar à lua que subia imponente mais uma vez.&lt;br /&gt;Ao meu redor as luzes artificiais começam a iluminar a cidade como uma miríade de estrelas no manto escuro do céu.&lt;br /&gt;Lembrei-me dos antigos gregos que diziam que a deusa Nix atravessava os céus em uma carruagem conduzida por cavalos voadores e arrastando atrás de si presa em seu longo manto a noite que tomava conta dia. Peguei-me tentando imaginar a cena.&lt;br /&gt;Que belo fim de tarde aquele.&lt;br /&gt;Respirei fundo e continuei minha caminhada.&lt;br /&gt;Passei lentamente por pessoas que de tão atordoadas em seus problemas não conseguiam ver a magnífica mudança sobre nós. Eu achava engraçado como pessoas passavam por lugares como aquele, sem ao menos notar o que há à sua volta.&lt;br /&gt;É como se o ser humano se fechasse nele mesmo, e por mais que queira perceber, não consegue se desligar dos problemas do seu dia a dia e não notam o que está ao redor.&lt;br /&gt;Enquanto seguia fui reparando nas pessoas. Do meu lado um casal discutia pelo atraso da mulher em se arrumar e que chegariam atrasados a algum encontro. Mais a frente um carro estacionado estava com as portas abertas e uma musica muito alta incomodava a quem passava enquanto jovens debatiam fervorosamente para onde eles iriam naquela noite. Precisavam exibir o novo som do carro.&lt;br /&gt;Num ponto de ônibus um trabalhador reclamava sozinho do trabalho e do atraso do ônibus, pois ele estava perdendo o jogo na TV. “Deus, que problema” pensei.&lt;br /&gt;Ninguém notara a metamorfose daquela tarde.&lt;br /&gt;O mais engraçado é que somos iguais, estamos sempre mudando. Mudamos quando somos criança depois a difícil metamorfose da adolescência, mudamos quando somos adultos, casamos e quando envelhecemos voltamos a ser crianças. Mas se mal notamos nossas mudanças quem dirá a do mundo a nossa volta.&lt;br /&gt;Balancei a cabeça afastando os pensamentos e voltei a andar.&lt;br /&gt;Parei então um pouco mais a frente e voltei a mirar o céu. O sol terminava de se esconder atrás dos morros, e pouco tempo depois a lua já alta criava um caminho prateado nas escuras águas do mar.&lt;br /&gt;Mais um ciclo daquele dia terminou. O dia deu lugar a noite. A metamorfose estava completa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(Daniel Rodrigues Salgado)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-5154093975731148116?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/5154093975731148116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/metamorfose.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5154093975731148116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5154093975731148116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/metamorfose.html' title='Metamorfose'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-8107592481613012509</id><published>2010-03-22T17:09:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T17:11:36.690-07:00</updated><title type='text'>Sinal verde: atravessei prá lá do sol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Não me preocupei se iria morrer ou me perder para sempre. Fui em frente.&lt;br /&gt;Fechei os olhos e me lancei naquela visão...&lt;br /&gt;São tantos os sinais: multicoloridos, diferentes fontes e formatos. A dimensão do sonho mais uma vez me toma de assalto. A paixão faz isso com a gente.&lt;br /&gt;Vira-se adolescente, as cores ficam intensas, carregadas de tons brilhantes. E assim, no afã de manter vivo esse momento único, a gente acaba se perdendo.&lt;br /&gt;Um simples atravessar de um semáforo com a luz do sol de frente, como um flash, acaba nos tornando românticos. Parecemos bobos!&lt;br /&gt;E não tem o que fazer, somos surpreendidos, não há planejamento nas questões do coração, seus caminhos são desconhecidos pela nossa razão dialética, empírica, patética, e mais sei lá o quê...!&lt;br /&gt;Aquele dia se iniciara de maneira inusitada e nada parecia fazer sentido.&lt;br /&gt;Só restava esperar como aquele dia único iria terminar.&lt;br /&gt;Sossega coração! Dá um tempo!Descansa dos amores impossíveis! Bate, bate forte, fica aí no seu compasso, só bate, espera um novo dia, o sol de frente e outro sinal verde qualquer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;José Augusto Bertelli&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-8107592481613012509?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/8107592481613012509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/sinal-verde-atravessei-pra-la-do-sol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8107592481613012509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8107592481613012509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/sinal-verde-atravessei-pra-la-do-sol.html' title='Sinal verde: atravessei prá lá do sol'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2505069621559981455</id><published>2010-03-19T11:59:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T17:12:19.344-07:00</updated><title type='text'>Maré</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Todo dia o mesmo caminho: Canal 4 até a praia. No trajeto, o primeiro café da Santista, diferente dos demais, coado no orvalho, como dizem os apreciadores. Sempre pontual e tranquila, segue rumo às lanchas para o Guarujá.&lt;br /&gt;Aquela terça-feira não é diferente, exceto pela ausência das gaivotas nos contrafortes da avenida. Estavam mais distantes, ciscando rente à maré, entre mariscos e pequenos caranguejos, a refeição do dia.&lt;br /&gt;Caminhava como quem conhecia cada calçada, cada vão e viela. Poderia andar de olhos fechados e saberia exatamente as cores do dia.&lt;br /&gt;Mas essa terça guardava uma surpresa a modificar não só o ritmo da sua caminhada e as cores da sua paisagem. Alterava subitamente o pulsar do seu coração. Lá estava ela, caminhando ao seu encontro, tantos anos depois.&lt;br /&gt;Não havia necessidade de puxar pela memória. Seu rosto tinha povoado seus sonhos por toda uma vida. Seu corpo contava, nas linhas que a vida imprimiu, a trajetória de mãe de tantos filhos, nove entre os vivos e os mortos, mas isso só lhe dava mais graça.&lt;br /&gt;O espaço que separava suas direções tornou-se eterno para ela. Segundos decisivos. Seria reconhecida? Gostaria de ter sua terça alterada? O tempo parece deslizar enquanto ela se aproxima.&lt;br /&gt;Coração a mil e simplesmente não sabe o que fazer. E se não se lembrar?&lt;br /&gt;A aproximação inesperada, excitante e dolorida, transforma aquela manhã num mar de emoções tão fortes que a faz antever a mãe que o tempo levara tão longe. Aguardou o encontro, estática, rente ao meio fio, e, de braços abertos, se preparou para segurar sua Santinha. Fechou os olhos, sentiu a brisa e o cheiro da manhã e assim ficou por muito tempo. Quando os abriu, viu que o encontro ficara para uma outra vez, quem sabe numa outra terça-feira. A barca apitou, o motor rugiu e a esperança, como sempre, se renovou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;José Augusto Bertelli&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2505069621559981455?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2505069621559981455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/mare.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2505069621559981455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2505069621559981455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/mare.html' title='Maré'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-987210890534276546</id><published>2010-03-19T11:51:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T17:12:41.297-07:00</updated><title type='text'>Da minha varanda vejo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;... entre árvores e telhados, o mar , imenso, azul-verde, refletindo o dia . A espuma branca tingindo a areia, explodindo no rochedos ao fundo, e brincando nas pernas das meninas. Vestido assim, com tanto espanto, o mar parece um convidado que chegou na festa errada, nada que ele apresenta combina com o resto da paisagem, tão modificada pelo homem.A avenida atulhada de carros que seguem nervosos, confusos, pretos, pratas, cinzas. As calçadas estreitas e tímidas, esburacadas e sujas. As pessoas rápidas procurando o depois.&lt;br /&gt;No alvoroço do dia que segue, volto ao meu trabalho, converso com meu filho, atendo o telefone, rabisco compromissos . Mas, de vez em quando, volto à varanda e dou mais uma olhadinha, só para ver se ele ainda está lá, o velho mar companheiro, tão calmo e sereno, outras vezes enfurecido – como se parece comigo....&lt;br /&gt;Volto à varanda para me certificar de que ele não foi embora, que aguentou firme a invasão dos turistas, das calçadas, dos prédios, e gosto de pensar que ele só continua ali porque tem a mim para reconhecê-lo e saudá-lo.Garotas desfilam seus biquinis, rapazes jogam futebol, mães passeiam com seus bebês , um aviâozinho teco -teco circula a propaganda da mais nova cerveja. O mar a todos perdoa e quando o sol desce e está quase sumindo em suas águas, é como se ele desse uma piscadinha para esse admirador e dissesse : - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Tudo bem amigo , a gente se vê&lt;/span&gt; amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Cláudia Nogueira Del Pintor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-987210890534276546?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/987210890534276546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/da-minha-varanda-vejo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/987210890534276546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/987210890534276546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/da-minha-varanda-vejo.html' title='Da minha varanda vejo...'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2573113505641566754</id><published>2010-03-18T17:37:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T17:40:25.709-07:00</updated><title type='text'>LABORATÓRIO DO ESCRITOR - AULA 2 (13/03/10)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;1) LEITURA DAS CRONICAS APRESENTADAS –Da minha varanda vejo, entre árvores e telhados, o mar. (Rubem Braga)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2) CRONICA- O QUE É&lt;br /&gt;Atualmente, é um gênero literário que explora qualquer assunto, principalmente os temas do cotidiano.&lt;br /&gt;A crônica é um gênero híbrido que oscila entre a literatura e o jornalismo, resultado da visão pessoal, particular, subjetiva do cronista ante um fato qualquer, colhido no noticiário do jornal ou no cotidiano.&lt;br /&gt;Geralmente escrita para ser publicada em jornais e revistas, a crônica se caracteriza pelo tom humorístico ou crítico.&lt;br /&gt;A crônica é o relato de um flash, de um breve momento do cotidiano de uma ou mais personagens.&lt;br /&gt;Uma das finalidades da crônica é justamente apresentar o fato, nu, seco e rápido, mas não concluí-lo.&lt;br /&gt;Na crônica, geralmente não há desfecho, esse fica para o leitor imaginar e, depois, tirar suas conclusões.&lt;br /&gt;A crônica não tem resolução, não tem moral, é aberta para que cada leitor crie o final que melhor desejar. O cronista, no fundo, deseja que seu leitor seja um co-autor.&lt;br /&gt;Na crônica existe agilidade e simplicidade; faz uso de recursos orais (como os diálogos freqüentes), e de coloquialismos, que a tornaram mais próxima, e, de certa forma, melhor compreensível.&lt;br /&gt;Comentário sobre um acontecimento real, preferencialmente diário. É o acontecimento diário sob a visão criativa do escritor.&lt;br /&gt;É uma narrativa curta que geralmente tem como ponto de partida um fato real comentado pelo autor, muitas vezes de maneira lírica ou bem humorada.&lt;br /&gt;É uma produção curta, apressada, redigida numa linguagem descompromissada, coloquial, muito próxima do leitor. Quase sempre explora a humor; mas às vezes diz coisas sérias por meio de uma aparente conversa fiada. Noutras, despretensiosamente faz poesia da coisa mais banal e insignificante.&lt;br /&gt;Nas últimas décadas, no Brasil, muitos escritores notabilizaram-se por suas crônicas: Rubem Braga, Fernando Sabino e Luís Fernando Veríssimo, entre outros&lt;br /&gt;Normalmente destina-se à publicação em jornal ou revista mas se diferencia da notícia pq não é feita por um jornalista e sim por um escritor.&lt;br /&gt;Não é mera transcrição da realidade, mas sim uma visão recriada dessa realidade por parte da capacidade lírica e ficcional do autor&lt;br /&gt;O cronista é essencialmente um observador, um espectador que narra literariamente a visão da sociedade em que vive, através dos fatos do dia a dia.&lt;br /&gt;Seus personagens podem ser reais ou imaginários.&lt;br /&gt;Normalmente, por se basear em fatos do cotidiano, ela tende a se desatualizar com o passar do tempo. Nem por isso deixa de perder seu sabor literário quando agrupamos um conjunto delas em um livro.&lt;br /&gt;A linguagem da crônica é descompromissada das construções rebuscadas, da sintaxe rica, dos adjetivos em excesso, e de tudo aquilo que a torna distante da vida real, ajustando-se desta forma, ao lirismo do nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;LITERATURA DE JORNAL (O QUE É A CRÔNICA) Artur da Távola&lt;br /&gt;É o samba da literatura. É ao mesmo tempo, a poesia, o ensaio, a crítica, o registro histórico, o factual, o apontamento, a filosofia, o flagrante, o miniconto, o retrato, o testemunho, a opinião, o depoimento, a análise, a interpretação, o humor. Tudo isso ela contém, a polivalente.&lt;br /&gt;Direta a simples como um samba. Profunda como a sinfonia.&lt;br /&gt;CRÔNICA E OVO [Jornal O Dia, 27 de junho de 2001] Luis Fernando Veríssimo&lt;br /&gt;"A discussão sobre o que é, exatamente, crônica, é quase tão antiga quanto aquela sobre a genealogia da galinha. Se um texto é crônica, conto ou outra coisa interessa aos estudiosos de literatura, assim como se o que nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha, interessa aos zoólogos, geneticistas, historiadores e (suponho) o galo, mas não deve preocupar nem o produtor nem o consumidor. Nem a mim nem a você.&lt;br /&gt;SOBRE A CRÔNICA - Ivan Angelo&lt;br /&gt;Fernando Sabino escreveu que "crônica é tudo que o autor chama de crônica".&lt;br /&gt;A dificuldade é que a crônica não é um formato, como o soneto, e muitos duvidam que seja um gênero literário, como o conto.&lt;br /&gt;Há crônicas que são dissertações, como em Machado de Assis; outras são poemas em prosa, como em Paulo Mendes Campos; outras são pequenos contos, como em Nelson Rodrigues; ou casos, como os de Fernando Sabino; outras são evocações, como em Drummond e Rubem Braga; ou memórias e reflexões, como em tantos.&lt;br /&gt;Elementos que não funcionam na crônica: grandiloqüência, sectarismo, enrolação, arrogância, prolixidade. Elementos que funcionam: humor, intimidade, lirismo, surpresa, estilo, elegância, solidariedade.&lt;br /&gt;Rubem Braga respondeu assim a um jornalista que lhe havia perguntado o que é crônica: Se não é aguda, é crônica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3) LEITURA DA CRONICA DO RUBEM BRAGA HOMEM NO MAR&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2573113505641566754?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2573113505641566754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/laboratorio-do-escritor-aula-2-130310.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2573113505641566754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2573113505641566754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/laboratorio-do-escritor-aula-2-130310.html' title='LABORATÓRIO DO ESCRITOR - AULA 2 (13/03/10)'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2624732464542525450</id><published>2010-03-18T17:31:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T17:35:16.682-07:00</updated><title type='text'>LABORATÓRIO DO ESCRITOR - AULA 1 (06/03/10)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1) APRESENTAÇÃO ELIANA PACE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;2) APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS: O QUE PRETENDEM?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;3) O QUE PRETENDEMOS COM NOSSO LABORATÓRIO? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Dizem que ninguém ensina o ofício de escritor. Mas todos nós sabemos como é importante o treinamento para toda e qualquer atividade. Queremos demonstrar que escrever pode não ser um dom, mas um processo, uma técnica. Vamos mostrar que, no mundo da criação, é possível brincar com as palavras, inventar, experimentar, transgredir.Vamos ver que o ato de escrever é sempre uma busca de saber. Fernando Sabino dizia: Não escrevo porque sei, escrevo para saber.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;COMO TRABALHAREMOS?&lt;br /&gt;Vamos desbloquear o medo de escrever, incrementar um interesse especial pela literatura, por questões da gramática e outros aspectos formais da escrita.&lt;br /&gt;Faremos de nosso trabalho um campo de treinamento de palavras e veremos como se dá o processo de criação de uma obra literária atraente. Vamos discernir gêneros literários - crônica, conto, novela, romance, biografia – e orientar a produção de trabalhos dentro dessas características.&lt;br /&gt;Pretendemos incrementar o interesse pela construção de textos literários explorando suas possibilidades criativas, analisando objetividade, clareza, coesão e coerência de um texto literário.&lt;br /&gt;Faremos um trabalho em conjunto para aguçar o espírito crítico e estimular a troca de experiências por meio da observação de técnicas de construção de terceiros.&lt;br /&gt;As aulas serão eminentemente práticas e constarão de exercícios de sensibilização individuais e em grupo.&lt;br /&gt;Realizaremos atividades individuais de produção escrita de contos e crônicas, sempre a partir de temas determinados e orientações técnicas dadas.&lt;br /&gt;Os trabalhos produzidos serão lidos em voz alta e analisados e debatidos em grupo. Receberão críticas e sugestões do orientador.&lt;br /&gt;Os melhores trabalhos serão postados em um blog e ficarão à disposição dos participantes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;5) DICAS PARA ESCREVER MELHOR&lt;br /&gt;É na vida que está a maior parte do material literário. As histórias estão bem próximas. Use a memória sem medo.&lt;br /&gt;O que oferece o maior aprendizado para o escritor iniciante é a própria vida. Vá fundo e dê vazão às suas emoções pessoais.&lt;br /&gt;Um escritor deve conhecer bem o seu ofício. Estude muito.&lt;br /&gt;Carregue sempre caneta e papel no bolso - ou agenda eletrônica: anote tudo o que pensa e quer.&lt;br /&gt;Leia muito, sem preconceitos: os clássicos e os contemporâneos, os brasileiros e os estrangeiros. Não deixe de ler o que você realmente gosta, na hora e no ritmo que quiser. E sempre guiado pelo prazer - quando a leitura parecer pura obrigação, esqueça.&lt;br /&gt;Escreva regularmente e deixe os textos descansando. Volte a eles de tempos em tempos e os reescreva.&lt;br /&gt;Não acredite no mito de que quanto mais louco você for e mais sofrimento tiver, melhor será sua literatura. Um escritor mediano com a cabeça no lugar tem mais chances do que um maluco.&lt;br /&gt;Seu estilo é seu maior patrimônio. Ouça sua voz e seja fiel a ela. Não imite os escritores que você ama (nem os que você odeia).&lt;br /&gt;Se você transita entre muitas linguagens (romance, conto, poesia, teatro, etc.), cuidado. No começo da carreira, é mais prudente escolher um caminho e aprofundar-se nele do que ficar pulando de galho em galho. Deixe a diversificação pra mais tarde.&lt;br /&gt;A função da boa literatura não é entreter e deleitar, mas inquietar e provocar o leitor.&lt;br /&gt;Oficinas literárias são boas experiências, mas é preciso saber tirar o melhor delas.&lt;br /&gt;Em suas leituras, preste atenção a todo tipo de recurso narrativo que os outros escritores usam. Veja como mexem com estrutura, trama ou ausência de trama, construção ou não de personagens, ponto de vista narrativo, etc. ,&lt;br /&gt;É útil saber o que os outros escritores pensam sobre seu ofício. Descubra o que eles dizem a respeito em entrevistas e depoimentos. Se possível, converse com muitos deles, mesmo que tenha de vencer uma natural tendência dos literatos para a introversão e o isolamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;6) GÊNEROS LITERÁRIOS – CRÔNICA&lt;br /&gt;- Trata-se, na verdade, de uma convenção, pq não existem mais fronteiras.&lt;br /&gt;CRÔNICA = comentário sobre um acontecimento real, preferencialmente diário.&lt;br /&gt;É o acontecimento diário sob a visão criativa do escritor. Não é mera transcrição da realidade, mas sim uma visão recriada dessa realidade por parte da capacidade lírica e ficcional do autor&lt;br /&gt;Crônica normalmente destina-se à publicação em jornal ou revista mas se diferencia da notícia pq não é feita por um jornalista e sim por um escritor.&lt;br /&gt;O cronista é essencialmente um observador, um espectador que narra literariamente a visão da sociedade em que vive, através dos fatos do dia a dia.&lt;br /&gt;Seus personagens podem ser reais ou imaginários.&lt;br /&gt;Normalmente, por se basear em fatos do cotidiano, ela tende a se desatualizar com o passar do tempo. Nem por isso deixa de perder seu sabor literário quando agrupamos um conjunto delas em um livro.&lt;br /&gt;Pode receber um tratamento literário. Quando a crônica entra no terreno do imaginário, vira conto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;8) EXERCÍCIO COLETIVO: CRONICA SOBRE PALAVRAS - CONCHAS, MAR, AREIA, MARÉ, ESTRELA DO MAR, POLVO, IEMANJÁ, BARCO A VELA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;9) LIÇÃO DE CASA – CRONICA A PARTIR DESTA IDÉIA&lt;br /&gt;Da minha varanda vejo, entre árvores e telhados, o mar.(Rubem Braga)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2624732464542525450?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2624732464542525450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/laboratorio-do-escritor-aula-1-060310.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2624732464542525450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2624732464542525450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2010/03/laboratorio-do-escritor-aula-1-060310.html' title='LABORATÓRIO DO ESCRITOR - AULA 1 (06/03/10)'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6358941357844570105</id><published>2009-11-21T08:57:00.000-08:00</published><updated>2009-11-21T08:58:21.367-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MADAME NORA: RUNAS E TAROT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Exercício coletivo'/><title type='text'>MADAME NORA: RUNAS E TAROT</title><content type='html'>Exercício coletivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você prefere o jogo de uma ou três runas?&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Se quiser jogar com três runas, teremos respostas para seu passado,  presente e futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia bem se queria mesmo saber do futuro. Do passado não queria lembrar. E o presente era vivo demais. Mas resolveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai mesmo o jogo com três...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher deu inicio ao jogo. A ansiedade começou a tomar conta daquele homem. Viera depois de muitas hesitações e jurara jamais contar a ninguém sobre sua visita a uma vidente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou, isso é coisa de mulher. E por segundos quis ordenar a paragem do tempo e a leitura do futuro. Tarde demais, a primeira runa já estava sobre a mesa. Seguiram-se mais duas. A expressão daquela mulher correspondia às inscrições das pedras: era enigmática...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuava arrependido e relutante. Não sabia se deveria manter a postura cética ou ter nuances de esperança e tentar adivinhar as expressões no rosto daquela enigmática mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vidente ficou alguns instantes quieta, apreensiva, olhou-o nos olhos e disse preocupada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei não...&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso falar? Estou vendo que algo de muito estranho vai acontecer. Tome muito cuidado com sua saúde.,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teve ouvidos para escutar mais nada. Uma dor aguda no peito, os olhos turvos, o corpo desabando pesado no chão. A uútima visão era a da esposa, excitada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marquei uma hora pra você com Madame Nora. Você vai gostar das previsões dela...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6358941357844570105?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6358941357844570105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/madame-nora-runas-e-tarot.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6358941357844570105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6358941357844570105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/madame-nora-runas-e-tarot.html' title='MADAME NORA: RUNAS E TAROT'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6992426045615010465</id><published>2009-11-18T04:36:00.000-08:00</published><updated>2009-11-18T04:37:36.517-08:00</updated><title type='text'>“Bendito maldito”, a biografia de Plínio Marcos no Teatro Guarany</title><content type='html'>Nesta quinta-feira, 19 de novembro, quando se completam dez anos da morte de Plínio Marcos, a Prefeitura Municipal de Santos, pela sua Secretaria de Cultura, homenageia o dramaturgo com o lançamento do livro "Bendito maldito - Uma biografia de Plínio Marcos", com a presença do autor Oswaldo Mendes. O evento será no foyer do Teatro Guarany (Praça dos Andradas, 100), no Centro Histórico, a partir das 19h30.&lt;br /&gt;                                                            *&lt;br /&gt;“Quinhentas páginas de um livro híbrido que vibra nas mãos de quem o lê, tal a vertiginosidade dos fatos encadeados, pesquisados à exaustão, que nos revelam seis décadas da trajetória do cometa Plínio Marcos. Plínio Marcos, ele mesmo, o tempo todo, como se autodefiniu. A obra ciclópica de Oswaldo Mendes é dividida em atos e cenas como se espetáculo teatral fosse, eivada de flashbacks e zooms próprios do cinema, esclarecidos nos seus vaivéns pela rigorosa Linha do tempo que situa historicamente fatos e datas de mais de meio século. Oswaldo mergulha no cipoal de relatos, memórias e emoções com o ímpeto de um trem em movimento.”&lt;br /&gt;Assim a crítica teatral Ilka Marinho Zanotto inicia o seu prefácio a Bendito maldito – Uma biografia de Plínio Marcos, de Oswaldo Mendes, que a Editora Leya acaba de lançar. A biografia chega à livrarias coincidindo com os 50 anos da estreia de Barrela, a primeira peça de Plínio Marcos, que em 1º de novembro de 1959 fez uma única apresentação em Santos, sendo proibida em seguida. Também coincide com os dez anos da morte do dramaturgo, em 19 de novembro de 1999. O título Bendito maldito foi sugerido pelo editor Quartim de Moraes, que há nove anos propôs a Oswaldo Mendes, com o apoio da família de Plínio, que escrevesse a biografia do amigo com quem conviveu desde 1969 no teatro e na imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Adiei o mais que pude o trabalho porque não queria escrever movido pelo tributo à amizade”, diz Oswaldo Mendes. “Atendendo ao que o Plínio exigiria, eu não queria agir feito Poliana, oferecendo o retrato pacificado de uma personagem complexa e guerreira como ele. A vida de Plínio é uma grande narrativa dramática, que vai da política ao teatro passando pela música, o futebol, a repressão, a imprensa, o tarô, a televisão, a religiosidade. Daí a opção de dividi-la em três atos, com respectivas linhas do tempo, na esperança de ajudar o leitor, principalmente o das novas e futuras gerações, a seguir a trajetória do personagem e compreender as circunstâncias que determinaram a sua ação. Embora o título sugira uma contradição adjetiva, Bendito maldito, procurei substantivar a narrativa, cúmplice do próprio Plínio que pedia para não lhe pregarem rótulos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSWALDO MENDES&lt;br /&gt;Nascido em Marília (SP) em 19 de setembro de 1946, atua no teatro e na imprensa de São Paulo desde 1969. Ator, diretor e dramaturgo, formou-se pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Jornalista de 1969 a 1992, dirigiu o jornal Última Hora (SP), foi editor do suplemento Folhetim e sub-secretário de redação da Folha de S. Paulo, editor de Cultura da revista Visão e foi um dos fundadores da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA. Livros publicados: Getúlio Vargas, uma biografia (Editora Moderna, 1984), Ademar Guerra: O teatro de um homem só (Editora Senac, 1997), indicado para o prêmio Shell, e Teatro e Circunstância (Editora Núcleo, 2005), que reúne três de suas peças já encenadas – Um tiro no coração (1984), Voltaire – Deus me livre e guarde (1998, prêmio Mambembe da Funarte) e A dança do universo (2005). Autor de ensaios biográficos de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Chico Buarque e Ayrton Senna, e da história da Bossa Nova, para a coleção Anotações com Arte.&lt;br /&gt;Como ator estreou em Missa Leiga de Chico de Assis, direção de Ademar Guerra, em 1972, e integra desde 2001 a companhia Arte Ciência no Palco - &lt;a href="http://www.arteciencianopalco.com.br/"&gt;www.arteciencianopalco.com.br&lt;/a&gt; - onde atuou nas peças Copenhagen, A dança do universo, E agora, sr. Feynman?, Quebrando códigos, After Darwn, Oxigênio e Perdida – Uma comédia quântica, pela qual foi indicado ao prêmio Shell de melhor ator em 2002. Dirigiu, entre outros espetáculos: Brecht Segundo Brecht com Armando Bogus, São Paulo Brasil com César Camargo Mariano, Essa mulher com Elis Regina, Sinal de vida de Lauro César Muniz com Antonio Fagundes e Francisco Milani e Natal na praça com Etty Fraser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6992426045615010465?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6992426045615010465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/bendito-maldito-biografia-de-plinio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6992426045615010465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6992426045615010465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/bendito-maldito-biografia-de-plinio.html' title='“Bendito maldito”, a biografia de Plínio Marcos no Teatro Guarany'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-1995825304935820287</id><published>2009-11-16T09:43:00.001-08:00</published><updated>2009-11-16T09:43:43.552-08:00</updated><title type='text'>O ÚLTIMO DRINK</title><content type='html'>Paulo Mauá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Sob o clima quente caribenho, Perez não se queixa do calor, sozinho em uma das mesas externas do Tropicana´s Bar, em plena Avenida Malecon, ponto de encontro de turistas e moradores de Havana.&lt;br /&gt;Mesmo com o terno cinza e a gravata de linho em forma de serpente cruel em qualquer pescoço latino-americano, o que mais o incomoda é a missão daquela manhã. É o primeiro dia de janeiro de 1959 e com o sono atrasado devido à festa de final de ano, aguarda ser abordado por um estranho em mais uma incumbência oficiosa do seu serviço perigoso.&lt;br /&gt;         Ser agente secreto traz características excitantes e românticas, baseadas nos roteiros de cinema, mas não passa de fonte inesgotável de insegurança pessoal por não poder confiar em ninguém. Ser espião é ter o dom de transformar labuta em fel entre festas, trincheiras, mentiras e disfarces.&lt;br /&gt;         - Garçonete, mais um daiquiri, por favor.&lt;br /&gt;         A expectativa do encontro com o informante dos guerrilheiros escondidos nas florestas de Sierra Madre faz com que o corpo multiplique o suor na testa de Perez em gotas persistentes. E não são nem 11 horas da manhã.&lt;br /&gt;         A atendente, em inglês de péssima pronúncia em contrapartida à sua estonteante beleza trigueira, deixa o daiquiri à sua frente, além do sorriso branco imenso em troca da gorjeta. O dólar sai do paletó rapidamente. Ele olha para o copo e já pede outro. Aquele drink não daria nem para o começo. Ela some dentro do bar como num passe de mágica.&lt;br /&gt;         Ser cubano e compartilhar as idéias do perpétuo ditador Fulgêncio Batista, desde a década de 40 no cargo através de diversos golpes de estado, é viver no fio da navalha. A prostituição, a corrupção e as negociatas com os Estados Unidos caracterizaram o presidente como inimigo número um do povo. Os poderosos fizeram de Cuba o quintal do perverso capitalismo e um país fragilizado. Pior que isso, é ser agente duplo no complicado trânsito de informações secretas do governo e dos rebeldes. Perez estava cansado de viver assim.&lt;br /&gt;         O sol, forte e poderoso avança no céu, içando a angústia da espera.&lt;br /&gt;De repente, um vulto na cadeira ao lado, disfarçado sob um chapéu de palha de aba larga. Não é possível descobrir se é cubano, ianque, jovem ou velho, até mesmo homem ou mulher.&lt;br /&gt;         Tenta olhar o rosto do recém-chegado denotando discrição, mas lembra do objetivo da missão: trocar as palavras-chave, pegar o envelope e partir de imediato, sem riscos tangíveis.&lt;br /&gt;A primeira senha é dele. Arrisca as palavras em um fôlego só:&lt;br /&gt;         - Cuando calienta el sol, hasta la playa.&lt;br /&gt;         A resposta vem em forma de perguntas curtas:&lt;br /&gt;         - Te gusta Lola ? Te gusta Carmen ?&lt;br /&gt;         A voz é forçada. Um som feminino rouco simulando o sexo oposto.&lt;br /&gt;Ele continua com as senhas de segurança:&lt;br /&gt;         - Me gustan todas. Ô, como me gustan, ô, ô, ô.&lt;br /&gt;         O contato responde implacável:&lt;br /&gt;         - Ai caramba, madrecita.&lt;br /&gt;         Pronto. O reconhecimento está feito e a transação precisa ser finalizada. O envelope pardo troca de mãos. Perez, aliviado, esvazia o copo em um único gole e lembra da formosa garçonete. Será que ela demora com o segundo daiquiri?&lt;br /&gt;Repara que o vulto de chapéu nada discreto permanece ao seu lado. Isso não estava previsto.&lt;br /&gt;A voz quase conhecida, agora totalmente solta e sensual, convida-o:&lt;br /&gt;         - Toma um mojito comigo ?&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Que senha nova é aquela? Perez descobre no perfil revelado a garçonete sumida. Ela é o contato da missão quase suicida. A agradável surpresa suscita a dúvida para um profissional tarimbado como ele: e se for uma isca? Começa a suar de verdade enquanto a beleza indiscutível da morena cinge suas veias. A razão, senhora absoluta nos momentos instáveis, esvai-se entre os capítulos de regras que reza a cartilha de espionagem mundial.&lt;br /&gt;         - Você quer ou não quer o meu mojito, Perez ?&lt;br /&gt;         Ele hesita um pouco, cai na real e olha para os lados, preocupado com os transeuntes. Resignado, aceita com um sinal de cabeça mas pergunta em seguida:&lt;br /&gt;         - Mas quem vai servir a gente, Rúbia, se está dando o inusitado prazer de estar ao meu lado nesse momento? Até quando você poderá permanecer comigo? Na verdade, o que me aflige é a incerteza de como vamos viver a partir de agora...Neste momento, o nosso traiçoeiro presidente Batista foge para os Estados Unidos, com as malas cheias de dólar. Fidel e seus companheiros estão tomando Havana por uma Cuba melhor. E nós? O que vamos fazer?&lt;br /&gt;         - Perez, querido, somos responsáveis pelos nossos destinos. Não pretendo me esconder mais. Quero ser abraçada do amanhecer ao por do sol. Mas preciso dos seus braços junto a mim. Se vou largar minhas aflições, quero que abandone as suas preocupações também. Viva mais. Solte-se no ritmo da alma. Quero bailar contigo o ano inteiro, a vida toda.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Final 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos dele revelam a emoção e o peito não se contem:&lt;br /&gt;         - Você tem razão. Me ensine o mambo.&lt;br /&gt;         Perez se aproxima de Rúbia para o primeiro beijo público de suas vidas. Antes que os lábios se toquem, um estampido de rifle AK-47 anuncia a trajetória da bala, vinda da janela do 3º andar do prédio em frente ao Tropicana´s Bar. O belo rosto da mulher bate inerte contra a mesa. Antes que ele a socorra ou descubra de que lado veio o inoportuno golpe, outro estampido da arma russa se faz ouvir entre os gritos na multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Os olhos dele revelam a emoção e o peito não se contem:&lt;br /&gt;         - Você tem razão. Me ensine o mambo.&lt;br /&gt;O envelope abandonado sob a mesa é pisoteado pelas botas dos homens liderados por Guevara. Por instantes, o ritmo da bela ilha caribenha mistura doses calientes de democracia e utopia. A praia de Varadero testemunha ao longe as pegadas soltas de Rúbia e Perez revolucionadas para sempre a partir de uma manhã de ano novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-1995825304935820287?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/1995825304935820287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/o-ultimo-drink.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1995825304935820287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1995825304935820287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/o-ultimo-drink.html' title='O ÚLTIMO DRINK'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-238062798472379440</id><published>2009-11-16T09:41:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T09:42:55.666-08:00</updated><title type='text'>O ESCONDERIJO DA ALMA</title><content type='html'>Exercício coletivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Acordou cedo, dirigiu centenas de quilômetros, mochila nas costas, água, barras de cereal, luvas, capacete, disposição e desprendimento. Sentada ali, à porta da caverna, o silêncio total era o antídoto dos males urbanos deixados à distância.&lt;br /&gt;         Distância era modo de dizer, pois ela fugira para esse local com intuito de se esconder, de parar de pensar no que a atormentava. Tinha tentado outras formas de cura nesses três meses de agonia. Horas extras no trabalho, muitas taças do vinho preferido, um novo guarda-roupa. Em vão.&lt;br /&gt;         Pensava na solidão como terapia. Respirou fundo e começou a entrar na caverna. A cada passo,  a escuridão aumentava como se estivesse em seu próprio interior, negro, gélido. Mas uma paz ainda desconhecida começou a invadi-la. O silencio e a solidão pareciam grandes companheiros, os únicos que a compreendiam.&lt;br /&gt;         Levava na mochila “A Caverna” de Platão. Precisava lidar com suas sombras e medos. Mas ali, naquela caverna, sentia a falta da luz. Estava entregue a si mesma. Era isto que procurava, o derradeiro encontro a partir do qual daria o grande salto.&lt;br /&gt;         Caminhou para o infinito breu até a água terminar, a bússola quebrar e sob a luz artificial, sentou e leu o livro, até a bateria acabar.&lt;br /&gt;         E foi assim que ela nunca mais saiu de lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-238062798472379440?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/238062798472379440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/o-esconderijo-da-alma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/238062798472379440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/238062798472379440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/o-esconderijo-da-alma.html' title='O ESCONDERIJO DA ALMA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-8386462738910687031</id><published>2009-11-12T18:18:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T18:19:14.011-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antonio Taveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SOLIDÃO'/><title type='text'>SOLIDÃO</title><content type='html'>Antonio Taveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Nunca ouvi um  Bom dia! Boa tarde! Ou Boa noite! Tinha sempre uma frase, uma história, um acontecimento.&lt;br /&gt;         ─ Olá Mário, bom dia.&lt;br /&gt;         ─ Rapaz,  tava até agora na Receita Federal, só atendem quinta-feira, tenho que chegar às sete horas e pegar uma senha, depois esperar até ser atendido.&lt;br /&gt;         Se estava chovendo, falava da chuva; se estava sol, era o motivo do papo. Por mais cedo que chegasse ao prédio, a porta de ferro já estava aberta ─ O Mário já chegou! Encontrava-o conversando com o senhor da banca. No bar da esquina, tomava uma cervejinha no final do dia. Mas não era exclusivo deste. Variava sempre, cada hora em algum barzinho diferente, sempre sorrindo e contando “causos” e jogando conversa fora. Mas o bar não era seu cotidiano não. Conversava com o Chico do açougue, com o Zé do laticínio, com os motoristas de táxi do ponto da Senador. Era eclético, falava com todo mundo e sobre qualquer assunto. O sorriso fácil sempre estava em seu rosto. Seu escritório de contabilidade, imagino, lhe permitia uma vida financeira tranqüila complementando a aposentadoria. Por isso, quando o vizinho me mostrou o obituário, não acreditei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ─ O Mário não! Não pode ser. Uma pessoa como ele não poderia tomar uma atitude desta.&lt;br /&gt;─ Parece que ele havia tentado antes. Depois da separação,  ficou muito sozinho, os filhos, tinha um casal, não o procuraram mais. Proibiram-no até de ver o neto, companheiro para o jogos do Jabaquara e Portuguesinha. Eu o via  trazendo uma quentinha para comer só, no escritório. Apesar de falante, sorridente, conversando com muita gente, era uma pessoa triste. Na hora do acidente,  o maquinista até o viu, mas parar uma locomotiva em movimento não é uma tarefa de poucos metros.&lt;br /&gt;         Até hoje custo a acreditar, mas a solidão é um sentimento poderoso que leva as pessoas a cometer atos insanos como este do Mário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-8386462738910687031?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/8386462738910687031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/solidao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8386462738910687031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8386462738910687031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/solidao.html' title='SOLIDÃO'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-53900065225785383</id><published>2009-11-12T18:16:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T18:17:50.780-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antonio Taveira'/><title type='text'>UMA REUNIÃO DO COMITÊ</title><content type='html'>Antonio Taveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         − Todo mundo recebeu a ata da última reunião?&lt;br /&gt;         Sim geral.&lt;br /&gt;         − O dinheiro do mês passado foi todo praquele menino da cadeira de rodas. Como não podemos dar dinheiro para pessoa física, conforme nosso estatuto, doamos através da entidade do Serrinha.&lt;br /&gt;         – Alguém tem notícias da Mariana filha da Célia?&lt;br /&gt;         − Ela ficou dois dias na UTI, mas já está bem e em casa.&lt;br /&gt;         – Todas vão ao baile de aniversário né?&lt;br /&gt;         Alguns sins.&lt;br /&gt;         − Nós não poderíamos...&lt;br /&gt;         − A verba deste mês, o que faremos com ela?&lt;br /&gt;         − A Sonia Costa lá da Oficina do Futuro perguntou das camisetas, é pro Natal não é?&lt;br /&gt;         – A reunião da Cassi vai ser aqui ou lá no escritório deles?&lt;br /&gt;         − Tem pouca gente indo, acho que vai ser lá!&lt;br /&gt;         − Só se for com o dinheiro de dezembro, por que o de novembro usaremos na festa das crianças.&lt;br /&gt;         − Acho que...&lt;br /&gt;         − A Casa Caio pediu ajuda para alimentos.&lt;br /&gt;         − O Lar dos Velhinhos tinha pedido fraldão e alguns remédios, tentei até com um médico amigo meu umas amostras grátis.&lt;br /&gt;         − Eu poderia ver com a Sonia...&lt;br /&gt;         − Não esqueçam o almoço da Associação dos Aposentados vai ser lá na sede da Cantareira, temos ônibus de graça. Vamos levar uma turma grande.&lt;br /&gt;         − Não é no mesmo dia da festa das crianças?&lt;br /&gt;         − Por falar em festa, a Juíza respondeu o ofício.&lt;br /&gt;         − Ela conseguiu alguma coisa?&lt;br /&gt;         − Sim, ela conseguiu patrocínio para os sanduíches, o bolo e as bebidas.&lt;br /&gt;         − Eu consegui...&lt;br /&gt;         − Célia, você fala com a mulher do algodão doce e da pipoca?&lt;br /&gt;         − Quando nós vamos comprar os brinquedos? Isabel, nós vamos com o seu carro que é bem maior, não?&lt;br /&gt;         − Sim. A gente podia ir no dia 15,  quarta feira.&lt;br /&gt;         – Sueli, vamos fazer uma dupla pro campeonato de tranca?&lt;br /&gt;         − Eu já me inscrevi com a Rosa.&lt;br /&gt;         − Esse ano nós...&lt;br /&gt;         − A Jaci conseguiu falar com aquela mulher da entidade da Zona Noroeste?&lt;br /&gt;         − Sandra, nós já estamos no assunto da festa.&lt;br /&gt;         − Tá bom, desculpe.&lt;br /&gt;         − Vamos falar com o pessoal do Sonho de Criança, prá saber que apresentação eles vão fazer.&lt;br /&gt;         − Rosana, tu fala com o professor de Dança de Rua, eles são tão bons...&lt;br /&gt;         − Eu já havia comentado com ele, só está aguardando a confirmação da data.&lt;br /&gt;         − Então está tudo acertado!  Vamos combinar durante a semana da festa a que horas vamos chegar para decorar a quadra.&lt;br /&gt;         − Toninho, você não quer falar nada?&lt;br /&gt;         − Sim, é um prazer muito grande fazer parte deste comitê como único homem no meio desta turma de mulheres.  Eu tentei falar cinco vezes...&lt;br /&gt;         − Nossa, já é tarde, tenho que ir embora.&lt;br /&gt;         − Eu também, Célia me dá uma carona?&lt;br /&gt;         − Tchau meninas, a gente se vê na festa.&lt;br /&gt;         − Tchau...&lt;br /&gt;         − Tchau...&lt;br /&gt;         − Tchau...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-53900065225785383?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/53900065225785383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/uma-reuniao-do-comite.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/53900065225785383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/53900065225785383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/uma-reuniao-do-comite.html' title='UMA REUNIÃO DO COMITÊ'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4974993498480729596</id><published>2009-11-12T18:13:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T18:16:16.575-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Exercício coletivo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='COMEMORAÇÃO'/><title type='text'>COMEMORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;p&gt;Exercício coletivo &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Então, você vem ou não vem? Do outro lado da linha, uma pausa indefinida no tempo. Fiquei sem graça de perguntar mais uma vez e aguardei a resposta.&lt;br /&gt;- Vou sim, pode me aguardar. E mantenha uma garrafa de champanhe no gelo. Temos mesmo o que comemorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comemoração para atingir a plenitude como resultado satisfatório precisa ser boa para ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você acha que realmente temos que comemorar?&lt;br /&gt;- Eu acho!.&lt;br /&gt;- Você sempre foi assim. Egoísta, individualista...&lt;br /&gt;- Mas, agora, não sou mais assim, meu bem. Depois que te conheci, mudei muito, amadureci.&lt;br /&gt;- Bem, isso é verdade. Mas ainda falta bastante pra ficar como eu gosto.&lt;br /&gt;- Você nunca está contente!!!.&lt;br /&gt;- Não é assim. Eu só quero atenção, atenção de olhar pra mim quando falo. Carinho, carinho de um beijo inesperado, um olhar afetuoso, uma rosa de vez em quando. Você acha que isso é ser muito exigente?&lt;br /&gt;- E brindar aos nossos encontros e desencontros não conta? Uma vida inteira juntos, e a que preço...&lt;br /&gt;- Você às vezes é gozado. Quando diz que eu ainda não sou como você gostaria me agride. Fica muito pouco para comemorar com esse jeito machista.&lt;br /&gt;- Então não há o que comemorar?&lt;br /&gt;- Para de brincadeirinha boba. Ninguém está brincando aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o nosso jogo privado. Todo ano, na data do nosso aniversário de casamento,  armávamos uma discussão para depois fazer as pazes. Com champanhe. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4974993498480729596?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4974993498480729596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/comemoracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4974993498480729596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4974993498480729596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/comemoracao.html' title='COMEMORAÇÃO'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-5705287085277136862</id><published>2009-11-11T06:29:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T06:31:15.820-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TRATADO SECRETO DE MAGIA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ANTOLOGIA'/><title type='text'>ANTOLOGIA</title><content type='html'>ANTOLOGIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 15 de janeiro de 2010, a Andross Editora estará selecionando contos para a coletânea TRATADO SECRETO DE MAGIA, a ser lançada em abril de 2010 na Biblioteca de Literatura Fantástica Viriato Correa, em São Paulo. Os contos que interessam são aqueles relacionados não só à magia, mas também feitiçaria e bruxaria, desde histórias que remetam à realidade histórica, como a Inquisição, até tramas que sejam ligadas à fantasia, no estilo Harry Potter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer pessoa pode enviar um texto para avaliação e possível publicação, basta que siga o regulamento de envio da obra, que está no website da editora: www.andross.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A organização da antologia está a cargo da escritora de literatura fantástica Helena Gomes, autora da saga A Caverna de Cristais e de vários outros livros relacionados ao gênero fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Além desta, a Andross ainda tem outras sete antologias com inscrições abertas para o envio de textos. São elas:&lt;br /&gt;             &lt;br /&gt;                     &lt;br /&gt;·         ECOS DA ALMA - ANTOLOGIA DE POEMAS&lt;br /&gt;·         MOEDAS PARA O BARQUEIRO - CONTOS FANTÁSTICOS SOBRE A MORTE&lt;br /&gt;·         ELAS ESCREVEM...CONTOS, CRÔNICAS E POEMAS SÓ DE ESCRITORAS&lt;br /&gt;·         UNIVERSO PAULISTANO VOL. II - CONTOS CRÔNICAS E POEMAS DE UMA CIDADE QUE NUNCA DORME&lt;br /&gt;·         HISTÓRIAS LILIPUTIANAS - ANTOLOGIA DE MICROCONTOS&lt;br /&gt;·         MARCAS NA PAREDE- CONTOS SOBRENATURAIS, DE SUSPENSE E DE TERROR&lt;br /&gt;·         2054- CONTOS FUTURISTAS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-5705287085277136862?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/5705287085277136862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/antologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5705287085277136862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5705287085277136862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/antologia.html' title='ANTOLOGIA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2265111067701102101</id><published>2009-11-09T14:39:00.001-08:00</published><updated>2009-11-09T14:39:47.667-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Super Reunião; Paulo Mauá'/><title type='text'>A Super Reunião</title><content type='html'>Paulo Mauá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa o atraso. Perdi alguma coisa ?&lt;br /&gt;- Eles ainda nem começaram.&lt;br /&gt;- Vou sentar aqui ao seu ladinho. Oooooopa. O que é isso ?&lt;br /&gt;- Sentou em cima do Homem Invisível.&lt;br /&gt;- Mil perdões. Invisível mas forte, hem?&lt;br /&gt;- Pára com essa baixaria e senta logo.&lt;br /&gt;- O que eles estão esperando? Vamos começar, pessoal?&lt;br /&gt;- Fica quieto. Chega atrasado e grita com todo mundo? Coisa feia.&lt;br /&gt;- Feia é a Batgirl acordando de manhã, menino prodígio.&lt;br /&gt;- Feio é vir com essa roupa ridícula. Não tinha outra coisa pra vestir?&lt;br /&gt;- Não deu tempo. Vim direto de Gotham City. Por falar nisso, o comissário Gordon mandou um abraço super apertado e adorou a dica do batom gloss. E você? Não tem espelho no quarto? Sua roupinha vermelha e capa amarela-ouro me lembra premio hors-concours de desfile de carnaval no Hotel Glória do Rio de Janeiro. Categoria originalidade. Só não sei determinar se feminina ou masculina. Pelo menos a minha roupa é cinza-sóbrio.&lt;br /&gt;- Pedi para o Alfred fazer outra mais discreta, mas ele não achou a helanca na cor azul na 25 de março.&lt;br /&gt;- Helanca? Isso não existe mais. Agora é lycra, Robin.&lt;br /&gt;- Você sabe que não posso usar lycra. Me pinica todo e fico com assadura. Depois não consigo sentar direito.&lt;br /&gt;- Helanca é da época do Robin, não você, o Hood. Por falar nisso, ele já chegou? O Frei Tuck ficou de me trazer um galão de vinho do padre.&lt;br /&gt;- Eles sumiram depois que foram morar no Heroes Resort Spa de Águas de São Pedro, junto com o Capitão América, o Arqueiro Verde e o Pimpinela Escarlate.&lt;br /&gt;- Pimpinela o que, Robin ?&lt;br /&gt;- Deixa pra lá. Quem deixou um abraço foi o The Flash. Veio pra reunião, assinou a lista de presença e saiu rapidinho.&lt;br /&gt;- Ei. Criança aqui não pode. Sai, Ben10. Vai brincar com as Superpoderosas no parquinho infantil.&lt;br /&gt;- Acho que eles vão começar. Qual é o primeiro item da pauta?&lt;br /&gt;- Regularização do horário de alimentação do estábulo pelos funcionários terceirizados do prédio. Quem é o tonto que tem cavalo aqui no condomínio?&lt;br /&gt;- Santo estrume seco, Batman. Esqueceu do Zorro e do Fantasma? E por falar no Fantasma, adoro o colant púrpura dele...&lt;br /&gt;- Será que é de helanca, Robin? Desculpa, é uma brincadeirinha. Quando chegar o item da recreação, vou reclamar. A idéia de colocar o desaquecedor-hipertérmico-nuclear-ultra na piscina foi do Aquaman ?&lt;br /&gt;- Não. Foi do Pingüim, aquele tratante. Não dá certo super-herói morar junto com vilão no mesmo edifício.&lt;br /&gt;- Não aponta que ele cismou com você na reunião passada.&lt;br /&gt;- To andando e andando pra ele e pro vizinho dele, o de terno verde cheio de ponto de interrogação. O cara só fala em charadas e atrapalha todo o andamento da reunião.&lt;br /&gt;- O de cabelo verde e sorriso escancarado que está ao lado deles me ligou ontem no batfone querendo me convencer a forrar as mesas do salão de jogos. Todo mundo só quer gastar.&lt;br /&gt;- Santa Dama de Copas, Batman. Nunca mais sento à mesa de carteado com esse cara. Sábado passado, no torneio de buraco, o cidadão tirou coringa de tudo quanto é manga da camisa e bateu. Nem deu tempo de pegar o morto. Foi uma roubalheira, quebraram o maior pau. Você não soube da confusão que deu?&lt;br /&gt;- Não. Eu estava na sauna.&lt;br /&gt;- A sauna não estava em manutenção?&lt;br /&gt;- Levei o Tocha Humana junto. Esse item que condômino não pode deixar seus pertences na área comum é pertinente. Quase passei em cima da prancha do Surfista Prateado com a batmoto na semana passada.&lt;br /&gt;- E a clava esquecida no elevador de serviço? O MightTor põe a culpa nos Herculóides e vice-versa. E ninguém resolve, pois a clava continua lá, subindo, descendo, passeando de elevador.&lt;br /&gt;- Uau, Robin !!! Quem é aquela dona gostosa de couro preto e chicotinho na mão? Que gata !!!&lt;br /&gt;- É a prima da moradora do 122.&lt;br /&gt;- Aquela maravilha de mulher? Um dia ainda pego uma das duas na escadaria e faço o serviço completo.&lt;br /&gt;- Santa apelação, Batman. Por acaso você é chegado?&lt;br /&gt;- Quieto, Robin. Chegou o síndico.&lt;br /&gt;- Será que ele acha que cuecona vermelha por cima do uniforme azul é fashion ?&lt;br /&gt;- E o cara ainda se sente homem vestido assim, é mole?&lt;br /&gt;- Homem, não. Se sente super-homem. E é um baita homem...ainda por cima, voa.&lt;br /&gt;- Rooooooooooobin. Mantenha-se. Porque você não aproveita e pergunta onde ele comprou a helanca do uniforme dele? Desculpe,  não resisti...&lt;br /&gt;- Espero que ele não saia voando pela janela como na reunião passada quando jogaram kriptonita na mesa e a discussão esquentou.&lt;br /&gt;- Ele sempre está quente. Sacou ?? Clark Kent.&lt;br /&gt;- Santa apelação, Batman !!! Estão acabando com a coitada da faxineira dizendo que ela não dá conta do recado.&lt;br /&gt;- Também, com o zelador enchendo diariamente os tetos do hall de entrada com teia de aranha, ninguém consegue dar conta da limpeza. Já fecharam o orçamento para trocar o portão de acesso das garagens e refazer o muro?&lt;br /&gt;- Já. Com o Demolidor.&lt;br /&gt;- Mas esclareceram porque amanheceu quebrado daquele jeito?&lt;br /&gt;- O Homem de Ferro chegou de porre de madrugada. Beber e dirigir dá nisso. O que o Homem Elástico acabou de perguntar?&lt;br /&gt;- Se eu sabia do Homem Fluído. Dei dez reais pra ele dar uma lavadinha no batmóvel que está na garagem do subsolo.&lt;br /&gt;- Santa explosão de raiva, Batman. Porque aquele cara está ficando nervoso e verde? Rasgou a camisa inteira !!!&lt;br /&gt;- Acho que ele acabou de descobrir que o fundo de reserva vai dobrar na próxima prestação para a compra dos enfeites de Natal.&lt;br /&gt;- O Wolverine acabou de rasgar a convenção do condomínio em picadinhos.&lt;br /&gt;- Sei não, Robin, desse jeito não vamos chegar aos assuntos gerais. Que balbúrdia !!! Acho melhor a gente voltar a morar na nossa batcaverna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2265111067701102101?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2265111067701102101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/super-reuniao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2265111067701102101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2265111067701102101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/super-reuniao.html' title='A Super Reunião'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-375641319372540952</id><published>2009-11-09T14:38:00.001-08:00</published><updated>2009-11-09T14:38:58.437-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thays Morales'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balbúrdia'/><title type='text'>BALBÚRDIA</title><content type='html'>Thays Morales&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, bom dia, good morning!!!&lt;br /&gt;- Oi tia!&lt;br /&gt;- Oi Querida!&lt;br /&gt;- Abram as janelas, toda vez tenho que mandar?&lt;br /&gt;- Tia?&lt;br /&gt;- Que foi?&lt;br /&gt;- O Pedro me bateu!&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Não tia, ela me provocou. Ela começou.&lt;br /&gt;- Bem, não quero saber quem começou, peçam desculpas um pro outro.&lt;br /&gt;- Desculpa.&lt;br /&gt;- Desculpa&lt;br /&gt;- Falem mais baixo, não consigo ouvir a menina aqui. Que bagunça!!&lt;br /&gt;- Tia fiz pra você.&lt;br /&gt;- Tia, ele me xingou.&lt;br /&gt;- Xingou?&lt;br /&gt;- Disse que sou burra.&lt;br /&gt;- Ignora! Que é mentira.&lt;br /&gt;- Mentira nada,  tia. Ela é burra mesmo.&lt;br /&gt;- Que coisa feia. Pede desculpas.&lt;br /&gt;- Tia, a senhora ta tão linda hoje.&lt;br /&gt;- Obrigada. Você é uma graça. Mas seus colegas, a maioria só sabe fazer- bagunça.&lt;br /&gt;- Eu não faço bagunça, tia.&lt;br /&gt;- Eu sei! Alguns fazem. Você não.&lt;br /&gt;- Menino, para de jogar bola na classe. Vai acabar se machucando. Você ta surdo?&lt;br /&gt;- Deixa eu jogar tia, só um pouquinho.&lt;br /&gt;- Não pode. Aqui não.&lt;br /&gt;- Tia posso beber água?&lt;br /&gt;- Tia posso ir no banheiro?&lt;br /&gt;- Pode. Não, não pode. Volta aqui, menina. Não deixei sair. Um de cada vez. Todo mundo sentado, não agüento mais essa balbúrdia!!!&lt;br /&gt;- Credo, o que isso tia? Que palavra esquisita.&lt;br /&gt;- Isso é o que vocês sabem fazer muito bem. Só isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-375641319372540952?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/375641319372540952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/balburdia_09.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/375641319372540952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/375641319372540952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/balburdia_09.html' title='BALBÚRDIA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-8115448032463154741</id><published>2009-11-08T04:49:00.001-08:00</published><updated>2009-11-08T04:49:47.468-08:00</updated><title type='text'>DICAS</title><content type='html'>Certo: Nunca o vi... Nunca as convidei....&lt;br /&gt;Errado: Nunca lhe vi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo: Chegou a São Paulo&lt;br /&gt;          Ela vai ao cinema&lt;br /&gt;          O pai levou as crianças ao teatro.&lt;br /&gt;Obs. Verbos de movimento exigem a e não em.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo: Onde vou ou Aonde vou?&lt;br /&gt;Obs. Pode-se usar as duas formas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despercebido = que não foi notado&lt;br /&gt;Ex: um fato passou despercebido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desapercebido=  desprovido, desprevenido&lt;br /&gt;Ex: Eu estava desapercebido de dinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sanar= corrigir&lt;br /&gt;Sanear = recuperar, tornar habitável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infligir= aplicar&lt;br /&gt;Infringir= violar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fluir= proceder, escorrer&lt;br /&gt;Fruir= aproveitar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-8115448032463154741?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/8115448032463154741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/dicas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8115448032463154741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8115448032463154741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/dicas.html' title='DICAS'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-7951364977301455255</id><published>2009-11-04T18:19:00.001-08:00</published><updated>2009-11-04T18:19:55.618-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CANTIGA DE MENINA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barbara Fernandes Ferreira'/><title type='text'>CANTIGA DE MENINA</title><content type='html'>Barbara Fernandes Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias de enchente, quando a maré crescia, a água verde subia até a figueira gigante.&lt;br /&gt;Sentada à janela de seu quarto, começando a sentir os primeiros sinais de sonolência, a menina meditava sobre a frase que lhe fora sorteada naquela manhã, durante a aula de língua portuguesa. Esse era o momento mais aguardado por ela ao longo de toda a semana: o professor, pouco antes do término da aula, escolhia cinco alunos para escreverem textos baseados em um tema proposto por ele; daquela vez, a jovem estudante estava entre os que tinham de redigir um texto baseado na frase sobre a qual ela tão atentamente refletia.  O dia inteiro havia sido dedicado a desenvolver o tema, que a ela parecia mágico e suscitava em sua mente uma série de idéias, todas descartadas até então. &lt;br /&gt;Como o relógio estivesse próximo da meia-noite, o cansaço começava a vir e era hora de preparar-se para dormir. Embora contrafeita por não haver conseguido ao menos elaborar um esboço para o texto, a menina deitou-se na cama e decidiu pensar sobre o assunto até que o sono a vencesse. A mãe veio dar-lhe boa noite e fazer as recomendações para que dormisse bem. Sempre obediente a essas ordens, a jovem somente pediu que a janela permanecesse aberta, pois assim poderia dormir sob a imagem do céu estrelado e sentir a brisa fresca que vinha de fora. A mãe aquiesceu com um misto de orgulho pela inteligência e sensibilidade da filha, e preocupação, pois intimamente temia a personalidade reservada e alheia da menina.  Novamente a sós, a jovem fixou o quadro de natureza que se desenhava diante de seus olhos.&lt;br /&gt;Em dado momento, porém, um fato insólito perturbou a placidez de suas meditações. Um pássaro, de singela coloração amarelada, atravessara a janela e revoara pelo quarto, até finalmente pousar-lhe no regaço, acomodando-se como se estivesse no próprio ninho. Apesar da surpresa, a menina não esboçou nenhum gesto de defesa; manteve apenas os olhos fixos no animal com um olhar que denunciava a curiosidade por entender a razão de semelhante visita.   Após retribuir-lhe o olhar, o pássaro começou a entoar uma melodia melancólica, estranha aos ouvidos da menina, mas dotada de uma beleza com a qual ela não conseguia estabelecer comparação dentre as músicas que conhecia. Nenhum instrumento emitia aquele som singular, e nenhum compositor tivera a felicidade de compor aquela sequencia harmoniosa de sons. A ela parecia que o animal lhe contava sua história de vida; parecia cantar que saíra do ninho em busca de um lugar seguro enquanto perdurasse a cheia, pois nos dias de enchente, quando a maré crescia, a água verde subia até a figueira gigante em que estava construído seu lar. Quando a maré baixava, ele voltava e reconstruía tudo o que fosse preciso para conservar o mesmo aspecto que apresentava o ninho quando a mesma água tragara consigo a passarinha sua companheira. Assim que a maré descesse, ainda cantava ele, haveria de tornar a procurá-la e, se não a encontrasse, continuaria o trabalho de recompor o ninho, até que a próxima enchente viesse e ele buscasse outro regaço de menina embebida na noite. Chegando aos acordes finais, o animal emitiu o que pareceu um lamento e, como se tivesse cumprido  um dever, voou para fora, perdendo-se na noite.&lt;br /&gt;A menina teve certa dificuldade em acordar na manhã do dia seguinte. Mas, tão logo recobrou a consciência, o acontecimento da noite anterior assomou-lhe à mente. Nem bem havia coordenado os primeiros pensamentos e a mãe abriu a porta do quarto, impelida pela demora da filha, que surpreendeu ainda de pijama. Com um olhar de sutil reprovação, a mãe ordenou-lhe que se aprontasse depressa, pois senão chegaria atrasada à escola. Assim que ficou novamente sozinha, a menina dirigiu o olhar para a janela, porém, para sua surpresa, ela estava praticamente fechada, com um estreito vão para passar um pouco de ar, conforme a mãe costumava fazer a fim de proteger a filha do sereno da noite sem que o quarto perdesse a ventilação.&lt;br /&gt;Sonho ou realidade? O pássaro atravessaria a abertura mínima da janela? A menina pedia que não tivesse sido tão-somente um sonho. Novamente a mãe veio chamá-la e ela não quis perguntar sobre a janela. Preferiu manter a sensação de fantasia com a qual havia acordado. E ponderou que, após aquela noite, seu texto já estava pronto, bastava-lhe colocá-lo no papel. No caminho para a escola, ela não via as ruas: sua imaginação estava distante em busca do pássaro que as impressões da infância ainda recente moldaram-lhe na mente virgem das atribulações da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-7951364977301455255?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/7951364977301455255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/cantiga-de-menina.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7951364977301455255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7951364977301455255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/cantiga-de-menina.html' title='CANTIGA DE MENINA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-7824593302313661225</id><published>2009-11-04T18:18:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T18:19:24.297-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barbara  Fernandes Ferreira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversa de bar'/><title type='text'>CONVERSA DE BAR</title><content type='html'>Barbara  Fernandes Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            - Uma cerveja estupidamente gelada...&lt;br /&gt;            Enquanto o garçom se afasta para atender o meu pedido, olho ao redor do bar quase vazio àquela hora. Além de mim, apenas os empregados do bar. Mas é melhor assim, meu anonimato está garantido. Não quero conversa, nem brincadeira, nem mesmo bebedeira. Um pouco de solidão, só isso.&lt;br /&gt;O rapaz relanceou o olhar pelo bar e, na sua angústia, deu um longo suspiro, enterrando a cabeça nas mãos. Não  conseguia atinar com nenhum outro lugar onde pudesse ficar assim, tão concentrado em si, sem ninguém para lhe perguntar porquês ou mesmo oferecer-se para auxiliá-lo. Queria apenas remoer todos os fatos, desde o princípio, e questionar-se, ainda mais uma vez: “Em que ponto eu errei?”.&lt;br /&gt;Os garçons, já habituados a ver entrarem no bar clientes em estados emocionais pouco equilibrados, não se abalaram pela presença do rapaz; apenas, como era costume, passaram a observá-lo sorrateiramente, a fim de evitar qualquer situação constrangedora, comum em casos como aquele aparentava ser. No entanto, o jovem não pretendia se expor e o garçom teve que  tomar a iniciativa de perguntar qual seria seu pedido, visto que o rapaz tardava em fazê-lo. Cada vez mais fechado, ele murmurou a última frase que o empregado do bar lhe dissera em tom de gracejo, como se mesmo ali houvesse alguém disposto a tentar socorrê-lo: - Uma cerveja estupidamente gelada... E teve um riso nervoso. Mergulhou novamente nos próprios pensamentos, como se fosse realmente impossível lembrar-se de alguém que não ele mesmo e mais outras duas pessoas, cuja recordação lhe inspirava os mais baixos sentimentos.&lt;br /&gt;Que sensação! É como sentir a vida murchar, ficar ressequida, morrer. Antes, nada estava como está agora. Mudou, mudou tudo! E tão de repente... Quando realmente dei por mim, já estava envolvido nesse turbilhão de acontecimentos. E nada mais será como era há pouco tempo atrás... Talvez fosse melhor não ter querido subir tão alto para não sentir tão vertiginosa a queda. Um emprego conquistado, um casamento feliz, que ainda respirava seus anos mais verdes... Mas de um e de outro sairiam meus dois traidores... Como é possível? Perdi muito, muito; se pudesse, gritaria isso para o mundo, ordenaria que a justiça fosse feita para aqueles dois que construíram a felicidade em cima da minha desgraça, dentro da minha própria casa! Isso chega a me causar até uma pressão no peito, acho que vou passar mal. Melhor parar um pouco. Calma, o tempo da vingança virá. Não dizem que é um prato que se come frio? Pois é, quando menos esperarem, vou fazê-los pagar por tudo, sem dó nenhuma. Não tiveram dó de mim, não vou ter dó deles.&lt;br /&gt;Ah! Agora não sou só eu aqui, acabou de entrar uma moça. Que será que ela quer? Pediu uma cerveja, sentou sozinha, está um pouco cambaleante. O que terá acontecido? Está bem vestida, penteada, maquiada. Provavelmente trabalha fora e tem de estar apresentável. Como desconfiei, está nervosa sim. De onde estou ela conseguiria me ver, mas está absorta demais em seus pensamentos para notar em mim. A respiração dela está um pouco ofegante, os gestos inquietos, mas sobretudo os olhos revelam tudo. Ela volveu o olhar pelo bar e pelas poucas pessoas aqui presentes, mas parece que não viu nada nem ninguém. Está ensimesmada. Que terá acontecido?&lt;br /&gt;Se alguém olhasse para mim, adivinharia o que estou passando? Estamos no mesmo estado? E ela? Terá sido a morte de alguém ou alguma traição sórdida? Parece que vai começar a chorar baixinho. E se eu fosse até lá? Sentaria ao lado dela e diria: por favor, moça, ouça minha história, compartilhe minha dor, nem precisa me dizer seu nome. Depois, me conte a sua, eu a ajudo como puder. Talvez a gente pudesse combinar a vingança juntos, não tem algum filme com um enredo parecido? Provavelmente sim, acho que todos os dramas possíveis já passaram pelo cinema. Porque não vou até lá?&lt;br /&gt;Ela começou mesmo a chorar bem fininho. Se me achar impertinente, não faz mal, o que me faria mais mal do que o que estou passando agora? Eu gostaria que alguém sentasse ao meu lado e me dissesse: o que houve? Porque ela não gostaria? Ou pode estar arrependida, será que fez mal a alguém? Ah! deixa para lá. Cada um vive sua dor e pronto. Deixa ela quieta lá e eu aqui. Eu não conseguiria fazer nada mesmo por ela, nem ela por mim.”&lt;br /&gt;            O rapaz desviou os olhos da desconhecida e passou a olhar para o copo, novamente mergulhado em seus próprios pensamentos. Depois de minutos assim concentrado, ergueu a cabeça e deu com os olhos dela em si. Ambos trocaram um olhar de cumplicidade, como se a moça tivesse tido os mesmos pensamentos e aguardasse que ele a visse. Instintivamente trocaram um sorriso triste e o rapaz não mais hesitou: ergueu-se, tomou o copo nas mãos e aproximou-se, pois sentia que somente ela, companheira de dor, poderia compreendê-lo integralmente; e somente ele, no auge de seu sofrimento íntimo, poderia oferecer a ela um ombro amigo, para chorar e chorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-7824593302313661225?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/7824593302313661225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/conversa-de-bar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7824593302313661225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7824593302313661225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/conversa-de-bar.html' title='CONVERSA DE BAR'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6289549807349250938</id><published>2009-11-04T18:17:00.002-08:00</published><updated>2009-11-04T18:18:43.609-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Concurso de Poesias &quot;Poetas Caiçaras&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Lucia Santos'/><title type='text'>BOA NOTÍCIA</title><content type='html'>Ana Lucia Santos fez sua inscrição no Concurso de Poesias "Poetas Caiçaras", promovido pela escritora Vanessa Hatoon, e seu trabalho foi selecionado entre mais de 100 trabalhos inscritos. Isso significa que nossa parceira do Laboratório do Escritor vai ter um de seus poemas – Tábuas - publicado, ao lado de outros 29 ganhadores, num livro a ser editado brevemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6289549807349250938?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6289549807349250938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/boa-noticia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6289549807349250938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6289549807349250938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/boa-noticia.html' title='BOA NOTÍCIA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-3254184605291240437</id><published>2009-11-04T18:17:00.001-08:00</published><updated>2009-11-04T18:17:48.373-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Azáleas'/><title type='text'>Azáleas</title><content type='html'>Trabalho coletivo a partir da palavra azáleas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela janela aberta da sala, o pai observava a filha, recém-chegada após a ausência de dez anos, colher azaléas, enquanto o sol ainda se mantinha no horizonte. Por mais que ela tivesse mudado, ainda conservava o jeito de menina no corpo de mulher. Tinha guardado  também os mesmos gestos delicados da mãe. (Barbara- usei o verbo no pretérito imperfeito para ficar mais forte)&lt;br /&gt; Nostálgico, o pai pôs-se  a relembrar de quando a filha tinha nascido.&lt;br /&gt;Não podia dizer que ela era o fruto de um grande amor. Casou mais por conveniência do que por qualquer outro motivo, mas quando a viu no berçário, a paixão foi instantânea. Outros filhos vieram, mas o amor por Marina foi sempre diferente. Os irmãos, Jonas e Lucas, sentiam ciúmes e não a reconheciam como irmã de sangue. Era negra.&lt;br /&gt;As discussões eram constantes nas reuniões familiares e sempre seriam. Marina sentia-se mal e ficou pior quando seus irmãos a venderam a um mercador persa de passagem pela cidade.&lt;br /&gt;Como poderia chamar isso de irmão? Vender a própria irmã era coisa do demônio. Apesar de que, naquela época, fosse  comum essa transação, para qualquer cristão era uma atitude inaceitável. Por essa razão,  e ultrapassando a ética e a moral, a menina resolveu vingar-se um por um.&lt;br /&gt;Começou pelo irmão mais novo. Explorando seu lado jogador, arrumou um grupo de jogatina para ele acabar com seu dinheiro.&lt;br /&gt;Fez o outro irmão perder-se na bebida e nas mulheres, principalmente na prostituta que lhe arranjara. Mas quando chegou ao pai, que a tudo assistia enclausurado na velhice, pediu perdão e quis voltar no tempo, no belo tempo em que colhia azaléas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-3254184605291240437?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/3254184605291240437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/azaleas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3254184605291240437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3254184605291240437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/azaleas.html' title='Azáleas'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6422289138132932957</id><published>2009-11-01T07:44:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T07:45:11.257-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balbúrdia'/><title type='text'>BALBÚRDIA</title><content type='html'>Eliana Pace&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, bom dia, bom dia, bom dia a todos. Vão todos bem? Bem não devem estar, ou não nos encontraríamos aqui, nesta sala de espera.&lt;br /&gt;- Ah, obrigada pelos elogios à minha elegância. Este tecido da minha roupa é caro, é Príncipe de Gales. &lt;br /&gt;- Vestida para ir a um casamento? Imagina... Minha mãe exigia que estivéssemos sempre bem arrumados na hora de ir ao médico. Então, caprichávamos mesmo. Nas festas, então...&lt;br /&gt;- Estou sempre impecável. Acordo às 5 horas da manhã,  me arrumo toda, faço maquiagem e vou varrer a  minha calçada na maior elegância.&lt;br /&gt; – Ouço a previsão do tempo na rádio. Mas logo que ouço, esqueço. Então, vim de chapéu porque achei que ia fazer sol. Os óculos são para proteger meus olhos. Estranho a claridade.&lt;br /&gt;- Isso não é guarda chuva, meu senhor, é guarda sol.&lt;br /&gt;- Meu casaco está sem um botão, já vi. Caiu e não consegui encontrar outro igual. A  senhora vai querer criar uma briga comigo, já vi tudo.&lt;br /&gt;- Que mania essa de se queixar dos brasileiros. Tá todo mundo de carro novo na rua, não está? E ficam se queixando. Não vejo ninguém passar fome.&lt;br /&gt;- Gosto de comer bem, e muito. Repito mesmo qualquer prato. E não como fora não, tem muita sujeira na comida que servem nos restaurantes. Imagina que  outro dia comprei um bolo que estava com cascas de queijo na massa. Vai ver que era pra aumentar o peso. Que nojo. Fui na padaria reclamar, ora se fui. Disse pro dono: chama a atenção do padeiro.&lt;br /&gt;- Faço belos jantares pra mim toda noite. Quando alguém me liga, aviso que  se quiser jantar comigo é só aparecer... Hoje, minha senhora? Não, hoje não vou fazer jantar não, nem adiante se convidar...&lt;br /&gt;- A senhora está guerreando comigo de novo?  Vai te catar, vai.&lt;br /&gt;- O que eu estava falando mesmo? Ta vendo? Se o senhor me interrompe, eu esqueço o que estava falando. Agora não adianta mais, esqueci e pronto. Venho esquecendo as coisas desde que fui assaltada e levei um tombo. Tenho que ir falar com o Serra. É, o governador.&lt;br /&gt;- Como, vocês já vão embora? Ah, vão entrar na consulta, ta bom. Volta depois pra gente conversar mais um pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6422289138132932957?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6422289138132932957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/balburdia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6422289138132932957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6422289138132932957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/balburdia.html' title='BALBÚRDIA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-5202825252173457276</id><published>2009-11-01T07:43:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T07:44:02.698-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tio Zinho (do Paulo Mauá)'/><title type='text'>O ENTERRO DA MINHA SOGRA</title><content type='html'>Tio Zinho (do Paulo Mauá)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Minha sogra morreu e resolvi homenageá-la com um caixão que parecia um carrão desses cheios de acessórios.   Parecia uma dessas SUV (no caso dela, Sogra em Ultima Viagem). A carroceria do caixão em fibra de carbono para evitar vazamento de material tóxico na decomposição e contaminar o lençol freático.&lt;br /&gt;         Porta-malas grande porque ela era uma grande mala e eu queria as duas enterradas. Só que em vez de ser sem alça,  ela era com alça e somando aos 130 quilos,  pesava ainda  mais. Dois canos de escapamentos: um para o veneno, que mesmo depois de morta ela continuava a eliminar,  e o outro para os gases propriamente ditos. A mulher peidava demais.     Porta-trecos à vontade: um para a dentadura, outro para spray de laquê e outro para remédio de unha encravada.&lt;br /&gt;      Aquele vidrinho do caixão que deixa o rosto à mostra era filmado (transparência zero). E aí é que apareceu um problema: o chefe dos coveiros,  que também era um funcionário caxias, não queria permitir aquele vidro. Achava que tinha que ter alguma transparência. Quando tirou o filme, se assustou com a cara dela e além de permitir o filme, exigiu blindagem porque alguém no velório podia se assustar ainda mais com o  rosto que parecia do Ronaldinho Gaúcho chupando limão. Mas pessoas que gostavam muito dela acharam a aparência serena.&lt;br /&gt;         No painel do caixão, para evitar o mau cheiro, um sachê de 10 quilos de creolina em pó aromatizava o ambiente.Uma TV de 7” passava os programas gravados do Silvio Santos e da Hebe Camargo. Cinto de três pontas para evitar, em caso de colisão, que a velha fosse projetada para fora. Ninguém queria que ela saísse mais de lá. Ah: os três  pontos eram de solda.&lt;br /&gt;         Finamente, era hora de colocar aquela SUV no buraco. Mas antes de cobrirem com terra, eu falei: desliga a tração 4x4 para garantir que o caixão não saia mais.&lt;br /&gt;         Mandei escrever na lápide: Adeus tribufu, I miss you.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-5202825252173457276?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/5202825252173457276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/o-enterro-da-minha-sogra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5202825252173457276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5202825252173457276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/11/o-enterro-da-minha-sogra.html' title='O ENTERRO DA MINHA SOGRA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-8569362899283159212</id><published>2009-10-28T11:26:00.001-07:00</published><updated>2009-10-28T11:26:20.512-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insensatez'/><title type='text'>Insensatez</title><content type='html'>Trabalho coletivo a partir da palavra Insensatez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insensatez impera em nossos dias atuais. A falta de bom senso faz com que os indivíduos ultrapassem os limites do razoável deixando insuportável a vida de muitas pessoas.&lt;br /&gt;No telejornal da noite, uma notícia me chamou a atenção: “Uma mãezinha ainda muito jovem, após dar a luz a uma criança, colocou-a em uma caçamba, destas para entulho, virou as costas e foi embora”.&lt;br /&gt;O repórter apressado, cumprindo o timming do jornal, perguntava à jovem descabelada e desnutrida o porquê de tão insólito ato.&lt;br /&gt;Insólito? Pensei eu. Não vejo nada de insólito. A caçamba de hoje é a mesma caçamba de ontem, onde ela também tinha sido deixada ainda criança, mas isso ninguém quer ouvir e o tempo do jornal é demasiado caro para explicações estruturais.&lt;br /&gt;O jornalista ficou  assustado com o que ouvira e a alma atrapalhada com a mistura de raiva e pena, da mulher e da criança. Perguntou ao vivo e a cores, para que todo o país soubesse da coragem dele.&lt;br /&gt;- E a senhora,  como se sente com este ato?&lt;br /&gt; - E o senhor, neste terno de rico, o que pensa da vida?&lt;br /&gt;O jornalista que não esperava em nenhum momento esta pergunta mordaz fingiu que não escutou e continuou a reportagem. Naturalmente, deveria esperar  esta reação pois  os mais favorecidos se dizem solidários com os mais fracos, mas se for para mover um neurônio com o objetivo de melhorar a realidade deles, é hora de se esquivar.&lt;br /&gt;Então, eu é quem pergunto:&lt;br /&gt;- Você acha que com esse gesto irá resolver o problema da criança?&lt;br /&gt;- Você acha que é só mostrar a dura realidade que todos conhecem?&lt;br /&gt;De belas palavras o mundo está cheio. O inferno também. Ninguém queria ouvir  falar da mulher que havia sido colocada numa caçamba fazia muito tempo, a noticia não estava na mídia. Mas queriam saber do bebê na caçamba, da notícia de hoje.&lt;br /&gt;O que poderia ter sido notícia ontem, já era. Checar a raiz do problema daria muito trabalho. Uma pena, pela visão curta do profissional. Poderia render-lhe um bom prêmio como reportagem destaque, seguido de um livro reportagem, com um fato que se arrastou de uma geração para outra. Se ninguém se importar em buscar a causa, quanta violência desencadeará para frente? Onde está a responsabilidade social de todo e qualquer cidadão?&lt;br /&gt;Talvez na insensatez e na falta de conscientização daqueles que viram as costas para um problema social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-8569362899283159212?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/8569362899283159212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/insensatez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8569362899283159212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8569362899283159212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/insensatez.html' title='Insensatez'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-940432200653771768</id><published>2009-10-28T11:24:00.002-07:00</published><updated>2009-10-28T11:25:40.321-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A SALVAÇÃO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thays Morales'/><title type='text'>A SALVAÇÃO</title><content type='html'>Thays Morales&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias de enchente, quando a maré crescia, a água verde subia até a figueira gigante. Situação nada comum nessa época do ano, mas a primavera, este ano, surpreendia pela intensidade e durabilidade das chuvas. Tanto que o homem vem interferindo na natureza, durante décadas e décadas, com sua enorme capacidade de destruição, que muitas vezes tem-se tornado vítima de sua própria ação maléfica.&lt;br /&gt;Lembro que algumas semanas atrás, assistindo ao noticiário das 8, fiquei muito comovida ao ver uma cena tão impressionante quanto heróica. Felizmente, ainda há no mundo seres humanos tão extraordinários nas suas atitudes: salvando a vida de seu semelhante e colocando a sua própria em segundo plano. Foi isso que vi com detalhes no jornal e em meio a tantas decepções com nossa espécie, senti um orgulho enorme de nós, humanos.&lt;br /&gt;Uma mulher, usando um capacete, tentava salvar sua moto durante a enchente, numa cidade do interior de São Paulo. Dois ou três homens gritavam para ela largar a moto enquanto um deles segurava com força uma corda que sustentava um  outro homem que,  por solidariedade, se agarrava à moça na tentativa de evitar sua morte, pois a correnteza era violenta e impiedosa e dela dificilmente alguém escaparia com vida.&lt;br /&gt;No momento em que vi a mulher sumir, embaixo d’água, pensei que mais uma vida estaria perdida, como tantas outras. Assisti pela televisão à dor do homem que pensou ter fracassado na luta pela vida de outrem. Mas, mesmo com toda a enxurrada e a agressividade das águas, um milagre parecia ter acontecido. Porque, depois de alguns minutos tensos e eternos, apareceu uma mão fora da água em busca de socorro. A mulher estava dentro de um carro e tinha conseguido sair dele, tendo sua vida salva e protegida, mais uma vez, com a preciosa ajuda do mesmo homem desconhecido de antes.&lt;br /&gt;Chorei ao ver o resgate da moça e a alegria de homens que nem a conheciam, mas que foram fundamentais no curso da sua história. É espantoso como nós, seres ditos humanos, somos capazes de atos louváveis iguais a esse, mas, também, capazes de causar tanta destruição e interferência na natureza a ponto de sofrermos as piores conseqüências, como no caso das enchentes.&lt;br /&gt;Nós destruímos a natureza sem pensar nas conseqüências, durante anos e anos, para depois nos perguntarmos porque tanta enchente, tanto desequilíbrio. Está na hora de agirmos como esses homens. Eles salvaram uma vida. Nós temos que salvar o planeta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-940432200653771768?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/940432200653771768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/salvacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/940432200653771768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/940432200653771768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/salvacao.html' title='A SALVAÇÃO'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4790631100531395006</id><published>2009-10-28T11:24:00.001-07:00</published><updated>2009-10-28T11:24:24.674-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abel e o irmão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paulo mauá'/><title type='text'>Abel e o irmão</title><content type='html'>Paulo Mauá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Panos ensangüentados, barbas mal feitas e corpos confusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A precária trincheira era o resultado da esperança ceifada dos que defendiam o arraial até o último respirar. Para os dois rapazes, poderia ser o último colo.&lt;br /&gt;A quarta expedição,  formada pelo exército do governo federal, homens de confiança dos fazendeiros locais e membros atuantes da igreja, avançava implacavelmente sobre os últimos resistentes. A ordem recebida de que ninguém deveria sobreviver para contar a história estava estampada no rosto de cada soldado.&lt;br /&gt;Aos capturados, a degola. O único jeito de sair vivo daquela tragédia  era estar do lado mais forte ou fugir como rato do mato.&lt;br /&gt;Abel e o irmão mais velho estavam apavorados, sem ferimento aparente, sem munição, misturados a restos de gente de olhos voltados para o céu de um azul permanente à espera de um milagre. Poucas eram as alternativas de sobrevivência.&lt;br /&gt;Restava sim, a peixeira na cintura e a vontade aperreada de vencer, mais uma vez, um momento crítico na vida. Estavam munidos de fé e perseverança perante o estado das coisas e das pessoas do nordeste brasileiro.&lt;br /&gt;A tela triste pintada com os pincéis da fome, seca, violência, abandono político, foi pano para o beato Antonio Conselheiro criar uma cidade com mais de 5000 casas de pau a pique e uma multidão de fiéis. Prometia, com populismo e inteligência de líder nato, a nova república com fartura de trabalho, comida e a condição do retorno à monarquia.&lt;br /&gt;Os dois irmãos buscaram por tanto tempo o reino encantado e um rei de coração aberto e pleno de boas intenções.&lt;br /&gt;Abel nasceu, a mãe morreu e depois de uma década abandonados no pó e vivendo de resto d´água, ele e o irmão largaram o nada e tomaram a trilha para o oeste do sertão baiano. Conheceriam o tal de mar, grande lago com gosto de sal, verde como os olhos de Abel. Fincariam o pé em uma pacata aldeia de pescadores e teriam filhos, casa de verdade, uma mulher para acarinhar e uma jangada.&lt;br /&gt;Mas, vira aqui, vira ali, calor demasiado na moleira e desorientados, rumaram para o norte do estado. E nada de aparecer o mar. Há um ano e meio depararam com o amontoado de pernas e miséria chamado Canudos.&lt;br /&gt;         A acolhida inicial dos moradores foi de imensa alegria para que os dois ficassem e criassem raízes. Com o passar do tempo, o paraíso cantado na literatura de cordel não era muito diferente do lugar onde haviam nascido.&lt;br /&gt;O íntimo da alma, assustado com o fanatismo dos jagunços e dos sertanejos desempregados, entrava em desespero com o assobio das balas sobre as cabeças. O contingente de inimigos era maior que os anteriores e não parava de avançar.&lt;br /&gt;O irmão mais velho pressente o que está para acontecer e toma a decisão:&lt;br /&gt;- Corre, Abel, vem, vem.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Ergue-se da vala fétida, puxa o braço do irmão e, destrambelhados na  direção oposta do batalhão de assassinos, tropeçam em corpos e quimeras abandonadas.&lt;br /&gt;         A última cerca que limita a vila está a menos de cinqüenta metros.&lt;br /&gt;O som dos invasores está distante, como se pertencesse a um passado sem volta. Isso é bom sinal. Já podem escutar a melodia matinal do juriti, sentir o frescor da sombra das árvores copadas do quintal da nova casa e os respingos do riacho sinuoso no fundo do sítio fértil.&lt;br /&gt;         Os passos ligeiros das sandálias de couro cravando o chão e a respiração ofegante dos irmãos ditam o ritmo da alucinada corrida. A linha de chegada está próxima. De repente, um som agudo precede o barulho seco de um corpo no solo árido.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;O mais velho pára, gira o tronco e vê um saco úmido de carne e suor. De joelhos, segura com carinho a nuca do irmão.&lt;br /&gt;         - ... o que aconteceu ? Porque paramos?&lt;br /&gt;         - Calma, Abel. Cê vai ficá bem. Respira fundo.&lt;br /&gt;         - ... eu... tô bem...&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Naquele instante, a ilusão do mundo justo está desaparecendo.&lt;br /&gt;         - ... estou com sono... quero dormir ...&lt;br /&gt;         - Não desista. Olha pra mim. Olha pra mim !!!&lt;br /&gt;         - ...noite passada... tive um sonho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  irmão tentava estancar o fluxo de sangue sem sucesso.&lt;br /&gt;-... sonhei que chovia uma chuva colorida... todas as cores... sem parar... chovia tanto... um jardim... muita árvore... frutas... parecia um açude bem grande... que nem deve ser o tal do mar... devíamos ter ido pro mar... verde...&lt;br /&gt;- Ainda vamos ver o mar. Não feche os olhos. Fica comigo !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma avalanche de passos apressados, gritos e galopes cresce lentamente.&lt;br /&gt;- ... e chovia... dia sim, outro também... e nos dias de enchente, quando a maré crescia, a água verde subia até a figueira gigante... a gente pegando os figos... de dar água na boca... o mais bonito pra mãe...&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;O som avassalador dos invasores aproximava-os da chacina.&lt;br /&gt;         - ... que barulho é esse... é a chuva ?&lt;br /&gt;         - É. A chuva colorida tá vindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No abraço exagerado, a peixeira atravessa Abel como beijo fraterno de misericórdia e antes que os fuzis do pelotão os alcance, ela desfere mais um golpe. O último.&lt;br /&gt;Os recém chegados crivam, com centenas de balas inúteis, os sonhos interrompidos de Abel e o irmão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4790631100531395006?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4790631100531395006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/abel-e-o-irmao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4790631100531395006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4790631100531395006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/abel-e-o-irmao.html' title='Abel e o irmão'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-7889625664741201879</id><published>2009-10-28T11:22:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T11:23:49.474-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa de BaR; Antonio Taveira'/><title type='text'>CONVERSA DE BAR</title><content type='html'>Antonio Taveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         ─ Uma cerveja estupidamente gelada...&lt;br /&gt;         Enquanto o garçom se afasta para atender ao meu pedido, olho ao redor do bar quase vazio àquela hora. Espero que aqueles dois não demorem - penso... Mas logo sinto  um tapa leve nas costas.&lt;br /&gt;         ─ Já que foi o primeiro a chegar, ganhou o direito de pagar a conta. Garçom, traz mais dois copos.&lt;br /&gt;         ─ Aposto que vocês fizeram de propósito, ficaram escondidos esperando eu entrar sozinho.&lt;br /&gt;         ─ Nós jamais faríamos isso com você!&lt;br /&gt;         ─ E então aquele timinho tomou outra surra do Palmeiras...&lt;br /&gt;         ─ Nem me fale, dessa vez acho que o Luxa não ta com nada. Mas não vamos falar de futebol, porque se meu time está lá embaixo e esse ano não dá mais nada, o seu também não está tão bem.&lt;br /&gt;         ─ Pelo menos já tamo na libertadores. È nóis na fita, mano!&lt;br /&gt;         ─ Mas sabe que time sem passaporte não viaja prá muito longe, vai cair na primeira fase.&lt;br /&gt;         ─ Esse ano vai ser dos Porco e nem os Bambis vão chegar. Vamos mudar de assunto, mas não pode ser automobilismo, porque o Rubinho Pé de Chinelo deu uma esperançinha prá gente que já acabou. O Button vai levar e aqui no Brasil.&lt;br /&gt;         ─ Vamos falar daquela nova secretária do advogado do 4° andar.&lt;br /&gt;         ─ Quê que é aquilo cara? O velhote ganhou aquele avião em alguma ação, só pode ser, ele num ta com essa bola toda não.&lt;br /&gt;         ─ Toma cuidado,  cara, dizem que ela é caso do chefão da área da marketing. Ele que arrumou um lugar pra ela na empresa e prá num dar bandeira,  colocou na advocacia.&lt;br /&gt;         ─ Vocês vão querer beliscar alguma coisa?&lt;br /&gt;         ─ Traz as pernas da Sheila Carvalho, ou então da Viviane Araújo.&lt;br /&gt;         ─ OK! Como elas não estão no cardápio,  vou trazer o de sempre: uma picanha fatiada no ponto e uma porção de batatas -  da portuguesa,  certo? Vou trazer mais uma cerveja.&lt;br /&gt;O garçom virou as costas e voltou para o bar.&lt;br /&gt;         ─ Você falou uma coisa e é verdade, hoje a dolorosa é por minha conta.&lt;br /&gt;         ─ Que é isso, vamos ratear como sempre fizemos.&lt;br /&gt;         ─ Me deixa contar esta história. Sabem aquele cara da exportação que se acha bonitão, metido a Don Juan?&lt;br /&gt;         ─ Sei, o cara é o maior mala.&lt;br /&gt;         ─ Dizem que já cantou todas do andar dele.&lt;br /&gt;         ─ Então... Eu estava no cafezinho quando ele chegou e comentei com ele se tinha reparado naquela morena de cabelo curtinho da área comercial.&lt;br /&gt;         ─ Espera aí, essa mina...&lt;br /&gt;         ─ Calma! Eu sabia da história dela. Quando ele lembrou quem era, ficou todo animado e eu dei corda. É uma garota super meiga, carinhosa, além de ser bonita e ter um belo corpo.&lt;br /&gt;          ─ Realmente é uma bela mulher.&lt;br /&gt;         ─ Então,  cara, que tal investir numa saída com ela? Se você conseguir,  eu pago o motel. Se não conseguir,  você paga o chopp.&lt;br /&gt;         ─ Fechamos a aposta. Ele começou o flerte mandando bombom num dia, uma rosa no outro, uma revista feminina, uma ligaçãozinha para desejar bom dia. E assim foi indo, até que chegou o dia da cartada final. Mandou um belo arranjo de flores com um convite para um romântico jantar. Ela ligou agradecendo as flores e disse que daria a resposta às dez e meia na Cafeteria na entrada do prédio.&lt;br /&gt;         ─ E como você ficou sabendo de tudo isso?&lt;br /&gt;         ─ Depois que marcou o café, ele me ligou todo feliz já cobrando a aposta. Como eu não queria perder essa cena, desci antes deles e fiquei em uma mesa no canto fingindo ler um jornal. Eles chegaram e eu ouvi toda a conversa.&lt;br /&gt;         ─ Você gostou das flores? E o convite está de pé?&lt;br /&gt;         ─ As flores são belíssimas, muito obrigado, mas o jantar eu não vou poder aceitar.&lt;br /&gt;         ─ Por que? Algum problema comigo?&lt;br /&gt;         ─ Não tem nada a ver com você, não. Toda mulher gosta de ser mimada, receber atenção, presentes.&lt;br /&gt;         _ E ...&lt;br /&gt;         _  O problema, colega,  é que gostamos da mesma fruta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-7889625664741201879?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/7889625664741201879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/conversa-de-bar_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7889625664741201879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7889625664741201879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/conversa-de-bar_28.html' title='CONVERSA DE BAR'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4105064057128398804</id><published>2009-10-28T11:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T11:22:00.341-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DICA: Verbo Atender; laboratorio do escritor'/><title type='text'>DICAS</title><content type='html'>Verbo Atender&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)Para pessoas, prefira a regência direta(atender alguém).&lt;br /&gt;Exemplos: O médico atendeu o paciente&lt;br /&gt;O prefeito atendeu os pedidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Para coisas, use a regência indireta (atender a).&lt;br /&gt;Exemplos: A garota atendeu aos pedidos do amigo&lt;br /&gt;O homem atendeu à intimação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás/Atraso/Atrasar -  escreve-se sempre com s.&lt;br /&gt;Exemplo: Atrás de você tem um cara estranho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazer é o verbo, sempre com z&lt;br /&gt;Exemplo: Garçom, me traz uma cerveja...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta conversa não tem nada a ver com você...ou&lt;br /&gt;Esta conversa tem tudo a ver com você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haver é verbo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4105064057128398804?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4105064057128398804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/dica-verbo-atender.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4105064057128398804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4105064057128398804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/dica-verbo-atender.html' title='DICAS'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-985548558391500990</id><published>2009-10-20T15:17:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T15:18:26.479-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a valsa do adeus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paulo mauá'/><title type='text'>A Valsa do Adeus</title><content type='html'>conto de Paulo Mauá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora conhecida desde o século XV, quando surgiu na Alemanha, a valsa foi consagrada 400 anos depois, por meio da família Strauss,  nos saraus vienenses e teve como fiéis seguidores Chopin e Ravel, dentre outros.&lt;br /&gt;A valsa é um gênero musical baseado em compasso ternário, ou seja, três tempos moderados: um-tá-tá, um-tá-tá, um-tá-tá. Portanto, bastam três semínimas por compasso, onde cada semínima é representada por uma nota toda preenchida com uma haste.&lt;br /&gt;         A palavra valsa vem do verbo alemão Walzen que significa girar ou deslizar. Para dançar a madrugada adentro, é só seguir o ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º tempo do compasso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou linda.&lt;br /&gt;O espelho mágico confirma: deslumbrante.&lt;br /&gt;As meninas retocam a maquiagem antes da entrada no salão de baile. Um arrepio percorre meus braços arrebatando o meu espírito e a face não disfarça a despedida do meu sorriso de menina. O peito ofegante prevê a mulher que vem por aí. Que venha!&lt;br /&gt;- Tem rímel?&lt;br /&gt;- Pode pegar.&lt;br /&gt;- Obrigada.&lt;br /&gt;Estamos alvoroçadas e prontas para a sonhada dança com os pares. Silvinha irá com o César. A Rô com o Gabriel. Não sei quem vai dançar com a Aninha Souza. A Aninha Clemente conseguiu fisgar o filho do prefeito. Mateus vai dançar com a Leila. Boa sorte pra ela. E pra ele também. Esses meninos, cheirando a terno alugado, são bonitinhos mas me despertam interesse apenas para um final de semana descompromissado. Quero mais.&lt;br /&gt;Esta noite será a noite.&lt;br /&gt;Se tenho medo? Confesso que sim. Mas sou Amarílis, a guerreira, como minha avó, e sei que a madrugada será a ponte de ida sem volta da terra das brincadeiras inocentes para o reino do ser mulher. Nada pior do que viver sufocada, com o coração marcado pela centelha da paixão improvável.&lt;br /&gt;Adeus para o gosta desse, gosta daquele, panelinhas de comida, brincar de casinha e bonecas. Rasgo em definitivo a sensação ilimitada do faz de conta.&lt;br /&gt;Estou pronta para suportar o amanhã. O risco será meu. Desde o dia em que fiz amor pela primeira vez com o Mateus, assumi o destino. Meu pai nem imagina que não sou mais virgem. Talvez ele saiba e nunca tenha me dito para não me deixar em uma situação constrangedora.&lt;br /&gt;Ele sente até hoje a morte da mamãe, mas não posso me responsabilizar pelo estado sentimental dele nem pelo que ocorreu com ela. Só eu sei como as minhas veias pulsam desde então. A vida é um reino de fatalidades e conseqüências. Não tenho escolha.&lt;br /&gt;- Vamos, meninas, os convidados estão esperando. Vocês são as estrelas de hoje. Quero ver todas sorrindo.&lt;br /&gt;Pronto, a ponte elevadiça já está sobre o poço. Preciso girar meu destino e sair do castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º tempo do compasso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou suando e não sei se é calor ou nervoso. Nunca gostei de dançar e depois de viúvo, fiquei mais travado ainda. Vale o sacrifício pela felicidade de Amarílis. Elas vão demorar muito para aparecer?&lt;br /&gt;Desde a morte de Suzana, tento ser um pai mais atuante. Não sou perfeito, pois não consigo ser o pai carinhoso, o pai príncipe,  o pai herói e os outros pais que ela tanto precisa.&lt;br /&gt;Onde está o Mateus? Achei que ela ia dançar com ele, mas a honra foi minha. Ele é simpático, educado, bom menino, ótima companhia para a minha filha, mas Amarílis considera-o infantil. Ela é quem sabe o que é melhor para ela. Às vezes me pergunto se ela ainda é virgem. Se não fosse mais, acho que teria me revelado.  Minha bonequinha está deixando de ser criança para virar adolescente.&lt;br /&gt;- Ela está uma mulher feita, né filho ?&lt;br /&gt;- Mãe, a senhora é suspeita: neta querida, mesmo nome que a senhora, sei não.&lt;br /&gt;- Ela já é uma mulher.&lt;br /&gt;         Mudaram as luzes, o som, acho que o portão vai abrir. Descem as primeiras meninas e a amiguinha dela da escola é logo a primeira. Nossa, a outra quase caiu. Lá vem minha princesa. Continuo suando frio. Que os céus me ajudem a deslizar pelo salão e não pisar no pé dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º tempo do compasso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Em casa, a nuvem multicolorida de papéis de presente descansa sobre o sofá. A filha está apreensiva. O pai sente-se realizado, mas saudoso.&lt;br /&gt;         - Sua mãe ficaria muito feliz em compartilhar este momento conosco.&lt;br /&gt;Amarílis desconversa:&lt;br /&gt;         - Olha, um colar de prata com um anjinho. Ganhei da vovó. Adorei.&lt;br /&gt;O chuveiro ameniza o cansaço do pai. Amanhã será outro dia.&lt;br /&gt;- Durma bem, querida.&lt;br /&gt;- Você também. Te amo, pai.&lt;br /&gt;- Também te amo.&lt;br /&gt;Deitado, lembra dos convidados, da valsa com a filha, da falta que sente do colo da esposa. Os pensamentos entram na fase de turbulência do sono.&lt;br /&gt;A porta do quarto abre silenciosamente.&lt;br /&gt;Passos avançando em sua direção.&lt;br /&gt;O movimento do lençol desperta-o um pouco e ainda confuso sente um beijo leve na nuca.&lt;br /&gt;Será sonho?&lt;br /&gt;Pequenos seios repousam nas suas costas.&lt;br /&gt;Delicadas mãos deslizam à procura do seu sexo.&lt;br /&gt;O susto estanca o coração de imediato e antes que possa girar o dorso, a mulher sussurra em seu ouvido:&lt;br /&gt;- Pssst...faz de conta que eu sou a mamãe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-985548558391500990?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/985548558391500990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/valsa-do-adeus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/985548558391500990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/985548558391500990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/valsa-do-adeus.html' title='A Valsa do Adeus'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-792745282019996141</id><published>2009-10-19T19:06:00.001-07:00</published><updated>2009-10-19T19:06:53.988-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='para escrever numeros'/><title type='text'>DICA: Para escrever números</title><content type='html'>De um a dez, escreva os números por extenso: dois, nove, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 11, o 11 inclusive, em algarismos: 15 jovens,  27 soldados .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exceção: escreva cem e mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Use essa mesma regra com os ordinais: primeira hora, quinto aniversário, 15ª vez, 25º ano consecutivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-792745282019996141?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/792745282019996141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/dica-para-escrever-numeros.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/792745282019996141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/792745282019996141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/dica-para-escrever-numeros.html' title='DICA: Para escrever números'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-5228724655207167758</id><published>2009-10-19T19:05:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T19:06:14.035-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ana lucia dos santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamentos imperfeitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>PENSAMENTOS IMPERFEITOS</title><content type='html'>Ana Lucia dos Santos &lt;br /&gt;Nunca entendi direito o comportamento dos brasileiros com relação às  questões de princípios e ética. Sempre me incomodou a tendência das pessoas em quererem alguma vantagem, importando pouco o preço a pagar. Uma benesse qualquer, algum brinde, um prêmio, merecido ou não, o que me faz lembrar a frase popular “injeção de graça, aceito até na testa”. Ou aquela “propaganda do Gerson – jogador de futebol - em que dizia: “gosto de levar vantagem em tudo, certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Quando vi, nos últimos dias,  o resultado de uma pesquisa que falava do perfil “ético” dos brasileiros, em que,  mais de 90% das pessoas se declaravam contra práticas de corrupção, ao mesmo tempo em que 83% admitiam terem se envolvido em pequenos atos de corrupção, práticas ilegítimas, vendas de votos, etc., me senti de alguma forma contemplada em minhas inquietações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Apesar disso, persistiu a vontade de compreender este fenômeno que me pareceu semelhante a um paradoxo, a um pensamento imperfeito. Todos nós sabemos que acontece exatamente assim, basta olhar ao redor, no cotidiano da vida de cada um de nós. Com toda a indignação com o tal perfil ético dos brasileiros, rememorando o meu dia, ainda hoje me flagrei cometendo dois pequenos deslizes. Um com o homem que veio entregar o gás, para quem dei uma gorjeta por ter trazido o botijão e colocado debaixo da pia; outro com o menino do supermercado que trouxe as compras, depois do esforço que fez pra subir com tudo no elevador, além de ter feito a entrega de bicicleta num dia de chuva. Para o menino, a gorjeta foi maior. Ambos os serviços já estavam pagos pelos empregadores, não sei se bem pagos. Mas tudo o que fiz foi estimular uma ética corrupta, a tal da gorjeta. Ou seja, fico indignada e me posiciono contra a corrupção, mas sem perceber, cometo pequenas transgressões. Senti-me envergonhada. Vergonha que me fez lembrar meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Era um homem honesto. Imagino que se ouvisse a notícia da pesquisa, oscilaria entre esbravejar indignado, intercalando com momentos de tristeza pelos cantos da casa, balançando a cabeça num gesto de desaprovação. Era do tipo de pessoa que perdia o sono por uma conta atrasada dois ou três dias. Na condição de filha, me orgulhava. Mas a verdade é que não herdei toda aquela rigidez. Se assim fosse,  estaria há várias semanas sem dormir. Mas também não chego, ou não chegava a me achar parecida com os 83% dos brasileiros da pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Apesar dos dois pequenos deslizes de hoje, saio em minha defesa, comprovando com uma situação emblemática. Há alguns anos atrás, tive um cargo de gerenciamento num serviço público. O cargo, modestamente,  acredito, foi pela competência, embora também possa ter sido por conhecer pessoas que tinham poder para lá me colocar.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;O problema é que eu não segui o “script” esperado pela família. Não tentei “colocar pra dentro” parentes desafortunados. E eram muitos os que me cobravam, dizendo: - É impossível que você, nesta hora,  não pense na sua família, todo mundo faz isto, ajuda os seus, etc. Eu pensava, mas achava que não podia cair nessa esparrela. Por isso,  acabei incompreendida e caí, sim, no ostracismo dentro da família, por sequer ter tentado dar uma força, indicar alguém. Até hoje ainda amargo um pouco deste isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Não sei se é o caso de se condenar os brasileiros. Há que se entender. Apesar de achar ser coisa para cientistas sociais e analistas de pesquisas, ainda assim, tentando apaziguar a consciência devido ao meu próprio envolvimento nos pequenos atos de corrupção, “meto a minha colher” e tento explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Somos um povo que, na sua formação, viveu muitas influências. Quase 400 anos depois de ser “descoberto”, o Brasil ainda era uma sociedade que havia acabado de sair do regime escravocrata (sem esquecer que foi o último país a abolir oficialmente a escravidão). Naquela época, regra geral, os “cidadãos livres” e mais abastados tinham aversão à idéia do trabalho pesado, duro. Era coisa indigna, para negros e escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Bem, se tomarmos distância e olharmos numa visão panorâmica o que aconteceu com o Brasil nos quase 110 anos seguintes aos referidos 400,  que é onde estamos hoje, foi uma imensa transformação, quase um salto mortal dado da noite para o dia.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;        Do ponto de vista da longa história da humanidade, estes 110  anos significariam um pequeno lapso de tempo, como o passar das horas de uma noite. Corresponderia, numa visão kafkiniana, à metamorfose sofrida pelo personagem central de seu livro, que acordou numa certa manhã e havia se transformada numa grande barata. Só que no caso do Brasil, uma metamorfose invertida. Dormiu sendo uma enorme barata cascuda e acordou no dia seguinte como ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Neste caso, o Brasil vai precisar se esforçar muito, enfrentar o medo de rever conceitos, resgatar valores e princípios, ter comportamentos mais humanos. Ou, se não conseguir, como o personagem de Kafka metamorfoseado, morre como uma barata gigante e cascuda, da qual ninguém nem o mundo sentirão falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-5228724655207167758?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/5228724655207167758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/pensamentos-imperfeitos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5228724655207167758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5228724655207167758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/pensamentos-imperfeitos.html' title='PENSAMENTOS IMPERFEITOS'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-870176204319814335</id><published>2009-10-19T19:04:00.002-07:00</published><updated>2009-10-19T19:05:16.927-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viviane almeida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>FAZ DE CONTA</title><content type='html'>Viviane de Almeida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos brincar? De que? De faz de conta. Faz de conta, sabe?  Você imagina que eu sou e eu deixo você imaginar. Nunca?  Não acredito que você nunca brincou desse jeito. Quer experimentar? Sei, tem medo. Eu vou aos poucos.... e podemos parar quando você quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos com o tempo. Faz de conta que o tempo parou. Faz de conta que o meu cabelo é vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falsa ou natural? Provavelmente você não saberia fazer essa distinção. O que é bom, porque a minha única alternativa é fingir que sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer que eu faça de conta que sou ela? Eu faço. Não é difícil e por você faria qualquer coisa. Ficou triste? Falei alguma coisa errada? Já sei. Ela é insubstituível. Desculpe, só queria ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu entendo. Conhece as regras do jogo. Se quiser parar, é só levantar a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala, eu não me importo. Estou acostumada. E os olhos, azuis ou verdes? Parecidos com os meus? Levemente, você diz.  Então deveriam ser verdes. A luz do abajur engana. Disfarça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheciam-se há muito tempo? Uma vida inteira? Que bonito. Ninguém hoje vive mais para sempre. Eu? Não quero falar sobre isso. Estou aqui para fingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente muito sua falta? Saudade é difícil, mesmo. E as mãos, como eram? Pequenas, delicadas. Aposto que eram pequenas. Assim, como de uma criança. Como eu sei? Observo as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente falta dos dedos de fada dela. Pequenos. Redondos. Dispostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer ver eu acertar de novo? Não gostava de maquiagem. Tinha sempre a cara limpa. Está surpreso? Não fique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só observo as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era esse o nome dela. Bonito. Nome de princesa. Não chore. Eu entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos fingir que a minha mão é pequena. Estou tirando a maquiagem, espere um minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas mãos são pequenas, não uso maquiagem. Meu cabelo é ruivo e estão levemente presos com a presilha de pedras e flores que você trouxe. Não era desse lado que ela usava. Quer colocar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passe-me o espelho. Que colar lindo. São pérolas? Verdadeiras? Engraçado... Assim, quando vejo minha imagem refletida,  minhas mãos parece que encolheram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer que eu tire o esmalte? Isso não posso. A sua hora já terminou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-870176204319814335?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/870176204319814335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/faz-de-conta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/870176204319814335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/870176204319814335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/faz-de-conta.html' title='FAZ DE CONTA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-7338243007877098159</id><published>2009-10-19T19:04:00.001-07:00</published><updated>2009-10-19T19:04:26.858-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Este ou Esse'/><title type='text'>DICA: Este ou Esse?</title><content type='html'>Este – designa pessoa ou coisa próxima de quem fala.&lt;br /&gt;Exemplo= Este livro é meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse – indica pessoa ou coisa um pouco afastada de quem fala.&lt;br /&gt;Exemplo: Cuidado com essa cadeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-7338243007877098159?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/7338243007877098159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/dica-este-ou-esse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7338243007877098159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7338243007877098159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/dica-este-ou-esse.html' title='DICA: Este ou Esse?'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-7514508669835747185</id><published>2009-10-19T19:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T19:03:40.931-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Associação Brasileira de Imprensa'/><title type='text'>A vírgula</title><content type='html'>Vírgula pode ser uma pausa... Ou não.&lt;br /&gt; Não, espere.&lt;br /&gt;Não espere. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pode sumir com seu dinheiro.&lt;br /&gt;23,4.&lt;br /&gt;2,34. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode criar heróis.&lt;br /&gt;Isso só, ele resolve.&lt;br /&gt;Isso só ele resolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pode ser a solução.&lt;br /&gt;Vamos perder, nada foi resolvido.&lt;br /&gt; Vamos perder nada, foi resolvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vírgula muda uma opinião.&lt;br /&gt;Não queremos saber.&lt;br /&gt;Não, queremos saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vírgula pode condenar ou salvar. &lt;br /&gt;Não tenha clemência!&lt;br /&gt;Não, tenha clemência! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vírgula muda tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campanha dos 100 anos da ABI - Associação Brasileira de Imprensa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-7514508669835747185?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/7514508669835747185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/virgula.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7514508669835747185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7514508669835747185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/virgula.html' title='A vírgula'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2139828589700153800</id><published>2009-10-15T08:23:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T08:24:17.951-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosi caobianco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Ladrão na era da reciclagem</title><content type='html'>Rosi Caobianco&lt;br /&gt;Construção de crônica/ conto com a inserção das seguintes palavras: CARTUCHO, COTONETE, CAROCHINHA, CONFISSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi a manchete que estampou um jornal da cidade de Varginha, Minas Gerais, mostrando que não é só “ET” que aparece por lá, mas também um larápio de cartuchos reciclados. Pedro Fidalgo, um ex-detento, foi preso na tarde de sábado por policiais da região. Pego com a mão na massa, não teve como negar o crime. Ironicamente, ficou  entalado na janela lateral da loja de um revendedor de  cartuchos de tinta para impressoras diversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafortunado ladrão já era um antigo freguês da delegacia daquela cidade. Sua ficha contém várias tentativas de roubo,  muitos deles realizados com sucesso. Desta vez não deu certo,  para sua infelicidade, e o evento lhe rendeu mais um processo para juntar à sua coleção de malandragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fidalgo, como era conhecido, ao deixar o local do roubo, tentou passar por uma janela basculante. Porém, como já não tinha mais o corpo franzino de anos atrás,  nesta vez a fuga não deu certo. Com meio corpo para fora e meio para dentro, protagonizou uma  cena tragicômica, podemos assim relatar. Ficou preso justamente em suas partes baixas. Todo esforço que era feito pelos policiais para tirá-lo de lá, rendiam-lhe uivos de dor. Precisaram chamar o Corpo de Bombeiros para cerrar a janela e livrá-lo do suplício por ele mesmo criado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluída a maratona de desentalar Fidalgo, levaram-no para a delegacia. Dr. Prestes, o delegado de plantão, já o conhecia e logo falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Você de novo por aqui, Fidalgo?&lt;br /&gt;- Estava com saudades desta hospedagem? Muito bem, conte-me sua proeza desta vez.&lt;br /&gt;Fidalgo fez cara de desentendido e não respondeu.&lt;br /&gt;Dr. Prestes, sem muita paciência,  bateu o punho na mesa e vociferou:&lt;br /&gt;- Vamos, rapaz, não está me ouvindo?&lt;br /&gt;Fidalgo continuou calado.&lt;br /&gt;Dr. Prestes esbravejou mais ainda:&lt;br /&gt;-Sargento Meireles,  traga-me um cotonete. Acho que o infeliz não está me ouvindo, ou não está querendo colaborar hoje.&lt;br /&gt;- Vou te dar mais uma chance,  Fidalgo, comece a falar. O que estava fazendo naquela loja e para quem era esta mercadoria?&lt;br /&gt;- Se não falar logo, eu mesmo vou limpar esses ouvidos para ver se me escuta e confessa de uma vez.&lt;br /&gt;- Vamos lá... Tenho mais o que fazer.&lt;br /&gt;Fidalgo percebeu que o Dr. Prestes não estava brincando. E passados alguns minutos, confessou sua famigerada proeza. Estava  realizando aquele roubo para entregar a mercadoria para outro comerciante de cartuchos reciclados na cidade vizinha.&lt;br /&gt;Dr. Prestes prendeu Fidalgo imediatamente e foi atrás também do mandante do roubo. Parecia que o caso renderia vários receptadores.&lt;br /&gt;O acontecido foi uma festa para os meios de comunicação da cidade de Varginha. As fotos de Fidalgo entalado na janela geraram comentários por semanas e mais visibilidade para o meliante. Muitos puderam concluir que as  refeições da penitenciária de Varginha fizeram muito bem a ele, pois engordou ano após ano e não se deu conta. Descobriu tarde demais que não podia mais passar pelos basculantes das janelas na hora dos furtos.&lt;br /&gt;A justiça tarda, mas não falha, e chegou mais uma vez a hora de Fidalgo passar outra longa temporada atrás das grades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2139828589700153800?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2139828589700153800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/ladrao-na-era-da-reciclagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2139828589700153800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2139828589700153800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/ladrao-na-era-da-reciclagem.html' title='Ladrão na era da reciclagem'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-3501418087676598455</id><published>2009-10-15T08:22:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T08:23:34.955-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antonio Taveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>O CARA DO XIXI!</title><content type='html'>MINI CONTO&lt;br /&gt;Antonio Taveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercício com as palavras: CARTUCHO – COTONETE – CAROCHINHA – CONFISSÃO&lt;br /&gt;                       &lt;br /&gt;Beto, eu tenho uma confissão a fazer.&lt;br /&gt;Sabe aquela historia que te contei do cotonete? Então,  foi tudo conto da carochinha. Na&lt;br /&gt;Verdade,  o cara se urinou todo, enfiou um cartucho de papel na cabeça e saiu do bar com as calças molhadas e deixando um rastro de urina pelo chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-3501418087676598455?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/3501418087676598455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/o-cara-do-xixi.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3501418087676598455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3501418087676598455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/o-cara-do-xixi.html' title='O CARA DO XIXI!'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-7500107242891368164</id><published>2009-10-15T08:10:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T08:11:17.184-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thays Morales conversa de bar'/><title type='text'>Conversa de bar</title><content type='html'>Thays Morales&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma cerveja estupidamente gelada... Enquanto o garçom se afasta para atender ao meu pedido, olho ao redor do bar quase vazio àquela hora. Mas que estranho, não entendi porque estava assim, tão deserto o bar. Fui lá tantas vezes e nunca vi o local desse jeito. Logo que o garçom chega com a cerveja, minha curiosidade me impele a perguntar o que tinha acontecido aqui.&lt;br /&gt;Ele, com um ar de vergonha e constrangimento,  me relata tudo em detalhes:&lt;br /&gt;--- O senhor não sabe?&lt;br /&gt;--- O que?&lt;br /&gt;--- Faz uns dias, aqui mesmo na mesa em que o senhor está  um crime aconteceu!!!&lt;br /&gt;--- Meu Deus!!! Por que? Como foi?&lt;br /&gt;---  Uma  coisa esquisita. Foi por ciúmes.&lt;br /&gt;---- É? Não me fala...&lt;br /&gt;---- Sim, só que ciúmes de homem por homem. Tenho até vergonha de contar.&lt;br /&gt;---- Por favor, conte.&lt;br /&gt;---- Chegou no bar um casal, homem e mulher. Até aí, tudo normal, né? Estavam tomando cerveja, a mesma marca que o senhor  toma, conversando, pareciam namorados.&lt;br /&gt;---- Sim?&lt;br /&gt;---- Em outra mesa, um homem de uns 40 anos, bem apessoado, não tirava os olhos do casal. Encarava mesmo, sem disfarçar. A moça percebeu e perguntou pro namorado se ele conhecia o homem, ele disse que não. Um pouco depois, ela levantou e foi ao banheiro...&lt;br /&gt;---- E, depois, que aconteceu?&lt;br /&gt;---- O senhor  não vai imaginar!!! O homem da mesa em frente levantou, caminhou em direção ao rapaz, parou e perguntou: -  “Você lembra de mim?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouvi tudo enquanto levava mais uma cerveja pra mesa dele. O rapaz respondeu:&lt;br /&gt;- “Sim, perfeitamente, mas preferia não lembrar. E acho melhor você ir embora que a minha namorada já está voltando”.&lt;br /&gt;O homem retrucou: - “Namorada? Então, agora gosta de mulher? Que novidade é essa? Ela vai saber quem você é”.&lt;br /&gt;O rapaz implorou: - “Por favor, não conte nada, te peço em nome dos velhos tempos”.&lt;br /&gt;O homem continuou olhando pro rapaz,  olhou pra mulher que já tinha voltado, e só deu tempo a ela de  perguntar: -  “Quem é você?”.&lt;br /&gt;Foi quando o homem disse uma frase que nunca pensei ouvir, em toda minha vida de garçom:&lt;br /&gt;-  “Ele é o meu homem, e se não for meu, não será de mais ninguém.&lt;br /&gt;Depois disso, olhou pro namorado da moça, tirou uma arma da cintura, escondida embaixo da blusa,  e deu um tiro certeiro no coração do rapaz. . Em questão de segundos, o sangue se espalhou pela mesa do bar, se misturando às  pequenas poças de cerveja, estupidamente gelada, da mesma marca que o senhor  toma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-7500107242891368164?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/7500107242891368164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/conversa-de-bar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7500107242891368164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7500107242891368164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/conversa-de-bar.html' title='Conversa de bar'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6212858181646966456</id><published>2009-10-15T08:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T08:10:20.248-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa de Bar Portenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paulo mauá'/><title type='text'>Conversa de Bar Portenho</title><content type='html'>Paulo Mauá&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Uma cerveja estupidamente gelada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o garçom se afasta, olho ao redor do bar quase vazio àquela hora.  Respiro os tons tênues da madrugada que confundem minha vista. Não distingo as formas fixas das flutuantes entre os copos vazios. Sinto os pés firmes sobre o chão vacilante e a madeira sob meu corpo não é forte suficiente para o peso que carrego. A melodia não é a mesma de outrora, fruto da escolha, da distância, da solidão da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajo no tempo e em um bar parecido, ela sai da toalete  sorrindo, mexe nos cabelos, passa pelo balcão de bebidas e vem em minha direção com a assídua taça de vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É malbec ou syrah ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me responde com displicente encanto natural:&lt;br /&gt;-  E eu que sei? Só sei que quero tomar um vinho ao seu lado sem pressa. Faz tempo que...&lt;br /&gt;- Faz tempo que não tomamos vinho?&lt;br /&gt;- Não, Carlos, faz tempo que a pressa... deixa prá lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década de 60 foi o símbolo das revoltas, cassetetes, perseguições a sonhos e esperanças. O sucesso da ousadia de Che Guevara, filho da província de Rosário e da classe média alta argentina, impulsionou uma geração de universitários a enfrentar ideais. Eu fui um deles. Ela também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Mercedes após uma manifestação frente à Casa Rosada.  Fugindo da polícia, tropecei nos arbustos da Plaza de Mayo, driblei pessoas e carros na Rua Rivadavia e me abriguei atrás do altar da Catedral Metropolitana. Um ateu como eu pedia a Deus que os incontáveis minutos de tensão acabassem logo. Percebi na penumbra que outro coração disparava no mesmo ritmo e no mesmo espaço. Uma jovem morena. A mesma que agora eu despacharia do meu futuro. Com o passar das reuniões clandestinas, me envolvi com grupos radicais e a morte recente de Ernesto me mostrava claramente que não poderia arrastá-la, conscientemente, para esse tipo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Canta alguma coisa só pra mim. Canta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olha para o palco, vê o violão disponível e volta o rosto para mim.&lt;br /&gt;- Só se você atender aos meus desejos.&lt;br /&gt;- Mercedes, desejo que cante para mim. Para que eu nunca mais me esqueça da sua voz, da sua boca deliciosa. Vem cá, me dá um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, vou sentir falta da seda desses cabelos fartos, véus negros emoldurando os olhos oferecidos. Sofrimento é estar ciente que o meu destino não poderia ser o mesmo que o dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Carlos, onde você vai é um lugar...quer dizer... será que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não respondo. Mantenho-me atento. É um jogo de paciência.  Ela sabe disso e logo corta o silêncio com precisão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que não posso ir com você? Ajudo no que for preciso. Mudo de nome, saio de casa com a roupa do corpo. Fiz um pacto comigo mesma que você seria meu companheiro para o resto da minha vida desde aquele momento da catedral. Não precisa casar comigo na igreja. Só quero ser feliz ao seu lado. Não posso desaprender a amar de um dia para o outro. Será que você me entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tive alternativa e apelei de vez:&lt;br /&gt;- Você pararia de cantar por minha causa, Mercedes ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela precisava escutar isso e continuei implacavelmente:&lt;br /&gt;- Eu não consigo imaginar você parando de cantar por um ideal político. A música é sua essência e você canta para viver. Respira notas musicais, entrega o seu corpo ao ritmo. Assim é você. Eu só sei reclamar e esbravejar. Cada um de nós nasceu com um talento. Não quero carregar comigo a sensação amarga de que a moça mais bonita que conheci parou de cantar, e encantar, só para sonhar minha paranóia particular. Não faça isso comigo. Não faça isso consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que ela ia chorar, mas lutava com todas as forças e tentava me encurralar:&lt;br /&gt;- Carlos, você define o destino das nossas vidas a uma escolha minha única: você ou a música?&lt;br /&gt;- Você não tem que escolher nada. Eu escolho no seu lugar. Eu. Não torne as coisas mais difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio imperou e se tivesse ficado daquele jeito, talvez nossos rumos seriam outros.&lt;br /&gt;- Agora, vai cantar aquela música que eu adoro. Solte a voz e me embriague o resto da noite. Eu fico aqui, sentado, comportado, guardando esse momento para o resto da minha vida. Proponho um brinde: gracias a la vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei até que ela não ia corresponder, mas com coragem e voz embargada, brindou comigo pela última vez:&lt;br /&gt;- Gracias a la vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou o resto do vinho, colocou a taça vazia ao meu lado, baixou a cabeça e enxugou a lágrima discreta que corria por sua face redonda, com os próprios cabelos. Caminhou em direção ao palco, colocou a bolsa de pano ao lado do banco, ajustou o microfone, 1-2-3 testando, afinou o violão, fechou os olhos e lançou ao ar acordes vibrantes. O ambiente ganhou força mas ficou triste. Antes de acabar a musica, levantei e fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A militância ficou para trás em cartazes rasgados e cicatrizes no embate da teoria filosófica e a prática social.&lt;br /&gt;Por diversas vezes, o infame espelho da manhã acusou-me de covarde travestido de terno cinza escuro. A vida esmagou, sem piedade, minhas fantasias e ilusões. Nunca mais sonhei meus sonhos. Nossos sonhos. Nossas vidas nunca mais se cruzaram. Nunca mais fiz amor como nas longas madrugadas estudantis e frias de Buenos Aires.&lt;br /&gt;Cheguei a ir a um show dela há uns vinte anos atrás. Músicos tarimbados e melodias de cunho político envolventes. Na pausa entre os compassos marcados, meu coração inquieto gritava, em vão: eu te amo, eu te amo. A declaração de amor perdia-se nas arquibancadas lotadas de olhos atentos extasiados com a sua presença fascinante no palco. No fim do espetáculo, cheguei a me encaminhar para o camarim, mas desisti. Havia desistido de nós há muito tempo.&lt;br /&gt;Hoje, sinto falta das nossas conversas de bar, o displicente som das cordas daquele violão, as mãos dadas nas passeatas, a correria, os sustos, as gargalhadas, os nossos gritos de ordem, a boca carnuda me sorvendo. Tudo ficou grudado na minha alma. Como el musguito en la pietra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alivio a gravata e chega mais uma cerveja. A discreta música ambiente desperta a minha mente: é a voz de Mercedes. Enquanto enche meu copo, o garçom fala sem pressa e sem pedir licença:&lt;br /&gt;- O senhor sabia que ela chegou a se apresentar uma vez aqui? Foi uma noite fantástica. Quem viu, viu. Silêncio.&lt;br /&gt;- O senhor quer mais alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondo que não com a cabeça.&lt;br /&gt;Pausa.&lt;br /&gt;Ele torna a me questionar:&lt;br /&gt;- Deixo essa taça de vinho vazia aí mesmo ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não respondo.&lt;br /&gt;Ele entende e sai, deixando-me apenas com a perpétua solidão do meu palco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6212858181646966456?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6212858181646966456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/conversa-de-bar-portenho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6212858181646966456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6212858181646966456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/conversa-de-bar-portenho.html' title='Conversa de Bar Portenho'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-9154850090594022448</id><published>2009-10-05T10:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T10:10:00.914-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prémio Literário Hernâni Cidade'/><title type='text'>Prémio Literário Hernâni Cidade</title><content type='html'>Prémio Literário Hernâni Cidade&lt;br /&gt;Modalidade: Conto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema: "Por favor, parem o Universo. Quero apear-me."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGULAMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º - Podem concorrer a este prémio todas as pessoas que o desejem, desde que aceitem e cumpram o disposto neste regulamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º - Na edição de 2009 a modalidade é: Conto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema é: "Por favor parem o Universo. Quero apear-me." (anónimo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elabore um texto a partir da citação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º - Cada participante só poderá concorrer com um único trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º - Desse trabalho, que não deverá exceder três páginas, serão enviados cinco exemplares em papel formato A4, dactilografados, com espaço e meio de entrelinhamento e com caracteres de tamanho 12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º - O trabalho será subscrito com um pseudónimo e far-se-á acompanhar de um envelope fechado com a indicação exterior do pseudónimo e idade do concorrente. O envelope conterá obrigatoriamente a identificação do concorrente: nome completo, idade, morada com indicação do código postal e número telefónico para eventual contacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º - O trabalho poderá ser entregue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) em mão na Biblioteca Municipal de Redondo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) pelo correio para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biblioteca Municipal de Redondo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prémio Literário Hernâni Cidade, 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua D. Arnilda e Eliezer Kamenezky, 43&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7170-062 Redondo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) por mail para premioliterariohernanicidade@gmail.com desde que seja enviado em anexo (Word) assinado com pseudónimo e a identificação do concorrente seja enviada no mesmo mail em segundo anexo e cumpra as restantes cláusulas do regulamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7º - O prazo de recepção dos trabalhos termina em 9 de Outubro de 2009, findo o qual se procederá à sua apreciação e classificação por um Júri composto por cinco elementos de reconhecida idoneidade, aos quais será vedada a participação no concurso, e de cujas decisões não haverá recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8º - Serão atribuídos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Três prémios: 1º, 2º e 3º - a que correspondem, respectivamente, as importâncias de 750, 375 e 250 Euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Menções honrosas a outros trabalhos que se distingam em número a definir pelo Júri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Prémio Especial Juventude - para o qual só serão tidos em consideração os trabalhos dos concorrentes com idades compreendidas entre os 14 e os 20 anos inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Diplomas de participação a todos os concorrentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9º - O júri poderá não atribuir qualquer dos prémios desde que considere haver falta de qualidade nos trabalhos apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10º - Os concorrentes premiados serão antecipadamente avisados dos resultados do concurso, sendo os prémios entregues em cerimónia a realizar no dia 21 de Novembro (Sábado), pelas 16 horas, no auditório do Centro Cultural de Redondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11º - A entidade organizadora reserva-se o direito de utilizar os trabalhos recebidos, quer expondo-os publicamente, quer publicando-os na imprensa nacional ou regional ou ainda proceder à sua encenação e representação em tempo oportuno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-9154850090594022448?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/9154850090594022448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/premio-literario-hernani-cidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/9154850090594022448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/9154850090594022448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/premio-literario-hernani-cidade.html' title='Prémio Literário Hernâni Cidade'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-3318932782589291706</id><published>2009-10-05T07:42:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T07:43:31.826-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DICAS DE ESCRITORES DIVERSOS PARA ESCREVER MELHOR'/><title type='text'>DICAS DE ESCRITORES DIVERSOS PARA ESCREVER MELHOR</title><content type='html'>É na vida que está a maior parte do material literário. As histórias estão bem próximas. Use a memória sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que oferece o maior aprendizado para o escritor iniciante é a própria vida. Vá fundo e dê vazão às suas emoções pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um escritor deve conhecer bem o seu ofício. Estude muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carregue sempre caneta e papel no bolso - ou agenda eletrônica: anote tudo o que pensa e quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia muito, sem preconceitos: os clássicos e  os contemporâneos, os brasileiros e os estrangeiros. Não deixe de ler o que você realmente gosta, na hora e no ritmo que quiser. E sempre guiado pelo prazer - quando a leitura parecer pura obrigação, esqueça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreva regularmente e deixe os textos descansando. Volte a eles de tempos em tempos e os reescreva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredite no mito de que quanto mais louco você for e mais sofrimento tiver, melhor será sua literatura. Um escritor mediano com a cabeça no lugar tem mais chances do que um maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu estilo é seu maior patrimônio. Ouça sua voz e seja fiel a ela. Não imite os escritores que você ama (nem os que você odeia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você transita entre muitas linguagens (romance, conto, poesia, teatro, etc.), cuidado. No começo da carreira, é mais prudente escolher um caminho e aprofundar-se nele do que ficar pulando de galho em galho. Deixe a diversificação pra mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função da boa literatura não é entreter e deleitar, mas inquietar e provocar o leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficinas literárias são boas experiências, mas é preciso saber tirar o melhor delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas leituras, preste atenção a todo tipo de recurso narrativo que os outros escritores usam. Veja como mexem com estrutura, trama ou ausência de trama, construção ou não de personagens, ponto de vista narrativo, etc. ,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É útil saber o que os outros escritores pensam sobre seu ofício. Descubra o que eles dizem a respeito em entrevistas e depoimentos. Se possível, converse com muitos deles, mesmo que tenha de vencer uma natural tendência dos literatos para a introversão e o isolamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-3318932782589291706?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/3318932782589291706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/dicas-de-escritores-diversos-para.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3318932782589291706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3318932782589291706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/dicas-de-escritores-diversos-para.html' title='DICAS DE ESCRITORES DIVERSOS PARA ESCREVER MELHOR'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6372291003273521250</id><published>2009-10-05T07:41:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T07:42:16.024-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESCREVENDO HISTÓRIAS DA CAROCHINHA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viviane almeida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>ESCREVENDO HISTÓRIAS DA CAROCHINHA</title><content type='html'>VIVIANE ALMEIDA&lt;br /&gt;(Construção de crônica/ conto com a inserção das seguintes palavras: CARTUCHO, COTONETE, CAROCHINHA, CONFISSÃO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que? Todos os dias me pergunto. Levanto, deito, ando entre um e outro... mas a pergunta não me larga. Espreita em todos os cantos. Tem coisas que nem a morte é capaz de apagar. Morte física ou psicológica. Não interessa, o cadáver continua em corpo presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um dia normal. Daqueles que existem em grande quantidade na vida de um ser humano, mediamente qualificado, mediamente informado. Vivido no médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café tomado, passei na farmácia mais perto de casa para comprar um cartucho de cotonetes. Parecia que adivinhava que teria que ter meus ouvidos bem abertos. Reclamei do preço, respondi aos comentários de ocasião da fila. As pessoas adoram conversar em filas com pessoas que não conhecem. Acho que gostam de conversar com estranhos, uma espécie de “adultério mental”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe repetia inúmeras vezes: “Meu filho, não fale com estranhos”, “Meu filho, não aceite nada de ninguém”. Deve ser por isso que casei com a minha prima. Ela não era propriamente uma estranha e não era ninguém. Era linda, e minha prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começamos a namorar, naturalmente escondido, fizemos muitas promessas e até pacto de sangue. Para falar a verdade, meio sangue, porque eu desmaiei na hora. Até hoje não suporto ver ou senti-lo. Minha mãe queria que eu fosse médico, mas a inabilidade com plasma e seus derivados foi um impeditivo. Gostava de histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As da carochinha, as de reis e rainhas, principalmente as com um final feliz. Choro quando vejo filmes românticos e não consigo torcer para o bandido da história, apesar da simpatia de gênero pela masculinidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marquei a data do meu casamento na véspera de Natal. Completáva-mos cinco anos de namoro. Família toda reunida. A minha família, a dela, ou para simplificar,  a nossa. É a vantagem de casamento entre primos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento correu na tranqüilidade. Mães chorando, maquiagem escorrendo, dama de honra indisciplinada. Ela estava linda. Toda de branco. Pensei em desmaiar. Gosto de desmaiar. Acho que confere emoção à ocasião. E sempre há a desculpa da pressão e do calor. Era dezembro. Um ano depois do noivado. Rio de Janeiro. Nem as flores de laranjeira agüentaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desmaiei quando nosso primeiro filho nasceu. Uma menina. Guardei na gaveta o uniforme completo do Botafogo. “A culpa - disse um camarada meu - é da combinação”. Qual combinação? – perguntei eu. Ele respondeu  - “do x e y”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! sexo de filho, então, agora é matemática. E eu que pensei que Deus tinha alguma coisa e ver com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a me sentir diferente. Meio estranho. Não sabia explicar. Foi aos poucos. Como medicamento homeopático, mas esse acentuou os sintomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquele sentimento, aquela angústia? Tentei várias vezes conversar com ela. A prima, que depois de todos esses anos parecia mais irmã - uma ligeira mudança na árvore genealógica da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não queria ouvir. Andava envolvida com os cursos de meditação. Dizia que é para aprender o desapego. Aí pergunto, se era para desapegar, para que tanta ginástica,  dermatologista, inglês e tudo o resto que nem sei do que se tratava. Estava começando a achar que o único apego para ela se livrar tem nome: o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem isso ela quis. Preferiu manter o nome de solteira. Confesso que fiquei decepcionado, mas noiva pode tudo. Noivo só usa uma flor na lapela. Ela tem a igreja inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei porque estou lembrando de tudo isso hoje. Faz tanto tempo.  Deve ser porque abri a gaveta e encontrei o uniforme do Botafogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou tentando reunir os detalhes daquele dia, depois que comprei o cartucho de cotonetes e saí da farmácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda está tudo muito confuso. Lembrei da minha mãe dizendo para não falar com estranhos. Falei com muitos estranhos na fila, naquele dia. Será por isso? Talvez, não. Ou será porque faltei na confissão antes do casamento? O Botafogo jogava no Maracanã. Tinha que ir. Fiz umas orações às pressas, pedi perdão pelo ato e pela omissão. A verdade é que o Botafogo perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também sempre ouvi dizer que criança que não é batizada, não tem sorte na vida. Vira herege. Eu fui batizado, mas nunca soube de nenhum caso em que a que falta de confissão fosse responsável por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje já me perguntei, amanhã sei que vou voltar a perguntar. Não tenho pressa para descobrir o que foi que aconteceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6372291003273521250?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6372291003273521250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/escrevendo-historias-da-carochinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6372291003273521250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6372291003273521250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/escrevendo-historias-da-carochinha.html' title='ESCREVENDO HISTÓRIAS DA CAROCHINHA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6305669123650248063</id><published>2009-10-05T07:38:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T10:01:06.073-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de criança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paulo mauá'/><title type='text'>Coisas de Criança</title><content type='html'>Coisas de criança&lt;br /&gt;Paulo Mauá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez a prefeitura, a praça da matriz com árvores copadas, o coreto, a escola com as crianças correndo no recreio, o pipoqueiro na esquina, a mercearia com as cores das frutas, o banco e o gerente de terno, as senhoras fofoqueiras nas janelas frente à calçada principal, o fazendeiro local e suas botas e todos os personagens de um conto da carochinha da singela vida naquela pequena cidade do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre, de barriga avantajada e calvo, após a missa do final da tarde, começa a fechar lentamente as janelas da capela quando percebe que alguém está ajoelhado no confessionário. Parece uma criança. Pára o que está fazendo e desloca-se para o local onde o pecador mirim aguarda sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde, filho.&lt;br /&gt;- Oi, padre Julião, é o Jorginho.&lt;br /&gt;- Não precisa dizer o nome, tá bom ? Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre Julio estava acostumado com a informalidade na confissão inocente das crianças constantemente perseguidas pelo sentimento de culpa implantado pelas freiras do Instituto Liceu, o único colégio da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso confessar um pecado bem grande para o senhor, Pe. Julião. Um não, vários.&lt;br /&gt;- Não consigo imaginar o seu coraçãozinho com tantos pecados, mas pode falar que estou aqui para ajudar você.&lt;br /&gt;- Tenho mania de roubar coisas dos outros.&lt;br /&gt;- Toda criança sempre pega alguma coisa aqui, ali. Isso é normal. Eu mesmo roubava galinhas do sítio vizinho para ter o que comer em casa. Mas me conta: o que você roubou ?&lt;br /&gt;- Um monte de coisas: o canivete do seu Pacheco, o catavento do Paulinho, meu amigo da escola, a caixinha de cotonete do meu irmãozinho, o cachorro do guarda da estação, a coleira do cachorro dele, até a calcinha da tia Neca, calcinha não, calçona...&lt;br /&gt;- Caramba... – exclamou o vigário tentando demonstrar surpresa e preocupação com os delitos do menino.&lt;br /&gt;- Ah, tem a cesta de carambolas, caquis e cerejas da venda da dona Mirtes, a castanhola da Juanita, o cinzeiro da pensão Paiva, o cartucho da impressora da prefeitura, na verdade, os dois cartuchos, o colar da minha avó, o curió do seu...&lt;br /&gt;- Tá bom, Jorginho. Já entendi.&lt;br /&gt;- Entendeu nada, seu padre. Eu tenho essa vontade maluca que me queima o peito e eu vou pegando tudo. Tudo não: só pego coisas que começam com a letra C.&lt;br /&gt;- Ahn... – exclamou o padre, agora realmente surpreso.&lt;br /&gt;- Isso é normal ? Eu vou pro inferno ?&lt;br /&gt;- Não sei se é normal, só sei que é pecado roubar coisas dos outros e você não vai pro inferno. Procure pensar em outras atividades que possam desviar a sua atenção dessa vontade incontrolável. Evite colocar as mãos nas coisas dos outros, qualquer coisa, começando com C, com B, não interessa a letra. O mais importante é você devolver tudo e se arrepender do que fez. Posso contar com você ?&lt;br /&gt;- Pode sim. Quantas ave-marias tenho que rezar para ficar curado ?&lt;br /&gt;- Reze 10 Ave-Marias, 5 Pai-Nossos e o ato de contrição ao final. Mas o mais importante é não fazer de novo e arrepender-se.&lt;br /&gt;- Pode deixar. O senhor vai contar para alguém o que eu fiz ?&lt;br /&gt;- De jeito nenhum, Jorginho. O que se comenta aqui, fica comigo e com Deus. Nem conte para os outros que eu roubava galinhas quando era criança, tá ?&lt;br /&gt;- Puxa, estou muito contente. Estou aliviado. Deixa eu dar um abraço no senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que Padre Júlio pudesse responder, o menino levantou rapidamente do genuflexório e entrou no confessionário dando um abraço forte naquele senhor de batina. Ah, se todos os pecados do mundo se concentrassem nesses detalhes infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fechava o restante das janelas, o padre ainda ouviu os passos fortes e ligeiros do menino indo embora. Na penumbra foi deslocando-se até o pórtico da entrada da igreja e curiosamente não encontrou as chaves dos portões no bolso da batina. Onde foi parar o molho de chaves? Atônito, vasculhou o chão próximo, correu os olhos pelo corredor central, procurou, procurou e nada. De frente para o altar, reparou que mais alguma coisa iria fazer falta na celebração do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, Jorginho abre seu baú de tesouros furtados, coloca as chaves do padre ao lado do coador de café da dona Rosinha do empório e contempla sua mais nova conquista como um troféu de ouro: o cálice da missa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6305669123650248063?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6305669123650248063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/coisas-de-crianca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6305669123650248063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6305669123650248063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/10/coisas-de-crianca.html' title='Coisas de Criança'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4802157064024073237</id><published>2009-08-26T08:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T08:17:35.406-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bate-boca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>BATE-BOCA</title><content type='html'>&lt;p&gt;Trabalho coletivo&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Monalisa,  você ficou sabendo do bate boca da Dona Ester com a vizinha dela?&lt;br /&gt;- Não, sobre o que foi?&lt;br /&gt;- Foi sobre o rendez vous da madrugada. Uma festinha particular que fizeram.&lt;br /&gt;- Desta vez não ouvi nada. Nem o bate boca, nem o rendez vous. O que elas falaram?&lt;br /&gt;- Falaram que o seu marido estava lá.&lt;br /&gt;- Impossível! Eu estava com ele assistindo televisão e... Ah! Não... Estava com seu irmão gêmeo. Sempre os confundo.&lt;br /&gt;- E agora,  o que pretende fazer?&lt;br /&gt;- Não sei, pois se for tirar satisfação com meu marido vou ter que falar o que fiz esta noite com o irmão dele. É melhor  contar para ele que o irmão estava lá. Assim ele não poderá se entregar.&lt;br /&gt;- Que rolo, menina. Você vai envolver toda a família nessa história. Vai ver você estava com o primo dos dois, isso sim. Chapada como devia estar, nem reparou que seu marido e seu cunhado tinham se mandado. Eu hein? Te vira.&lt;br /&gt;- Me virar como? O que está feito está feito  mas, pensando bem, o que os olhos não vêem o coração não sente. Acho que vou deixar tudo como está.&lt;br /&gt;- Pôxa, mas não tem como tapar o sol com a peneira. Depois do feito, certamente haverá  frutos a serem colhidos. E se não forem tão amargos, dá até para engolir, deitar e rolar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4802157064024073237?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4802157064024073237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/bate-boca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4802157064024073237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4802157064024073237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/bate-boca.html' title='BATE-BOCA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-901960091986908881</id><published>2009-08-25T10:57:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T10:58:37.872-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prémio Literário Hernâni Cidade; laboratorio do escritor'/><title type='text'>Prémio Literário Hernâni Cidade</title><content type='html'>&lt;p&gt;Modalidade:&lt;br /&gt;Conto&lt;br /&gt;Tema:&lt;br /&gt;"Por favor, parem o Universo. Quero apear-me."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGULAMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º - Podem concorrer a este prémio todas as pessoas que o desejem, desde que aceitem e cumpram o disposto neste regulamento.&lt;br /&gt;2º - Na edição de 2009 a modalidade é: Conto&lt;br /&gt;O tema é: "Por favor parem o Universo. Quero apear-me." (anónimo)&lt;br /&gt;Elabore um texto a partir da citação.&lt;br /&gt;3º - Cada participante só poderá concorrer com um único trabalho.&lt;br /&gt;4º - Desse trabalho, que não deverá exceder três páginas, serão enviados cinco exemplares em papel formato A4, dactilografados, com espaço e meio de entrelinhamento e com caracteres de tamanho 12.&lt;br /&gt;5º - O trabalho será subscrito com um pseudónimo e far-se-á acompanhar de um envelope fechado com a indicação exterior do pseudónimo e idade do concorrente. O envelope conterá obrigatoriamente a identificação do concorrente: nome completo, idade, morada com indicação do código postal e número telefónico para eventual contacto.&lt;br /&gt;6º - O trabalho poderá ser entregue:&lt;br /&gt;a) em mão na Biblioteca Municipal de Redondo&lt;br /&gt;b) pelo correio para:&lt;br /&gt;Biblioteca Municipal de Redondo&lt;br /&gt;Prémio Literário Hernâni Cidade, 2009&lt;br /&gt;Rua D. Arnilda e Eliezer Kamenezky, 43&lt;br /&gt;7170-062 Redondo&lt;br /&gt;c) por mail para &lt;a href="mailto:premiolitrariohernanicidade@gmail.com"&gt;premiolitrariohernanicidade@gmail.com&lt;/a&gt; desde que seja enviado em anexo (Word) assinado com pseudónimo e a identificação do concorrente seja enviada no mesmo mail em segundo anexo e cumpra as restantes cláusulas do regulamento.&lt;br /&gt;7º - O prazo de recepção dos trabalhos termina em 9 de Outubro de 2009, findo o qual se procederá à sua apreciação e classificação por um Júri composto por cinco elementos de reconhecida idoneidade, aos quais será vedada a participação no concurso, e de cujas decisões não haverá recurso.&lt;br /&gt;8º - Serão atribuídos:&lt;br /&gt;a) Três prémios: 1º, 2º e 3º - a que correspondem, respectivamente, as importâncias de 750, 375 e 250 Euros.&lt;br /&gt;b) Menções honrosas a outros trabalhos que se distingam em número a definir pelo Júri.&lt;br /&gt;c) Prémio Especial Juventude - para o qual só serão tidos em consideração os trabalhos dos concorrentes com idades compreendidas entre os 14 e os 20 anos inclusive.&lt;br /&gt;d) Diplomas de participação a todos os concorrentes.&lt;br /&gt;9º - O júri poderá não atribuir qualquer dos prémios desde que considere haver falta de qualidade nos trabalhos apresentados.&lt;br /&gt;10º - Os concorrentes premiados serão antecipadamente avisados dos resultados do concurso, sendo os prémios entregues em cerimónia a realizar no dia 21 de Novembro (Sábado), pelas 16 horas, no auditório do Centro Cultural de Redondo.&lt;br /&gt;11º - A entidade organizadora reserva-se o direito de utilizar os trabalhos recebidos, quer expondo-os publicamente, quer publicando-os na imprensa nacional ou regional ou ainda proceder à sua encenação e representação em tempo oportuno.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Organização:&lt;br /&gt;Município de Redondo&lt;br /&gt;Apoios:&lt;br /&gt;Junta de Freguesia de Redondo&lt;br /&gt;Adega Cooperativa de Redondo&lt;br /&gt;Millennium bcp&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-901960091986908881?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/901960091986908881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/premio-literario-hernani-cidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/901960091986908881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/901960091986908881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/premio-literario-hernani-cidade.html' title='Prémio Literário Hernâni Cidade'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-5392693151260429908</id><published>2009-08-24T09:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T09:25:28.347-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vingança da enteada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>A VINGANÇA DA ENTEADA</title><content type='html'>Ttrabalho coletivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         ─ Porque você, uma menina tão bonita, fala esses palavrões? Essa situação está me deixando tensa...&lt;br /&gt;         ─ Que se dane, Dona Tânia, liberdade não é só uma calça jeans desbotada não. Também é falar o que se quer.&lt;br /&gt;         ─ Mas é que você emprega mal os termos. Irrita-me mais a falta de concordância do que os termos chulos que você usa.&lt;br /&gt;         _  A senhora não sabe o que quer. Uma hora se queixa dos meus palavrões, depois do meu português. Que se dane a senhora!&lt;br /&gt;         ─ Muito bem, eu quero mesmo te incomodar para que você deixe a casa de seu pai, ou melhor, a minha casa.&lt;br /&gt;_     Ao contrário, quem vai sair é você. Se quiser, te ajudo a fazer as malas, afinal, 14 ligações perdidas do “macaquinho” no seu celular vão deixar papai bem contente!&lt;br /&gt;         ─ Pu-ti-nha! Você pretende contar tudo ao seu pai?&lt;br /&gt;         ─ Sim pretendo.&lt;br /&gt;         ─ Está bem. Não conte nada a ele, eu vou arrumar minhas coisas e vou embora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-5392693151260429908?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/5392693151260429908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/vinganca-da-enteada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5392693151260429908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5392693151260429908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/vinganca-da-enteada.html' title='A VINGANÇA DA ENTEADA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-1616813421074118440</id><published>2009-08-21T09:38:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T09:42:17.930-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>BATE BOCA – 1</title><content type='html'>TRABALHO COLETIVO DO LABORATÓRIO DO ESCRITOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, tá bom,  já entendi tudo. Férias conjugais, é isso que você quer? Assim será...&lt;br /&gt;- Não é bem assim, querida, mas cá entre nós, e que ninguém nos ouça, eu ando meio de saco cheio das suas manias.&lt;br /&gt;- Você está ficando muito sistemático. Não vou tolerar isto por muito tempo. Sugiro você passar uns dias na casa de sua mãe. Assim ela lava, passa e faz suas comidinhas prediletas. Para mim serão férias mais que merecidas.&lt;br /&gt;- Você não entendeu mesmo. Não quero discutir. Só quero férias conjugais. Agora.&lt;br /&gt;- Ok, então eu posso passar as minhas férias na casa do meu amigo.&lt;br /&gt;- Amsterdã sempre me pareceu um lugar ótimo para relaxar. Minha mamãe adora, querida.&lt;br /&gt;- Sua mãe é mesmo saidinha. Na idade dela deveria gostar de Caldas Novas e não Amsterdã.&lt;br /&gt;- Você está fugindo do assunto.&lt;br /&gt;- Não estou não. Se você quer ir para Amsterdã então vai. Eu vou sumir nos próximos dez dias e nos falamos na volta.&lt;br /&gt;- Então ficamos assim. Você embarca para Amsterdã e eu para Paris. Aproveito para umas comprinhas com seu cartão de crédito.&lt;br /&gt;- Ok, fechado. Nos encontramos em Londres, então. Como é mesmo o nome daquele PUB em que nos conhecemos,  meu bem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-1616813421074118440?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/1616813421074118440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/bate-boca-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1616813421074118440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1616813421074118440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/bate-boca-1.html' title='BATE BOCA – 1'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-1057271836124157171</id><published>2009-08-18T13:09:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T13:12:18.551-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antonio Taveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miserê'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>MISERÊ</title><content type='html'>Por Antonio Taveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Que miserê heim patrão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras chegaram como crítica ácida. O café da manhã para comemorar a conclusão daquela etapa da obra poderia não ter acontecido, mas achou interessante unir os operários e agradecer a todos pelo sucesso. Seria uma coisa simples: sanduíches de presunto e queijo, algumas bolachas doces e salgadas, um bolo de chocolate, sucos, leite e café, um bom cardápio para a reunião. Não achou necessário  contratar um bufê para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, sua memória o levou a um passado distante, recém chegado ao Brasil ainda menor de idade, vindo sozinho de Portugal, filho caçula de uma grande família. A vontade de ter uma vida melhor e vencer em novas terras eram seu motor propulsor. Ah..., se naquele tempo tivesse um pouquinho da fartura daquela mesa. Quantas vezes passou fome ou comeu apenas um pãozinho seco durante o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início, sem qualificação, era feito de um bico aqui, um bico ali, até conseguir uma vaga como garçom, onde o problema da comida pelo menos estava resolvido. Mas a garra e a visão estavam no seu caminho. Queria ser patrão e trabalhou para isso. E quando a oportunidade bateu à sua porta, não deixou escapar. O dono, um senhor idoso e já cansado de tanto trabalhar, lhe ofereceu a venda do restaurante em condições de pai para filho. Aceitou de imediato. E trabalhou mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma viagem ao interior, o destino lhe prepararia uma surpresa. Naquela pensão, conheceu uma jovem muito bonita. A  paixão se transformou em amor e o casamento selou essa união. As responsabilidades aumentaram e os filhos vieram. Três. Como fazer para criá-los com dignidade e boa instrução, para não passarem as agruras que ele passou no início da vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada tinha sido fácil. De restaurante para estacionamento, para outros negócios,  até entrar no ramo da construção, construindo casas, sobrados e pequenos prédios. Como dedicação e trabalho são sinônimos de sucesso, sua empresa se transformou em uma grande construtora onde emprega várias pessoas. Resumindo: numa confortável situação financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos receberam uma boa educação, se formaram e hoje caminham com as próprias pernas. Estão casados,  presentearam-no com vários netos, que ele adora e enche de mimos junto com sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num flash, tudo isso passou por sua cabeça, e pensou: - Acho que essa pessoa nunca passou necessidade na vida e não dá valor às coisas que recebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Tem razão! – respondeu - Quem sabe no final da próxima etapa, trabalhando com mais eficiência, consigamos que nosso café da manhã não seja tão misere quanto este.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-1057271836124157171?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/1057271836124157171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/misere.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1057271836124157171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1057271836124157171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/misere.html' title='MISERÊ'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-536097467352620226</id><published>2009-08-18T13:07:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T13:08:58.045-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antonio Taveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>RESSACA</title><content type='html'>Por Antonio Taveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Institutos de Meteorologia já haviam previsto: nos próximos dias haveria uma forte ressaca  nas praias de Santos e São Vicente. Que aos olhos de todos transformou-se em um magnífico espetáculo de alegria para uns e  tristeza para outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESSACA é, originalmente, o movimento anormal das &lt;a title="Onda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Onda"&gt;ondas&lt;/a&gt; do &lt;a title="Mar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar"&gt;mar&lt;/a&gt; sobre si mesmas na área de &lt;a title="Arrebentação (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Arrebenta%C3%A7%C3%A3o&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;arrebentação&lt;/a&gt;, causada por rápidas e violentas mudanças &lt;a title="Clima" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Clima"&gt;climáticas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Apesar de nossas praias estarem dentro de uma baía, a maré veio com muita força. Na Ponta da Praia, as paredes dos calçadões foram reforçadas com mais pedras e não se fez mais estragos como no passado não muito distante. Como temos uma faixa de areia muita larga, da Ponta da Praia à Praia do Itararé, as fortes ondas puderam bater à vontade, formando grandes sulcos que demoraram alguns dias para sumir, para azar dos jogadores de tamboréu e de minitênis que não tinham areia suficiente para armar suas redes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa encantadora Ilha Porchat assistiu a todo esse espetáculo com (não usar virgula entre o sujeito e o verbo, eis uma regra) visão privilegiada, do lado de São Vicente e Santos, observando surfistas que, atraídos pelas enormes ondas, desafiavam-nas com suas pranchas de vários tamanhos e seus movimentos radicais, transformando essas praias em um enorme formigueiro colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, as fortes ondas sem espaço nas areias para se espreguiçar, batiam fortemente contra o calçadão da praia do Gonzaguinha, proporcionando nuvens de espuma e fazendo correr quem por ali passava. A tristeza ficou logo mais à frente, no longo deck do pescador, que frágil perante a força das ondas, acabou destruído.  Desolados, os pescadores não acreditavam no que acontecera com seu local de diversão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-536097467352620226?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/536097467352620226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/ressaca.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/536097467352620226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/536097467352620226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/ressaca.html' title='RESSACA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-8936227145607328499</id><published>2009-08-13T13:02:00.001-07:00</published><updated>2009-08-13T13:02:36.636-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prémio Literário Paul Harris 2009'/><title type='text'>PRÉMIO LITERÁRIO PAUL HARRIS – 2009</title><content type='html'>REGULAMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rotary Club de Faro instituiu o Prémio Literário Paul Harris, a conceder anualmente, e tem por objectivo homenagear o criador de Rotary International (o maior movimento não governamental do mundo), em Chicago, em 1905, e também incentivar a produção literária, contribuindo assim para a defesa e enriquecimento da Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ao Prémio Literário Paul Harris podem concorrer obras inéditas e obrigatoriamente escritas em língua portuguesa, desde que os autores não pertençam à organização do concurso nem ao seu júri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O Prémio é atribuído no género Narrativa (romance, novela ou colectânea de contos), sendo o seu valor de 1.500 € (mil e quinhentos euros), utilizado na edição da obra, valor que integra os direitos de autor correspondentes à primeira edição da respectiva obra, que será da responsabilidade do Rotary Club de Faro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1. O autor terá direito a 50 exemplares da obra, podendo, se o desejar, adquirir mais exemplares, junto da editora, com 40% de desconto sobre o preço de capa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.2. Quando esgotada esta edição, o autor é livre de fazer outras por sua conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.3. Aos autores premiados, seja em que modalidade for, não poderão ser atribuídos novos prémios, sem que tenha decorrido um intervalo de 5 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.4. O Prémio não poderá ser atribuído “ex-aequo”, mas pode haver Menções Honrosas, recebendo os respectivos autores um diploma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. De cada obra os concorrentes enviarão 4 (quatro) exemplares, em formato A4, margens superior, inferior, esquerda e direita de 2,5 cm, e tipo dos caracteres em «Times New Romam-12», a espaço e meio, com um mínimo de 200.000 e o máximo de 300.000 caracteres (incluindo espaços), com as folhas ligadas entre si, de forma permanente, com o número de página e o pseudónimo na parte superior direita de cada uma e com uma capa onde conste unicamente o pseudónimo e o título da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1. Quando um concorrente apresente mais que um trabalho, deverá entregá-los ou remetê-los em separado, subscritos por pseudónimos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.2. Os trabalhos serão acompanhados de um envelope lacrado (ou com fita gomada), opaco, com a identificação do autor no interior (nome completo, nome artístico – facultativo, – morada, telefone e e-mail - se tiver), e, no exterior, o pseudónimo e o título da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.3. Os trabalhos serão obrigatoriamente enviados pelo correio, até ao dia 21 de Agosto de 2009 (data dos Correios), para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prémio Literário Paul Harris – 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-8936227145607328499?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/8936227145607328499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/premio-literario-paul-harris-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8936227145607328499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8936227145607328499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/premio-literario-paul-harris-2009.html' title='PRÉMIO LITERÁRIO PAUL HARRIS – 2009'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2857017167344515345</id><published>2009-08-12T14:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T14:56:57.363-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VIII Concurso Literário Faccat'/><title type='text'>VIII Concurso Literário Faccat</title><content type='html'>&lt;p&gt;VIII CONCURSO LITERÁRIO FACCAT - JORNAL PANORAMA - CONTOS, CRÔNICAS E POEMAS 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEMA: SUSPENSE, TERROR, MISTÉRIO, ASSOMBRAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, estão sendo comemorados os 200 anos do nascimento de Edgar Allan Poe. A obra&lt;br /&gt;desse poeta, contista e crítico segue conquistando leitores, inspirando escritores, cineastas e outros artistas, instigando psicólogos e teóricos literários com os mistérios de sua escrita e de sua vida, de seu gênio, de seus textos extravagantes – muitos dos quais impregnados de uma atmosfera sobrenatural jamais igualada. Sua obra destaca acontecimentos e imagens que arrepiam até hoje, em histórias classificadas como de mistério, de horror, sobrenatural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenageando os duzentos anos de tão influente escritor, o Concurso Literário FACCAT/Jornal Panorama deste ano adota como tema o outro lado da realidade, o lado que normalmente não enxergamos, a porta que tememos abrir, o que chamamos de irracional, de inexplicável, de extraordinário. Escreva seu texto fantástico, fictício ou verídico! Arrepie-nos, tire-nos o sono com as coisas perturbadoras que habitam as profundezas humanas e as outras realidades, os mundos alternativos que convivem com o nosso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGULAMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Das inscrições&lt;br /&gt;1.1 O Concurso poderá ter a participação de todo o país e também do exterior com trabalhos em&lt;br /&gt;língua portuguesa.&lt;br /&gt;1.2 A participação poderá ser apenas individual.&lt;br /&gt;1.3 Os inscritos poderão participar nas modalidades conto, crônica e poema.&lt;br /&gt;1.4 Será permitida a participação simultânea em mais de uma modalidade, com apenas um texto por modalidade.&lt;br /&gt;1.5 Os trabalhos inscritos deverão ser inéditos, entendendo-se como tal o texto não impresso (em livros, revistas, etc.) nem divulgado por meios de comunicação.&lt;br /&gt;1.6 Os vencedores do Concurso de 2008 não poderão participar no ano de 2009 na mesma categoria em que foram premiados.&lt;br /&gt;1.7 Os trabalhos deverão ser apresentados digitados (espaço 1,5) ou datilografados (espaço 2), letra 12, em quatro vias, não devendo ultrapassar duas páginas tamanho ofício (margens de 3cm).&lt;br /&gt;1.8 Os trabalhos datilografados ou digitados deverão ser encaminhados em 4 (quatro) vias,&lt;br /&gt;colocadas em um envelope, no qual deverá constar apenas o pseudônimo do autor e a&lt;br /&gt;modalidade escolhida.&lt;br /&gt;No interior desse envelope, também deverá ser colocado outro envelope (menor), contendo:&lt;br /&gt;Na parte externa: Pseudônimo; Modalidade.&lt;br /&gt;No interior: Pseudônimo; Nome completo: Idade; Endereço; Telefone.&lt;br /&gt;1.9 As inscrições dos interessados deverão ser feitas até o dia 22 de agosto de 2009, com a entrega dos trabalhos no Protocolo da FACCAT ou no Jornal Panorama, ou enviados aos seguintes endereços (valendo, para aceitação, a data de chegada ao destino – até 22 de agosto):&lt;br /&gt; Faccat – Faculdades Integradas de Taquara (Curso de Letras), Av. Oscar Martins Rangel,&lt;br /&gt;4500 - Campus FACCAT, Taquara/RS, CEP 95600-000, ou&lt;br /&gt; Jornal Panorama, Rua Rio Branco, nº 1006 – CEP: 95600-000 - Taquara-RS.&lt;br /&gt;2 Da avaliação e escolha dos trabalhos&lt;br /&gt;2.1 A avaliação dos trabalhos será feita em duas etapas:&lt;br /&gt;2.1.1 A seleção inicial dos melhores trabalhos será feita por professores de Língua Portuguesa e&lt;br /&gt;Literatura que levarão em conta: criatividade, coerência ao tema escolhido, estrutura do texto,&lt;br /&gt;adequação de linguagem e correção gramatical.&lt;br /&gt;2.1.2 Após essa primeira etapa, os trabalhos serão encaminhados à Comissão Julgadora Final,&lt;br /&gt;formada por vencedores dos concursos anteriores, professores de Literatura da FACCAT e&lt;br /&gt;representantes dos alunos do Curso de Letras e do Jornal Panorama, que apontarão os&lt;br /&gt;melhores de cada modalidade, bem como o melhor texto entre os autores residentes na&lt;br /&gt;região do Vale do Paranhana.&lt;br /&gt;2.2 Não poderão participar pessoas que exerçam atividade remunerada junto ao Curso de Letras&lt;br /&gt;da Faccat, Jornal Panorama e Fábio Brack Advogados Associados, nem seus cônjuges, pais,&lt;br /&gt;filhos, irmãos.&lt;br /&gt;2.3 Os Prêmios Especiais Jornal Panorama serão atribuídos ao 1º e 2º melhores textos de&lt;br /&gt;autores de residência comprovada na região do Vale do Paranhana — municípios de&lt;br /&gt;Taquara, Parobé, Igrejinha, Três Coroas, Rolante e Riozinho.&lt;br /&gt;3 Da premiação&lt;br /&gt;3.1 Serão premiados os nove (9) melhores textos do Concurso, independente da categoria em que estejam concorrendo. Os nove textos vencedores serão publicados no Jornal Panorama, e&lt;br /&gt;anunciados em sessão solene dia 13/10/2009, às 19h30min, no auditório da FACCAT, quando&lt;br /&gt;receberão a premiação.&lt;br /&gt;3.2 Os textos vencedores receberão prêmios no valor de:&lt;br /&gt;3.2.1 R$ 900,00 (novecentos reais) para o primeiro lugar.&lt;br /&gt;3.2.2 R$ 700,00 (setecentos reais) para o segundo lugar.&lt;br /&gt;3.2.3 R$ 500,00 (quinhentos reais) para o terceiro lugar.&lt;br /&gt;3.3.4 R$ 200,00 (duzentos reais) para os colocados de quarto a nono lugares&lt;br /&gt;3.3 Prêmio especial Jornal Panorama&lt;br /&gt;3.3.1 R$ 600,00 (seiscentos reais) para o 1º colocado do Vale do Paranhana.&lt;br /&gt;3.3.2 R$ 400,00 (quatrocentos reais) para o 2º colocado do Vale do Paranhana.&lt;br /&gt;4 Das disposições gerais&lt;br /&gt;4.1 Os trabalhos não serão devolvidos.&lt;br /&gt;4.2 Com sua participação no concurso, obrigam-se os autores a permitir a divulgação e impressão&lt;br /&gt;dos trabalhos sem ônus para os promotores do evento.&lt;br /&gt;4.3 Os casos omissos do presente regulamento serão resolvidos pela Coordenação do evento.&lt;br /&gt;Taquara, junho de 2009.&lt;br /&gt;Inge Dienstmann Liane Filomena Muller&lt;br /&gt;Jornal Panorama Coordenadora do Curso de Letras da Faccat&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2857017167344515345?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2857017167344515345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/viii-concurso-literario-faccat.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2857017167344515345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2857017167344515345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/viii-concurso-literario-faccat.html' title='VIII Concurso Literário Faccat'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4895279194423372278</id><published>2009-08-12T14:54:00.003-07:00</published><updated>2009-08-12T14:54:46.709-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fundação Cultural de Ituiutaba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='19º Concurso de Contos Luiz Vilela'/><title type='text'>19º Concurso de Contos Luiz Vilela</title><content type='html'>19º Concurso de Contos Luiz Vilela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Concurso de Contos Luiz Vilela, que homenageia com seu nome o escritor Luiz Vilela, nascido em Ituiutaba e aqui atualmente residindo, autor de vários livros, entre os quais “Tremor de Terra”, de contos, seu livro de estreia, e “Perdição”, romance, a ser em breve lançado, é uma promoção anual da Fundação Cultural de Ituiutaba, com o patrocínio da Prefeitura. Destinado a estimular a criação do conto e aberto a todos os escritores brasileiros, sejam eles inéditos ou já publicados, iniciantes ou já consagrados, o Concurso de Contos Luiz Vilela, prestes a chegar à sua 20.ª edição, é hoje, pelo valor de seu prêmio, pela qualidade de suas comissões julgadoras e pelo prestígio que confere aos seus ganhadores, o mais conhecido e disputado concurso de contos do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regulamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A Fundação Cultural de Ituiutaba promove o 19.º Concurso de Contos Luiz Vilela.&lt;br /&gt;2 - Do concurso poderão participar brasileiros residentes em qualquer estado da federação ou no exterior.&lt;br /&gt;3 - A participação do concurso implicará na concordância automática do participante com todas as cláusulas deste regulamento.&lt;br /&gt;4 - Os contos deverão ser rigorosamente inéditos.&lt;br /&gt;5 - Cada pessoa poderá participar com quantos contos quiser, e não há para os contos limite de páginas nem quaisquer restrições de forma e conteúdo.&lt;br /&gt;6 - É obrigatório o uso de pseudônimo, que será posto logo abaixo do título do conto e, com o título, repetido na parte externa de um envelope que acompanhará o conto e que deverá vir lacrado, trazendo em seu interior o nome do autor, endereço, e-mail, telefone e dados biográficos.&lt;br /&gt;7 - Os contos deverão ser apresentados em quatro vias e digitados em corpo 13.&lt;br /&gt;8 - O prazo para as inscrições termina, impreterivelmente, em 31 de agosto de 2009, valendo a data do carimbo do correio.&lt;br /&gt;9 - Os contos deverão ser enviados para:&lt;br /&gt;Fundação Cultural de ItuiutabaRua 20, n.° 1871Ituiutaba, MG38300-074&lt;br /&gt;10 - Para julgar os contos, será formada, pela Fundação Cultural de Ituiutaba, uma comissão de três membros, escolhidos entre pessoas de notória competência na matéria.&lt;br /&gt;11 - Ao autor do melhor conto será dado um prêmio, indivisível, em moeda corrente, no valor de R$ 5.000,00, importância da qual, em conformidade com a lei, será retido o percentual do Imposto de Renda.&lt;br /&gt;12 - Além do conto premiado, nove outros serão selecionados, sem ordem de classificação, pela comissão julgadora, para, juntamente com o premiado, constituírem um livro.&lt;br /&gt;13 - O livro com o conto premiado e os selecionados será publicado pela Fundação Cultural de Ituiutaba, no primeiro semestre de 2010, numa edição de 1.000 exemplares, com distribuição gratuita e da qual caberão a cada um dos autores e dos membros da comissão julgadora 10 exemplares.&lt;br /&gt;14 - De cada autor não poderá figurar no livro mais que um conto.&lt;br /&gt;15 - O resultado do concurso sairá em 1.º de dezembro de 2009 e estará, a partir desta data, disponível no site da Fundação Cultural de Ituiutaba, &lt;a href="http://www.fculturalitba.com.br/"&gt;www.fculturalitba.com.br&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;16 - A entrega do prêmio ocorrerá no dia 11 de dezembro de 2009, na sede da Fundação Cultural de Ituiutaba, devendo o ganhador vir, por sua conta, recebê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;17 - Não haverá, em nenhuma hipótese, devolução dos contos concorrentes, os quais, findo o concurso, e com a óbvia exceção do conto premiado e dos contos selecionados, serão incinerados, juntamente com os envelopes de identificação.&lt;br /&gt;18 - Poderá a comissão julgadora deixar de dar o prêmio se achar que a ele nenhum dos contos faz jus, e, neste caso, não haverá também a seleção dos nove contos e a publicação do livro.&lt;br /&gt;19 - As decisões da comissão julgadora são irrecorríveis.&lt;br /&gt;20 - Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela Fundação Cultural de Ituiutaba.&lt;br /&gt;Ituiutaba, 1.° de janeiro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4895279194423372278?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4895279194423372278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/19-concurso-de-contos-luiz-vilela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4895279194423372278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4895279194423372278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/19-concurso-de-contos-luiz-vilela.html' title='19º Concurso de Contos Luiz Vilela'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-791700797255182877</id><published>2009-08-12T14:51:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T14:52:37.645-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='michael jackson infância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ana lucia dos santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>M. JACKSON - INFÂNCIA INTERROMPIDA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Ana Lucia dos Santos&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É estranho como gostamos de prodígios, principalmente quando são crianças. Por mais que venha uma leve crítica à situação deles, ficamos encantados, nos remetemos às nossas infâncias, aos nossos sonhos perdidos, para nós ou para as nossas crianças próximas. Esses fenômenos mirins nos tomam de ternura, entram em nossas casas, passam a ser nossos também.&lt;br /&gt;Raramente pensamos no que estaria acontecendo com aquelas pequenas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o sentimento que Michael Jackson sempre me inspirou. A imagem da criança prodígio, linda, que naturalmente foi crescendo, transformando sua beleza.  Somente há alguns anos atrás, quando assistia a um vídeo antigo em que ele cantava “Ben”, me perguntei, em voz alta: - O que fizeram com aquela criança que falava com um ratinho? O que foi feito daquele menino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, a vida já insinuava a resposta, agora mostra mais claramente. Foi uma criança interrompida, inacabada, impedida de viver a infância. E isso dói, aperta o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos a vida dos prodígios mirins que invadem as nossas casas. Da mesma forma vivemos sua morte, que também invade de forma avassaladora todas as nossas casas, as concretas e as do coração. É impossível ficarmos indiferentes, não chorarmos. Aprendemos a amar o menino que foi crescendo só no corpo. Que foi se transformando em algo racionalmente inexplicável - e nem queríamos explicações. O que queríamos era continuar a amar o que ele fazia, e continuamos. Chegamos ao êxtase com a beleza musical, a estética da dança, a alegria que produzia, a solidariedade que nutria pelas crianças do mundo, seu esforço para diminuir o sofrimento delas arrecadando dinheiro, esforço que aos meus olhos o redimia de suas excentricidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro pela criança que ele não conseguiu ser, choro por nossa alegria e deleite com alguém que sofria. Choro pelo nosso afã por um glamour que tanto alimentou a mídia. Entristeço pela nossa frágil condição humana que precisa ter e ver gente se destroçando para ter um pouco de felicidade. Penitencio-me na minha condição humana. Peço perdão. Um beijo pra você,  Michael criança! Que felizes sonhos infantis o acompanhem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-791700797255182877?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/791700797255182877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/m-jackson-infancia-interrompida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/791700797255182877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/791700797255182877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/08/m-jackson-infancia-interrompida.html' title='M. JACKSON - INFÂNCIA INTERROMPIDA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6371116366673769455</id><published>2009-07-07T20:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T20:21:27.899-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='realejo livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Continuidade do Laboratório do Escritor</title><content type='html'>Parceiros queridos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme entendimentos que vimos mantendo nos nossos encontros, encaminhei à REALEJO LIVROS proposta  dando continuidade ao LABORATÓRIO DO ESCRITOR, agora em Módulo Avançado,  para quem já participou das nossas oficinas literárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa idéia é recordar o programa trabalhado e incentivar vocês a apostar em projetos mais ambiciosos de escrita que podem resultar na publicação de livros individuais ou coletâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa sugestão para o LABORATÓRIO DO ESCRITOR – MÓDULO AVANÇADO  é a que segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÚBLICO ALVO&lt;br /&gt;Grupo que já participou do LABORATÓRIO DO ESCRITOR e um ou outro aluno das oficinas  anteriores que tenham objetivos comuns.&lt;br /&gt;FORMATO DAS AULAS&lt;br /&gt;·      Número máximo de vagas: 12.&lt;br /&gt;·      Teremos  oito  aulas, conservando o mesmo horário do curso anterior - sábados das 15 às 17 horas.  Datas: 08, 15, 22 e 29 de agosto e 05, 12, 19 e 26 de setembro.    &lt;br /&gt;·      As aulas serão eminentemente práticas e além dos  exercícios de sensibilização individuais e em grupo, realizaremos atividades individuais de produção escrita.&lt;br /&gt;·      Os  trabalhos produzidos serão analisados em conjunto e receberão criticas do orientador e sugestões do grupo.&lt;br /&gt;·       Os  melhores trabalhos semanais   ficarão á disposição para leitura no blog da Realejo, que deverá se constituir em um apoio para nosso trabalho. &lt;br /&gt;COMO TRABALHAREMOS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·         Observando como se dá o processo de criação de uma obra literária atraente;&lt;br /&gt;·                    Incrementando um interesse especial pela literatura e pela construção de textos literários e explorando suas possibilidades criativas;&lt;br /&gt;·                   Mostrando a importância de ler por prazer, dos autores clássicos aos contemporâneos:&lt;br /&gt;·                   Demonstrando que escrever é um processo, uma técnica que envolve treinamento;&lt;br /&gt;·                   Mostrando a  importância de escrever e reescrever, de dar descanso aos textos; &lt;br /&gt;·                   Discernindo gêneros literários -  crônica, conto, novela, romance, biografia – e orientando a produção de trabalhos dentro dessas características;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Espero por vocês. Grande abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliana Pace&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6371116366673769455?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6371116366673769455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/07/continuidade-do-laboratorio-do-escritor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6371116366673769455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6371116366673769455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/07/continuidade-do-laboratorio-do-escritor.html' title='Continuidade do Laboratório do Escritor'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-3551378295618590282</id><published>2009-07-07T20:19:00.001-07:00</published><updated>2009-07-07T20:20:37.514-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pinóquio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gepeto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fabiana Prando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>PINÓQUIO ÀS AVESSAS</title><content type='html'>Fabiana Prando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava sonolenta no banco do passageiro do carro quando ouvi a notícia da morte súbita do ídolo pop. Michael Jackson, morto!? Sonho? Brincadeira? Sensacionalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade...Uma enxurrada de imagens, depoimentos e especulações desaba ao som de inesquecíveis canções... Gênio ou monstro? Qual o veredito final?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho os olhos para o espetáculo e escuto um acorde há muito guardado em mim: “We are the world, we are the children...” Penso nas crianças, não naquelas das manchetes, envolvidas em suspeitas e indenizações, mas na criança que ele não foi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menino sem tempo para meninices, brilho lapidado à exaustão. Na Terra do Nunca,  a inspiração para viver uma infância sem fim. E a vida, surpreendendo a ficção, transformou o ideal de Peter Pan num Pinóquio invertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sonho de Gepetto, o boneco de madeira virou menino de verdade. Da  ambição de Joseph Jackson,  o menino de verdade virou um boneco... Assistimos à morte em vida, ao talento ofuscado pelo bizarro. O humano pereceu... Uma história sem final feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me rendo ao pessimismo, sou incapaz de matar a esperança que impulsiona meu ser. Escrevo para acender naquele que lê a chama da indignação, para que a história não se repita, para que não nos esqueçamos de quem realmente somos: humanos para sempre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-3551378295618590282?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/3551378295618590282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/07/pinoquio-as-avessas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3551378295618590282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3551378295618590282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/07/pinoquio-as-avessas.html' title='PINÓQUIO ÀS AVESSAS'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-3112730804033034825</id><published>2009-07-07T14:42:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T14:43:21.654-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O ESTRANHO CASO DA PAÇOCA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fabiana Prando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>O ESTRANHO CASO DA PAÇOCA</title><content type='html'>Fabiana Prando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente não imagina&lt;br /&gt;quanta história cabe escondida&lt;br /&gt;no interior de uma paçoquinha...&lt;br /&gt;Seja ela redonda ou até mesmo quadradinha,&lt;br /&gt;o fato é que todas guardam um segredo,&lt;br /&gt;um mexerico, uma fofoquinha...&lt;br /&gt;O que vou contar há muito tempo aconteceu&lt;br /&gt; o caso se passou&lt;br /&gt;com o primo do vizinho de um amigo meu:&lt;br /&gt; João Calixto de Oliveira Brito dos Santos Abreu.&lt;br /&gt;Pelo tamanho do nome já revelo a distinção.&lt;br /&gt;A família do moço era fina, gente de tradição.&lt;br /&gt;Seus parentes mais distantes chegaram ao Brasil com a corte de D. João.&lt;br /&gt;Vamos aos fatos, é finda a introdução.&lt;br /&gt;Se me demoro dando voltas, o leitor perde a atenção. &lt;br /&gt;E sem leitor não existe vida, a palavra jaz escrita...&lt;br /&gt;Prossigamos, meus amigos, que a história é bem bonita!&lt;br /&gt;João entrara na mocidade e nutria um amor desmedido pela Maroca, filha mais nova do prefeito da cidade.&lt;br /&gt;Apesar da nobre origem, ora veja,&lt;br /&gt;vendia doces num carrinho, na pracinha da igreja.&lt;br /&gt;“Joca do doce” era conhecido por toda a redondeza.&lt;br /&gt;E adivinhe só quem era a sua melhor freguesa?&lt;br /&gt;Não, não era a Maroca, era a Dona Teresa.&lt;br /&gt;A bela viúva comprava todos os dias, não vivia sem sobremesa.&lt;br /&gt;De amarga já basta a vida, disso eu tenho certeza!&lt;br /&gt;Repetia o seu bordão enquanto abastecia a farta cesta com&lt;br /&gt;quindim&lt;br /&gt;olho de sogra&lt;br /&gt;pé-de-moleque&lt;br /&gt;brigadeiro&lt;br /&gt;arroz doce&lt;br /&gt;canjiquinha&lt;br /&gt;torta de morango&lt;br /&gt;maria-mole&lt;br /&gt;E um regalo para a afilhadinha,&lt;br /&gt;seu doce favorito, paçoquinha!&lt;br /&gt;E o nome da afilhada quero ver quem adivinha!&lt;br /&gt;Maria Carolina Loureiro Barbosa, para a dinda, Maroquinha.&lt;br /&gt;Teresa tinha a menina como uma filha de hora tardia,&lt;br /&gt;era excessiva em seus carinhos e a mimava todos os dias.&lt;br /&gt;Gulosa por natureza, tal qual a bruxa de João e Maria,&lt;br /&gt;a menina para ela era um quitute.&lt;br /&gt;Divertia-se beliscando suas bochechas e fazendo cóceguinhas, chamava-a de Maroca paçoca, Maroquinha paçoquinha!&lt;br /&gt;E para selar o encontro da menina com o doce de amendoim,&lt;br /&gt;inventou um ritual, uma tradição pra não ter mais fim.&lt;br /&gt;Todos os dias às cinco horas, na janela do quarto da Maroca, depositava um pequeno pacote, com um lacinho vermelho de fora e, surpresa, paçoca.&lt;br /&gt;E assim, bem cultivado, cresceu o amor da garotinha pela madrinha e pelo doce enviado.&lt;br /&gt;Dezessete anos da diurna tradição criaram uma novidade,&lt;br /&gt;mais que preferência, uma necessidade...&lt;br /&gt;Paçoca era o doce de estimação da menina.&lt;br /&gt;O doceiro Joca queria um lugar no coração de Maroca,&lt;br /&gt;não se importava em dividir o espaço com o amor pela paçoca.&lt;br /&gt;De repente, pronto!&lt;br /&gt;Eureka, saída encontrada!&lt;br /&gt;A delícia de amendoim seria sua aliada!&lt;br /&gt;Num papelzinho de seda as palavras foram desenhadas:&lt;br /&gt;“Mais doce que a paçoquinha são os beijos&lt;br /&gt;de quem muito te admira,&lt;br /&gt;adivinha!!!”&lt;br /&gt;Deitados os versinhos no papel, embrulhou a iguaria e esperando a freguesa fiel, os minutos pareciam horas.&lt;br /&gt;Esperar, ofício cruel...&lt;br /&gt;Dona Teresa chega afinal,&lt;br /&gt;acompanhada por duas amigas,&lt;br /&gt;parece mais faminta que o normal.&lt;br /&gt;Com olhos apetitosos abarrota sua cesta com as guloseimas do carrinho e Joca, todo contente, vai fazendo os pacotinhos.&lt;br /&gt;Não esqueça Dona Teresa,&lt;br /&gt;da paçoca da sua afilhada!&lt;br /&gt;Lembrou o rapaz como quem não quer nada.&lt;br /&gt;Quanta gentileza,&lt;br /&gt;eu não ia esquecer,&lt;br /&gt;com toda a certeza!&lt;br /&gt;Hoje estou com um apetite de primeira grandeza!!!&lt;br /&gt;Assim que a freguesa partiu,&lt;br /&gt;Joca encerrou as atividades e correu para sua casa a fim de arrematar a sua engenhosidade.&lt;br /&gt;Banho tomado, todo perfumado, estava um pão, como se falava então.&lt;br /&gt;Ficou espreitando embaixo da janela da amada,&lt;br /&gt;sonhava que ela,&lt;br /&gt;tendo lido o bilhetinho,&lt;br /&gt;procuraria o autor apaixonado.&lt;br /&gt;Que nada, nem sinal da Maroquinha,&lt;br /&gt;mas quem é essa que na direção dele caminha?&lt;br /&gt;Maroca não é com certeza,&lt;br /&gt;rebolativa se aproxima a dama,&lt;br /&gt;vestida de vermelho e preto,&lt;br /&gt;os braços longos se enlaçam no pescoço do rapaz.&lt;br /&gt;Dona Teresa, disse espantado.&lt;br /&gt; Sou eu mesma, e quem mais?&lt;br /&gt;Vim beber seus beijos açucarados!&lt;br /&gt;Não teve tempo de reagir, ficou ali, paralisado... Caiu na teia da viúva, foi devorado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-3112730804033034825?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/3112730804033034825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/07/o-estranho-caso-da-pacoca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3112730804033034825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3112730804033034825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/07/o-estranho-caso-da-pacoca.html' title='O ESTRANHO CASO DA PAÇOCA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-69867756153515186</id><published>2009-07-06T13:21:00.001-07:00</published><updated>2009-07-06T13:21:46.079-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PRÊMIO JOÃO-DE-BARRO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONCURSO NACIONAL DE LITERATURA'/><title type='text'>CONCURSO NACIONAL DE LITERATURA</title><content type='html'>REGULAMENTO DO CONCURSO NACIONAL DE LITERATURA&lt;br /&gt;PRÊMIO JOÃO-DE-BARRO- CATEGORIA INFANTIL - 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Município de Belo Horizonte, por intermédio da Fundação Municipal de Cultura, torna pública, para conhecimento dos interessados, a abertura das inscrições para o Concurso Nacional de Literatura Prêmio João-de-Barro, Categoria Infantil - 2009, nos seguintes termos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - DO OBJETIVO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Concurso Nacional de Literatura Prêmio João-de-Barro- 2009, instituído pelo Decreto n° 2.613/74, promovido pelo Município de Belo Horizonte e coordenado pela Fundação Municipal de Cultura, tem como finalidade distinguir obras inéditas, em Língua Portuguesa, de autores brasileiros natos ou naturalizados, na categoria Literatura Infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - DA CATEGORIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1 - Categoria Infantil: destinadas ao público infantil (crianças até 12 anos).&lt;br /&gt;2.2 - O gênero literário e a temática são livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - DOS CONCORRENTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1 - Poderão participar autores brasileiros, natos ou naturalizados;&lt;br /&gt;3.2 - É vedada a participação de funcionários vinculados à Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, bem como de cônjuges, companheiros e parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, até 3º grau.&lt;br /&gt;3.3 - Poderão participar autores menores de 18 (dezoito) anos, desde que emancipados na forma da lei, ou que obtenham uma declaração dos pais ou responsável legal autorizando a sua participação, conforme modelo deste Regulamento constante do Anexo III deste Decreto.&lt;br /&gt;3.4 - É vedada a participação de autores que tenham sido premiados em uma das duas últimas edições deste Concurso na mesma categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - DAS INSCRIÇÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.1 - As inscrições são gratuitas e estarão abertas no período de 24 de junho a 07 de agosto de 2009, de segunda à sexta-feira, exceto feriados, no horário das 9hs às 17hs. Poderão ser protocolizadas diretamente na sede da Fundação Municipal de Cultura - Rua Sapucaí, n° 571, Bairro Floresta, CEP 30.150-050, Belo Horizonte, Minas Gerais, ou enviadas via sedex, ou similar, ou com aviso de recebimento/AR, ao endereço acima especificado.&lt;br /&gt;4.2 - Só serão aceitas as obras postadas até o último dia do prazo previsto no item 4.1 deste Regulamento, valendo como comprovante o carimbo da agência postal expedidora.&lt;br /&gt;4.3 - A Comissão Organizadora do Concurso não retirará originais em agências dos correios, transportadoras ou similares.&lt;br /&gt;4.4 - O ato de inscrição no Concurso implica a plena autorização, por parte do autor, para publicação das obras pela Fundação Municipal de Cultura, caso ela seja a vencedora de sua categoria, sendo indevido qualquer pagamento ao autor, salvo a premiação prevista no item 12 deste Regulamento.&lt;br /&gt;4.5 - O ato de inscrição no Concurso implica a plena autorização dos autores das obras vencedoras e das Menções Honrosas para leitura das obras nas unidades da Fundação Municipal de Cultura, sendo indevido qualquer pagamento ao autor, salvo a premiação prevista no item 12 deste Regulamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - DAS OBRAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.1 - As obras devem ser inéditas e escritas em Língua Portuguesa, ficando automaticamente eliminadas, em qualquer etapa do Concurso, aquelas já publicadas de forma impressa ou virtual, no todo ou em parte, ou divulgadas por qualquer meio de comunicação.&lt;br /&gt;5.2 - As obras deverão ser enviadas em 3 (três) vias, de igual teor e forma, encadernadas em espiral e com capa plástica, separadamente. Não serão aceitos originais grampeados, com folhas soltas ou outras formas de encadernação.&lt;br /&gt;5.3 - As obras deverão conter, na folha de rosto, o nome do Concurso, a categoria, o título da obra e o pseudônimo do autor.&lt;br /&gt;5.4 - As obras deverão ser encaminhadas sob pseudônimo, não podendo conter nos originais nada que identifique o autor.&lt;br /&gt;5.5 - Ficam vedados os agradecimentos, dedicatórias e ilustrações na folha de rosto, no corpo da obra e na capa.&lt;br /&gt;5.6 - As páginas referentes ao corpo da obra deverão ser sequencialmente numeradas.&lt;br /&gt;5.7 - Não serão considerados, para efeito de numeração, a folha de rosto, índices, citações e títulos.&lt;br /&gt;5.8 - As obras deverão ser datilografadas ou digitadas em corpo 12, fonte arial, espaço simples, em papel tamanho A4 e em apenas uma das faces da folha.&lt;br /&gt;5.9 - Não há limite mínimo ou máximo quanto ao número de páginas da obra.&lt;br /&gt;5.10 - Os autores poderão inscrever mais de uma obra, desde que utilizem pseudônimos diferentes, sob pena de desclassificação.&lt;br /&gt;5.11 - Serão consideradas inabilitadas obras produzidas por mais de um autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - DOS ENVELOPES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.1 - Para efeito de inscrição, os interessados deverão encaminhar, em um único envelope fechado, as 3 (três) vias dos originais da obra e anexar um envelope lacrado, menor, de identificação do autor.&lt;br /&gt;6.2 - O envelope menor, lacrado, deverá conter internamente a ficha de identificação do autor, conforme modelo constante no Anexo II deste Decreto. No caso de autor menor de 18 anos, deverá conter a autorização dos pais ou responsável legal, conforme Anexo III deste Decreto.&lt;br /&gt;6.2.1 - A ficha de identificação do autor e a autorização dos pais ou responsável legal deverão estar devidamente preenchidas e assinadas.&lt;br /&gt;6.3 - Recomenda-se que o envelope lacrado, contendo a ficha de identificação do autor e a autorização dos pais ou responsável legal, esteja grampeado na capa plástica de uma das vias das obras.&lt;br /&gt;6.4 – No envelope mencionado no item 6.1 deste Regulamento deverá constar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Destinatário:&lt;br /&gt;Comissão Organizadora dos Concursos Literários&lt;br /&gt;Fundação Municipal de Cultura&lt;br /&gt;Rua Sapucaí nº 571, Bairro Floresta&lt;br /&gt;CEP: 30.150-050 - Belo Horizonte/MG&lt;br /&gt;Concurso Nacional de Literatura Prêmio João-de-Barro- 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Categoria:____________________________&lt;br /&gt;Título da Obra: ________________________&lt;br /&gt;Pseudônimo do Autor: _________________&lt;br /&gt;O concorrente deverá utilizar como remetente o pseudônimo do autor da obra.&lt;br /&gt;6.5 - No envelope mencionado no item 6.2 deste Regulamento deverá constar:&lt;br /&gt;Concurso Nacional de Literatura Prêmio João-de-Barro - 2009&lt;br /&gt;Categoria: __________________________&lt;br /&gt;Título da Obra: ______________________&lt;br /&gt;Pseudônimo do Autor: ________________&lt;br /&gt;6.6 – No lado externo dos envelopes, não deverá conter nada que identifique o autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - DA SELEÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.1 - O processo de seleção será realizado em 4 (quatro) etapas:&lt;br /&gt;7.2 - A primeira etapa consiste na conferência da documentação recebida e do atendimento às exigências deste Regulamento.&lt;br /&gt;7.2.1 - As obras que estiverem em conformidade com os itens deste Regulamento serão habilitadas. As demais serão inabilitadas.&lt;br /&gt;7.3 - A segunda etapa consiste na avaliação, pelos jurados da Comissão Adulta – (júri técnico), do conteúdo de todas as obras habilitadas na primeira etapa.&lt;br /&gt;7.4 - Na terceira etapa, a Comissão Adulta (júri técnico) selecionará 10 (dez) obras e, entre estas, indicará a vencedora e duas Menções Honrosas, conforme seu julgamento, mantendo esta informação sob sigilo até o término da fase de julgamento pela Comissão Infantil.&lt;br /&gt;7.4.1 – As 10 (dez) obras selecionadas pela Comissão Adulta serão encaminhadas para a Comissão Infantil para avaliação.&lt;br /&gt;7.5 – Na quarta etapa, caberá à Comissão Infantil indicar a obra vencedora e duas Menções Honrosas, conforme seu julgamento.&lt;br /&gt;7.5.1 - Na quarta etapa, serão observadas, pela Comissão Organizadora dos Concursos Literários, todas as exigências deste Regulamento para aclamação das obras vencedoras e das Menções Honrosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - DAS COMISSÕES JULGADORAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.1 - O julgamento será realizado por 2 (duas) Comissões Julgadoras, sendo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) uma Comissão Adulta (júri técnico), composta por 3 (três) especialistas em Literatura Infantil, indicados pela Fundação Municipal de Cultura;&lt;br /&gt;b) uma Comissão Infantil (júri infantil) composta por 11 (onze) alunos da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte, escolhidos pela Secretaria Municipal de Educação e pela Fundação Municipal de Cultura / Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.2 - As decisões das Comissões Julgadoras são soberanas e irrecorríveis.&lt;br /&gt;8.3 - Cada Comissão Julgadora poderá deixar de premiar ou indicar Menções Honrosas da sua categoria, desde que justifique tal decisão.&lt;br /&gt;8.4 - Caso uma Comissão Julgadora decida não conceder o prêmio, este não ficará acumulado.&lt;br /&gt;8.5 - Os nomes dos integrantes das comissões julgadoras serão divulgados somente após a publicação dos resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DAS OBRAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.1 - As obras serão julgadas, pela Comissão Adulta, de acordo com os seguintes critérios: literariedade, criatividade e fantasia, ludicidade, imaginação e dinamismo da história, respeitando a faixa etária condizente com o tamanho do texto, e serão avaliadas numa escala de pontuação de 0 a 100.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - DOS RESULTADOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.1 - A lista com a relação das obras habilitadas e das inabilitadas, na primeira etapa da seleção, será publicada no Diário Oficial do Município, divulgada no site &lt;a href="http://www.pbh.gov.br/"&gt;www.pbh.gov.br&lt;/a&gt;/cultura e afixada na sede da Fundação Municipal de Cultura.&lt;br /&gt;10.2 - A lista com o resultado do Concurso Nacional de Literatura Prêmio João-de-Barro- Categoria Infantil – 2009 será publicada no Diário Oficial do Município de Belo Horizonte e no site &lt;a href="http://www.pbh.gov.br/cultura"&gt;www.pbh.gov.br&lt;/a&gt;/cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 - DOS RECURSOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11.1 - O interessado poderá apresentar recurso à Presidente da Fundação Municipal de Cultura, conforme o modelo constante no Anexo IV deste Decreto, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, contados a partir da publicação da lista das obras inabilitadas.&lt;br /&gt;11.2 - Só serão aceitos os recursos postados em até 5 (cinco) dias úteis contados a partir da publicação da lista das obras inabilitadas, valendo como comprovante o carimbo da agência postal expedidora.&lt;br /&gt;11.3 - No envelope contendo o recurso, deverão constar as mesmas informações do destinatário do item 6.4.&lt;br /&gt;11.4 - O recurso deverá ser enviado, via sedex, ou similar, ou com aviso de recebimento/AR, ou protocolizado na sede da Fundação Municipal de Cultura, situada na Rua Sapucaí n° 571, Bairro Floresta, CEP: 30.150-050, Belo Horizonte, Minas Gerais.&lt;br /&gt;11.5 - Os recursos enviados por fax ou correio eletrônico serão desconsiderados.&lt;br /&gt;11.6 - A decisão dos recursos será publicada no Diário Oficial do Município e no site &lt;a href="http://www.pbh.gov.br/"&gt;www.pbh.gov.br&lt;/a&gt;/cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 - DA PREMIAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12.1 – Para cada obra vencedora, será concedida como prêmio a publicação da obra acrescida de valor em dinheiro, a ser distribuído da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) R$8.000,00 (oito mil reais) para a obra vencedora indicada pela Comissão Adulta;&lt;br /&gt;b) R$8.000,00 (oito mil reais) para a obra vencedora indicada pela Comissão Infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12.2 - Uma mesma obra poderá ser premiada por ambas as Comissões, recebendo o valor total, em dinheiro, de R$16.000,00 (dezesseis mil reais).&lt;br /&gt;12.3 - O valor do prêmio, em dinheiro, está sujeito à tributação prevista em lei.&lt;br /&gt;12.4 - As comissões julgadoras indicarão também outras duas obras para receberem Menção Honrosa.&lt;br /&gt;12.4.1 - As obras contempladas com Menção Honrosa não farão jus à publicação e ao prêmio em dinheiro.&lt;br /&gt;12.5 - A cerimônia de entrega das premiações será divulgada, em data oportuna, pela Fundação Municipal de Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 - DA PUBLICAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13.1 - A Fundação Municipal de Cultura publicará as obras vencedoras para a distribuição entre suas unidades e outras instituições públicas.&lt;br /&gt;13.2 - Para a publicação, os autores das obras vencedoras deverão enviar para a sede da Fundação Municipal de Cultura a versão digital dos textos no prazo de até 15 (quinze) dias, contados da solicitação efetuada pela Fundação Municipal de Cultura.&lt;br /&gt;13.3 - As publicações obedecerão aos padrões estabelecidos pela Assessoria de Comunicação da Fundação Municipal de Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 - DA DISPONIBILIZAÇÃO DAS OBRAS PARA LEITURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14.1 - Os textos vencedores e os indicados para receber Menção Honrosa ficarão à disposição dos interessados, para leitura, em unidades da Fundação Municipal de Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15.1 – Caberá à Comissão Organizadora solucionar quaisquer controvérsias, casos omissos ou pendências advindas da realização do presente Concurso.&lt;br /&gt;15.2 - Este Regulamento encontra-se à disposição dos interessados na Fundação Municipal de Cultura e no site www.pbh.gov.br/cultura.&lt;br /&gt;15.3 - Os originais e os documentos encaminhados à Fundação Municipal de Cultura não serão devolvidos.&lt;br /&gt;15.4 - É de responsabilidade exclusiva do autor a regularização de toda e qualquer questão relativa a direitos autorais e à observância das disposições deste Regulamento.&lt;br /&gt;15.5 - O ato de inscrição implica a plena aceitação por parte do concorrente do disposto neste Regulamento.&lt;br /&gt;15.6 - Efetivado o recebimento dos originais pela Fundação Municipal de Cultura, não serão aceitas solicitações de alterações nas obras e documentos.&lt;br /&gt;15.7 - Caso seja constatado qualquer tipo de publicação, de forma impressa ou virtual, no todo ou em parte, ou divulgadas por qualquer meio de comunicação, das obras indicadas para receber a premiação e as Menções Honrosas, em data anterior à publicação do resultado deste Concurso no Diário Oficial do Município, haverá desclassificação da obra e outra será indicada pela Comissão Julgadora.&lt;br /&gt;15.8 - Caso seja constatado qualquer tipo de publicação, de forma impressa ou virtual, no todo ou em parte, ou divulgadas por qualquer meio de comunicação, das obras vencedoras e Menções Honrosas, em data anterior ao resultado deste Concurso, publicado no Diário Oficial do Município, haverá, a qualquer tempo, a anulação deste resultado.&lt;br /&gt;15.8.1 - A anulação do resultado do Concurso, referente ao item 15.8 deste Regulamento, em qualquer das categorias, implicará no ressarcimento do valor do prêmio e na responsabilização do autor por perdas e danos, perante a Fundação Municipal de Cultura.&lt;br /&gt;15.9 – Não serão aceitas obras escritas em coautoria.&lt;br /&gt;15.10 - Os esclarecimentos de dúvidas poderão ser obtidos, pelo e-mail: concursos.&lt;a href="mailto:fmc2009@pbh.gov.br"&gt;fmc2009@pbh.gov.br&lt;/a&gt;, com assunto Concurso Literário.&lt;br /&gt;15.11 - Fica eleito o Foro da Comarca de Belo Horizonte, Minas Gerais, para dirimir quaisquer dúvidas ou controvérsias oriundas do presente Regulamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belo Horizonte, 19 de junho de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcio Araujo de Lacerda&lt;br /&gt;Prefeito de Belo Horizonte&lt;br /&gt;Thaís Velloso Cougo Pimentel&lt;br /&gt;Presidente da Fundação Municipal de Cultura&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-69867756153515186?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/69867756153515186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/07/concurso-nacional-de-literatura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/69867756153515186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/69867756153515186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/07/concurso-nacional-de-literatura.html' title='CONCURSO NACIONAL DE LITERATURA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4028407557865826898</id><published>2009-07-03T10:56:00.001-07:00</published><updated>2009-07-03T10:56:35.605-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Não nos deixeis cair em tentação</title><content type='html'>E aí, Santo Antonio, só porque virei  balzaquiana não me atende mais? Tem regras especificas para mocinhas casadoiras? Se sim, podia avisar, eu não perdia mais tempo com velas, flores, orações. Podia dar uma indicação de que outro santo é que resolve problemas de mulheres desamparadas, solitárias, sonhadoras, carentes, que porra que eu seja, cara, desculpe,  meu santinho, mas quem sabe no tranco o senhor me ouve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nos conhecemos de outros carnavais. Há muitos e muitos anos, andei amarrando você, desculpe, o senhor,  de cabeça para baixo com uma fita vermelha e o deixei pendurado junto às minhas roupas. Tá bom que o homem que você, desculpe, o  senhor,  colocou no meu caminho não era lá essas coisas, mas  eu não quis fazer pouco da sua escolha e entrei de cabeça  no relacionamento. Deu no que deu. Num casamento complicado com um fulano perdido, carente, sem eira, muito menos beira. Não sei se o senhor se arrependeu dessa indicação e soprou no meu ouvido uma solução. Ou se fui eu que decidi ir contra a sua vontade e partir para outra. De todo modo, já lhe agradeci, certo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você também, desculpe, o senhor,   não podia saber que sou volúvel e tenho sempre uma paixão recolhida por um ou outro. Já pedi que o santinho jogasse em meus braços o Orlando, ou o  César, poderia ser o Rubens, o Milton, quem sabe o Jorge, o Afonso? Cá entre nós, devo ter deixado você, desculpe, o senhor,  louco com tanta indecisão. Se os céus tivessem lhe indicado que um deles me servia, ia forçar a barra, não é mesmo? Como não insistiu, acabei desistindo deles, um por um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando, fui me divertindo à beça sem que o senhor jamais ficasse sabendo como, mas agora estou de volta. Sei que sua fila está grande, que pras mocinhas de hoje é mais fácil, você, desculpe, o  senhor coloca montes de ficantes em   volta delas e deixa que elas escolham o melhor pretendente, não deve ter muito preconceito com o que acontece em pleno século 21, não é? Mas nós, as mais experientes,  sem tantos atrativos agora, como é que ficamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, não ando pedindo mais nada a você, desculpe, ao  senhor não, e há muito tempo. Deu pra notar?  Fiquei de mal por minha conta. Desta vez, minha tortura foi pior: coloquei sua imagem emborcada em um copo d´água e o deixei sem qualquer oração. Não sei se foi por que você, desculpe, o senhor, estava se afogando ou por causa da minha antiga insistência, agora apareceu um homem na minha vida. Leva jeito de ser legal, boa gente. Veio a seu mandado? Se sim, aceito, vamos ver no que dá. Mas tem um detalhe. O que faço agora com aquele outro maluco que pega no meu pé há mais de ano e até hoje não sabe o que fazer comigo? Foi encomenda sua também? O pior é que é bonito, sedutor pra caramba mas cheio de defeitos, se eu resolver encarar de fato vai dar um trabalho...Pelo menos, Santo Antonio, livrai-me dessa tentação. E ficamos quites...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4028407557865826898?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4028407557865826898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/07/nao-nos-deixeis-cair-em-tentacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4028407557865826898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4028407557865826898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/07/nao-nos-deixeis-cair-em-tentacao.html' title='Não nos deixeis cair em tentação'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4572853351102706159</id><published>2009-06-14T05:21:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T05:22:32.066-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ana lucia dos santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>OS DOIS LADOS DA FESTA</title><content type='html'>Ana Lucia dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copas de árvores, de um verde escuro e forte, hoje tem matizes mais definidas. Flores amarelas salpicando o verde também ficam mais exuberantes.  Vejo os coqueiros com galhos pendendo como braços estendidos,  a proteger e a ungir areias e pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de maratona. Corre, corre, sua o corpo, lava a alma. Corre, corre para onde? Não precisa saber. Apenas corre, arrasta a energia dos que olham e dos que passam. Misturam-se corpos, suores, gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balões azuis no céu, alegria no ar. Crianças pululantes brincam de correr. Clareia o sol as imagens felizes. Generoso, ilumina gente determinada, ilumina o esforço admirável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa na rua, festa na praia. Vem a certeza de que os jardins sorriem também. Raios de sol penetram nas plantas e flores sem pedir licença. Pra que pediriam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo homens fortes, homens bonitos, mulheres também. Homens não tão fortes correm, correm. Lavam o corpo de suor, lavam a alma. Quero também lavar a alma, pedir a calma que vem depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco mais longe, os ares e a energia da festa se diluem. Os generosos raios de sol, que aí também não pedem licença, inundam o asfalto que já queima. Impacientes e frenéticas buzinas de carros, alheias à festa, enlouquecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens e mulheres, nem fortes nem felizes, inundam um trânsito que não anda. E se perguntam: que cidade é esta, que caos é este, que dia é este!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4572853351102706159?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4572853351102706159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/06/os-dois-lados-da-festa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4572853351102706159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4572853351102706159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/06/os-dois-lados-da-festa.html' title='OS DOIS LADOS DA FESTA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2204314697488953405</id><published>2009-06-04T15:24:00.001-07:00</published><updated>2009-06-04T15:24:39.352-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='44º Festival de Música e Poesia de Paranavaí'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>44º Festival de Música e Poesia de Paranavaí</title><content type='html'>F E M U P&lt;br /&gt;44º Festival de Música e Poesia de Paranavaí&lt;br /&gt;41º Concurso Literário de Contos&lt;br /&gt;Dias 12, 13 e 14 de novembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 - Da promoção:&lt;br /&gt;O FEMUP é uma promoção da Prefeitura de Paranavaí através da Fundação Cultural, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02 - Da realização:&lt;br /&gt;O Festival será realizado nos dias 12, 13 e 14 de novembro de 2009 a partir das 20h no Teatro Municipal Dr. Altino Afonso Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03 - Dos objetivos:&lt;br /&gt;Promover e intensificar intercâmbios de natureza artístico cultural; descobrir e valorizar novos talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04 - Das inscrições:&lt;br /&gt;a) PODERÃO INSCREVER-SE TODOS OS ARTISTAS RESIDENTES OU NASCIDOS NO TERRITÓRIO NACIONAL;&lt;br /&gt;b) Inscrições abertas até o dia 29 de agosto de 2009;&lt;br /&gt;c) Para inscrição, conta-se a data de postagem dos trabalhos;&lt;br /&gt;d) Cada autor poderá inscrever até 02 trabalhos inéditos, por categoria;&lt;br /&gt;e) Para a inscrição dos trabalhos, deverão ser enviadas:&lt;br /&gt;06 cópias de cada trabalho apenas com o nome da obra e pseudônimo do autor.&lt;br /&gt;Ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada;&lt;br /&gt;Atenção: Para cada modalidade deverá ser preenchida uma FICHA distinta;&lt;br /&gt;COLOCAR TUDO DENTRO DE UM MESMO ENVELOPE.&lt;br /&gt;f) O mesmo pseudônimo deve ser utilizado para todos os trabalhos e em todas as categorias;&lt;br /&gt;g) Os Contos não deverão exceder a 10 (dez) folhas;&lt;br /&gt;h) Todas as músicas inscritas deverão ser gravadas em CD (gravação de boa qualidade para, caso classificação, compor o CD do Festival);&lt;br /&gt;j) Os trabalhos deverão ser enviados para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundação Cultural de Paranavaí&lt;br /&gt;Rua Guaporé, 2080  -  Cx. P. 511&lt;br /&gt;CEP 87705-120  Paranavaí  -  PR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações: (44) 3902-1128 - &lt;a href="mailto:cultura@fornet.com.br"&gt;cultura@fornet.com.br&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.novacultura.com.br/"&gt;www.novacultura.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05 - Do julgamento dos trabalhos:&lt;br /&gt;Serão formadas Comissões Julgadoras específicas para cada modalidade e as decisões tomadas por essas Comissões serão irrecorríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06 - Da classificação&lt;br /&gt;Música: 30 músicas, sendo 15 da fase Regional e 15 da fase Nacional;&lt;br /&gt;Poesia: 12 poesias, sendo de 03 a 05 da fase Regional e de 07 a 09 da fase Nacional;&lt;br /&gt;Conto: 08 contos, sendo 03 da fase Regional e 05 da fase Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participam da fase Regional, as cidades que compõem a Regional de Cultura da AMUNPAR.&lt;br /&gt;TODOS OS TRABALHOS CONCORRERÃO EM NÍVEL NACIONAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PREMIAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POESIA:&lt;br /&gt;Certificado de participação (para todas as classificadas); 10 Antologias FEMUP/2009 (para todas as classificadas); 01 CD FEMUP/2009/Poesias (para todas as classificadas);&lt;br /&gt;1º Lugar: R$ 2.000,00 + Troféu "Barriguda”&lt;br /&gt;2º Lugar: R$ 1.700,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;3º Lugar: R$ 1.300,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;4º Lugar: R$ 1.100,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;5º Lugar: R$ 1.000,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTO:&lt;br /&gt;Certificado de participação (para todos os classificados); 10 Antologias FEMUP/2009 (para todos os classificados);&lt;br /&gt;1º Lugar: R$ 2.000,00 + Troféu "Barriguda”&lt;br /&gt;2º Lugar: R$ 1.700,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;3º Lugar: R$ 1.300,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;4º Lugar: R$ 1.100,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;5º Lugar: R$ 1.000,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRÊMIO REGIONAL DE CULTURA DA AMUNPAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POESIA&lt;br /&gt;Todas as classificadas receberão: 01 CD FEMUP/2009/Poesias e 10 antologias FEMUP/2009&lt;br /&gt;1º Lugar: R$ 1.000,00 + Troféu "Barriguda”&lt;br /&gt;2º Lugar: R$    800,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;3º Lugar: R$    500,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTO&lt;br /&gt;Todos os classificados receberão: 10 antologias FEMUP/2009&lt;br /&gt;1º Lugar: R$ 1.000,00 + Troféu "Barriguda”&lt;br /&gt;2º Lugar: R$    800,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;3º Lugar: R$    500,00 + Troféu “Barriguda”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICHA DE INSCRIÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODALIDADE:   (        ) POESIA           (        ) CONTO            (        ) MÚSICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Atenção: Para cada MODALIDADE deverá ser preenchida uma FICHA distinta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título do Trabalho 1):                                                                                                     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título do Trabalho 2):                                                                                                     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nome do Autor:                                                                                                             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nome artístico do Autor:                                                                                                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pseudônimo:                                                                                                                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endereço:                                                                                                                     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEP:                                         Cx. Postal:                                                                     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade:                                                                                             UF:                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefone (indispensável) DDD: (           )                                                                         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-mail:                                                                                                                         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve Currículo (para todas as modalidades)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                    &lt;br /&gt;Esta ficha pode ser reproduzida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTORIZAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autorizamos a utilização dos trabalhos relativos à música, conto ou poesia por nós inscritos no 44º FEMUP para publicação de livros, CD's ou quaisquer outros meios de divulgação do evento.&lt;br /&gt;Declaramos conhecer e concordar com o regulamento deste Festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________,_____de____________de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinatura do autor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2204314697488953405?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2204314697488953405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/06/44-festival-de-musica-e-poesia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2204314697488953405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2204314697488953405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/06/44-festival-de-musica-e-poesia-de.html' title='44º Festival de Música e Poesia de Paranavaí'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6602430990150747901</id><published>2009-06-03T13:56:00.001-07:00</published><updated>2009-06-03T13:56:47.390-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>SEM PALAVRAS</title><content type='html'>Crônica de Eliana Pace&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo cedo, a mente não me permite continuar dormindo depois das  8 horas da manhã, mesmo que chova a canivete. Bocejo, me espreguiço, faço uma breve sessão de alongamento e pulo da cama. Ligo o rádio enquanto preparo o café e a noticia me prostra: um avião repleto de passageiros  caiu no Oceano Atlântico. Não há possibilidade de sobreviventes. Viro uma estátua. Não sei se aumento ou reduzo o volume do rádio, se contenho as lágrimas que insistem em brotar dos meus olhos, se embarco nos sonhos que levavam aqueles homens, mulheres e crianças à Europa, se abençôo o fato de estar quietinha em casa, se amaldiçôo os deuses por encurtarem tantas vidas. A melancolia  me invade, vai continuar a meu lado horas a fio, um olho no computador, o ouvido na televisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio que um casal estava seguindo em lua de mel para a França. Saíram da festa de casamento praticamente para o embarque. Seus sonhos foram parar no fundo do mar. Sinto-me uma idiota por não ter acreditado nunca no amor, por ter deixado passar tantas emoções, por não embarcar de armas e bagagens em nenhuma delas como devem ter feito o rapaz, a moça. Choro por eles que se amavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de executivos de sucesso voltava para Paris depois de ganhar quatro dias de férias no Rio de Janeiro, com direito a acompanhante. Tinha se extasiado com a cidade, naturalmente. Levavam em suas câmeras ou celulares  imagens do Cristo Redentor, do Pão de Açúcar, de um show de mulatas.  Lembro que também eu fui uma profissional de sucesso que, a exemplo deles, curtiu o merecimento de sua competência com uma viagem de sonho. Choro por eles  que foram levados por um raio ingrato, uma pane, uma bomba, quem sabe, antes de poderem  mostrar aos colegas os rostos felizes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma família gaúcha, feita de profissionais muito bem sucedidos, cada um em sua área, ia festejar os bons tempos em um tour pela França, Grécia, Alemanha.  Sabe-se lá quantas peripécias para esvaziar uma agenda feita de consultas, cirurgias.  Recordo as vezes em que fiz da minha vida em família um circo. Em que lotei tanto minha agenda com compromissos supérfluos só para fugir de carinhos e cobranças afetivas. Choro pela família que continuará unida no fundo do mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E choro compulsivamente pelo fedelho que resolve brincar de ser piloto de Formula 1 numa rua qualquer da periferia de São Paulo. E que na mesma madrugada em que um avião cai no mar levando tantas vidas, arremessa seu carro, qual uma bola de boliche, sobre um grupo de jovens que ri depois de uma noitada, deixando mortos, na calçada, dois rapazes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6602430990150747901?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6602430990150747901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/06/sem-palavras.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6602430990150747901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6602430990150747901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/06/sem-palavras.html' title='SEM PALAVRAS'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-3961148768094503309</id><published>2009-05-31T17:56:00.001-07:00</published><updated>2009-05-31T17:56:43.938-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ana lucia dos santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Crônicas da Infância</title><content type='html'>Ana Lucia dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                             &lt;br /&gt;         As lembranças de um tempo de infância me levam até Vitória, no Espírito Santo. E levam direto à minha mãe, conhecida como Maria Pequena, que contava histórias de um tempo em que também era criança. Contava coisas que, cada vez que me lembro, me parecem pouco prováveis, mas são histórias que cumprem a função de animar minhas memórias. Como a da morte prematura de seu pai e meu avô causada, pasme, pelo fato de ter comido ovo. A versão foi amplamente difundida nos anos seguintes, chegando aos netos e bisnetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         José Clemente, esse era o nome do meu avô, era muito jovem. Aliás, com essa história, entendi que os jovens antigos também eram destemidos, meio sem noção de perigo. Claro que guardadas as devidas proporções. Tinha de quinze para dezesseis anos e teria cozinhado ovos, cortado em fatias e fritado. Que ousadia! Foi fatal, morreu imberbe, antes dos dezessete anos. Daí então, comer ovos na família, pelas gerações seguintes, só com muita cautela. Até hoje não como ovo de foram confortável e sem preocupações, tudo por causa da ousadia do meu avô. E as histórias não param aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Houve a famosa epopéia protagonizada por Maria Pequena e sua mãe que trabalhava como empregada doméstica numa cidade do interior de Minas Gerais, chamada Peçanha. Nunca encontrei a tal cidade nos mapas, mas acreditava na veracidade das histórias. Pois é, na tal casa, queriam ficar com a menina, minha mãe, como “cria da casa”, como era comum em cidades do interior. Teoricamente,  isso lhe garantiria o futuro e, de quebra, um posto de empregada vitalícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A solução encontrada pela mãe de Maria Pequena para evitar o destino traçado foi fugir, mudando o rumo da história. Saíram na calada da madrugada, tinha avisado à filha, e minha mãe, para acordar em silêncio, pra ninguém ouvir. E assim foi. A imagem que ficou para aquela menina de sete anos foi de uma casa desaparecendo ao longe, vista de cima da montanha, que ia ficando cada vez menor, até sumir. Herdei a imagem, pelo visto, da casa desaparecendo ao longe, tamanha a veracidade da narrativa da minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Andaram muitos dias, semanas à pé, de Minas Gerais até o Espírito Santo. Encontraram no trajeto outros grupos de caminhantes, tropeiros, pegaram algumas pequenas caronas em lombo de burro, numa grande e verdadeira epopéia. As imagens da caminhada, contadas por minha mãe, também herdei. O grande esforço ficou na minha mente e serviu de inspiração. Invocava as antepassadas andarilhas e guerreiras da minha família nos momentos difíceis que vieram no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Mas o que mais impressionava em Maria Pequena era o seu jeito de ser mãe. Teve nove filhos que nasceram um após o outro, sem trégua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Os caminhos daquela mulher exigiram muita firmeza. Difícil controlar as finanças, difícil administrar casa e filhos, difícil controlar a vida agitada do marido, sempre envolvido em alguma coisa nova, fosse mulher, trabalho, Sindicato, fosse a própria a família.           Tornou-se uma mulher muito séria, dura na criação dos filhos que  sabiam que a mãe tinha um porte seguro. Aceitavam os seus “nãos”. E quando ela falava não, era não. Às vezes, nem falava. Bastava um olhar com os olhos apertados, como que a prometer sérios castigos em caso de desobediência. Batendo com cinta quando achava necessário, mas protegendo quando avaliava que as conseqüências poderiam ser piores, caso o pai agisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Houve um episódio inesquecível em que uma das crianças, numa briga entre elas, espatifou em mil pedaços o vidro de uma cristaleira antiga, muito bonita, que guardava copos e louças pouco usadas, que haviam ganhado no casamento que já ia longe. Tanto o móvel quanto o que continha eram considerados preciosos para os pais. A mãe assustada, depois de repreender os faltosos, tratou de recolher todos os cacos, tirar o vidro restante e jogar no lixo. Como o vidro da cristaleira era impecavelmente limpo, na verdade não se percebia que ele não estava lá. A mãe resolveu esperar a oportunidade certa para relatar o fato ao marido. Afinal,  o Sr. Eponino andava muito nervoso naquela época, pouco trabalho na estiva, reuniões sindicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              O  tempo foi passando e uma noite,  pouco mais de uma semana depois do acontecido, o Sr Eponino encontrou tempo para ouvir sua novela de rádio. Não havia televisão naquela época e as novelas de rádio eram animadamente acompanhadas nas casas. Nada diferente naquela casa. O problema é que o rádio ficava em cima da cristaleira, na altura da cabeça do pai ouvinte. Dona Maria Pequena não encontrou jeito de remover do local nem o pai, nem o rádio. Tensão na sala. O pai de pé ao lado da cristaleira, quase acabando o capítulo da novela, num momento de empolgação, se escorou no que seria o vidro do móvel e pronto, o “leite foi derramado”! Desequilibrou-se, caiu em cima de copos e pratos, quebrando vários que se estilhaçaram no chão. A emenda ficou pior que o soneto. Correia para todo lado. Não sobrou um dos filhos sequer na sala. Só se ouviram os gritos do pai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maria, o que é isto aqui?&lt;br /&gt;- O que aconteceu, quem quebrou este vidro?&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Os filhos fecharam as portas dos  quartos, não saíram mais, todos dormiram  mais cedo naquela noite. Não souberam o que aconteceu depois. Certamente,  os pais  conversaram muito. Mas desta, nós nos livramos, graças à nossa mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O fato é que ela, Dona Maria Pequena, sobreviveu a esses percalços. E de pequena não tinha nada. Era sim, uma grande mulher. Anônima, como tantas outras, mas  não para os que vieram depois dela, em linha descendente. Não para os filhos, ainda que  não reconhecessem sua grandeza quando pequenos, pois quase nunca é suficiente o reconhecimento dos filhos para com os pais. Ainda que não o tenham reconhecido de forma suficiente quando adultos, a própria existências dos filhos lhe fizeram jus. A firmeza de caráter para dizer não quando necessário e a flexibilidade e delicadeza quando também necessário, essa herança ela nos deixou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-3961148768094503309?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/3961148768094503309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/cronicas-da-infancia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3961148768094503309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/3961148768094503309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/cronicas-da-infancia.html' title='Crônicas da Infância'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-7104967302904356079</id><published>2009-05-27T07:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T07:21:13.435-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosi caobianco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>ENCONTRO MARCADO</title><content type='html'>Rosi Caobianco&lt;br /&gt;Maio/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado à noite, em meio ao turbilhão da rotina e dos compromissos, toca o interfone. Antes das seis, quem será? Grito de longe: In-ter-fo-ne! Ninguém me ouve e vou atender. O porteiro diz: É o senhor “S”, posso mandar subir?&lt;br /&gt;E eu “R”, repondo:&lt;br /&gt;- Sim, claro. E penso: Nossa que pontualidade! Será que isto tudo é ansiedade pela reunião dos novos e talentosos escritores? Sorri por uns instantes, enquanto o aguardava,  já na porta de entrada.&lt;br /&gt;Querido “S”,  seja bem- vindo. Então, ele perguntou:&lt;br /&gt;- Sou o primeiro a chegar?&lt;br /&gt;- Sim, mas entre, vamos tomar um café que logo chegarão os outros. Apresentei-o à família, sentamo-nos e deixamos a agradável conversa fluir.&lt;br /&gt;Não tardou, tocou o interfone novamente. Dona “R”,  chegou a Dona “E”.&lt;br /&gt;- Tudo bem, senhor “J”, deixe-a subir. Chegarão ainda outras pessoas, avise-me quando chegarem.&lt;br /&gt;Enquanto aguardávamos os outros integrantes do grupo, servimo-nos de café e, sem querer, uma sinergia favorável começou a tomar conta do ambiente. Ótimo sinal, o encontro prometia ser o primeiro de muitos.&lt;br /&gt;Coitada da amiga “T” . Quando chegou, o porteiro a encaminhou para que subisse e não me avisou. Na porta do apartamento, ela tocou a campainha mas ninguém atendeu. Estranhou e retornou em direção à portaria. Aí sim, o porteiro interfonou e avisou de sua chegada. A amiga “T” pensou até em ir embora, mas resolveu insistir. Ainda bem, já pensou que desagradável? Não ser atendida...&lt;br /&gt;Pensamos que o amigo “T” não viria mais, devido à demora. A amiga “F” telefonou e avisou que se atrasaria, pois estava fora da cidade. Já sem esperanças de que o amigo “T” viesse, tocou o interfone. E o porteiro disse:&lt;br /&gt;- Dona “R”,  é o senhor “T”. Muito bem, senhor “J”, mande-o subir.&lt;br /&gt;Sem demonstrar preocupação, aguardei-o frente à janela da sala, disfarçadamente. O elevador chegou, dirigi-me até a porta e cumprimentei-o. Para minha surpresa, o senhor “T”, muito atencioso, chegou com uma garrafa de vinho chileno para a senhora “R”, dona da casa, e bombons para as demais colegas. Encantador, este senhor “T”.&lt;br /&gt;Educadamente, agradeci a gentileza e fomos ao encontro do grupo. Uma química interessante tomou conta dos colegas. Animados,  conversavam e eu, coitada, corria para cima e para baixo para atendê-los.&lt;br /&gt;Logo chegou a senhora “A”. Fui recebê-la. Mais sobe e desce. Em instantes, também já estava enturmada.&lt;br /&gt;Tomamos café, conversamos e alguém lembrou: e o vinho? É só para enfeite? Pensei:&lt;br /&gt;- Pronto, já vou ter que dividir meu presente. Com um sorriso amarelo, fui abri-lo. A rolha quebrou e não saía por nada. Comecei a ficar com dor na consciência. Mas logo resolvi a situação e pude serví-los.&lt;br /&gt;Imagina, vinho, amigos, bom papo, começamos a nos soltar, ler textos e dar boas risadas. Encomendamos uma pizza, generosamente paga pela senhora “E”. Jantamos, tomamos todo aquele vinho e mais outro. Não tinha como um encontro destes dar errado.&lt;br /&gt;Felizes, prometemo-nos outras reuniões. Deste sábado em diante o grupo selou uma amizade leal e gratificante.&lt;br /&gt;A amiga “F” não chegou a tempo. Enviou-me flores no dia seguinte. Mas sabemos que será mais um elo para agregar ao grupo. Será também muito bem-vinda. Assim como os outros integrantes do “Laboratório do Escritor” que também deixaram de comparecer ao primeiro encontro literário.&lt;br /&gt;Não obstante, que venham outros e outros encontros, recebê-los-ei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-7104967302904356079?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/7104967302904356079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/encontro-marcado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7104967302904356079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7104967302904356079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/encontro-marcado.html' title='ENCONTRO MARCADO'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-1409367098243861259</id><published>2009-05-26T13:43:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T13:44:08.402-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FLIPORTO'/><title type='text'>Prêmio OFF FLIP terá bolsa em parceria com a FLIPORTO</title><content type='html'>A quarta edição do Prêmio OFF FLIP de Literatura terá uma bolsa de criação literária patrocinada pelo Instituto Maximiano Campos e pela FLIPORTO - Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas. A bolsa terá o valor de R$ 5 mil e será oferecida ao primeiro colocado do Prêmio em cada gênero (conto e poesia).&lt;br /&gt;A criação da bolsa é uma forma de estímulo à criação literária e também de integração entre os festivais literários que existem no país. Os dois vencedores participarão da OFF FLIP e terão despesas custeadas para assistirem à programação da FLIPORTO, que acontece no famoso balneário pernambucano.&lt;br /&gt;Criado em 2006 como parte da programação literária da OFF FLIP, o Prêmio oferecerá ainda ao primeiro colocado e aos demais vencedores R$ 10 mil no total, além de estadia em Paraty e ingressos para mesas de debate da FLIP. Os 40 textos finalistas serão publicados em uma coletânea pelo Selo OFF FLIP.&lt;br /&gt;Mais informações no site do Prêmio [www.premio-offflip.net].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-1409367098243861259?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/1409367098243861259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/premio-off-flip-tera-bolsa-em-parceria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1409367098243861259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/1409367098243861259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/premio-off-flip-tera-bolsa-em-parceria.html' title='Prêmio OFF FLIP terá bolsa em parceria com a FLIPORTO'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6553052188748754630</id><published>2009-05-26T13:42:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T13:43:28.560-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosi caobianco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Pão de Mel</title><content type='html'>Rosi Caobianco&lt;br /&gt;Maio/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huuumm... Que delícia!&lt;br /&gt;Sabor irresistível, da malícia.&lt;br /&gt;Em um recheio quase perfeito e singular,&lt;br /&gt;Unido com cobertura de chocolate, faz carícia e sonhar.&lt;br /&gt;Derrete no calor do pensamento,&lt;br /&gt;Aproxima-se então pelo encantamento.&lt;br /&gt;Transpassa pelos corpos,&lt;br /&gt;Acorda os mortos.&lt;br /&gt;Envolve todo um mistério,&lt;br /&gt;Quando se aprende ainda no magistério.&lt;br /&gt;O toque suave faz esquecer,&lt;br /&gt;Nas calorias sei que vou me envolver.&lt;br /&gt;Camada por camada, deixar fluir,&lt;br /&gt;Palavras distorcidas começam a se unir.&lt;br /&gt;Na receita desta magia sendo preparada,&lt;br /&gt;Sem medo, sempre que bem manipulada.&lt;br /&gt;Misturados entre carícias, corpos e pensamentos,&lt;br /&gt;Acabam na volúpia de muitos e vários momentos.&lt;br /&gt;Com prazer, sei que vou degustar só um pão de mel,&lt;br /&gt;Em pedaços de chocolate, recheio e tormento, deixo o céu.&lt;br /&gt;Pecado também combina com prazer, chocolate com êxtase,&lt;br /&gt;Mas quem ainda não se deu a chance?&lt;br /&gt;De saborear e apreciar... Apenas um pedaço,&lt;br /&gt;Logo ali, como um recado no espaço.&lt;br /&gt;E de ser feliz, com aquele se que diz,&lt;br /&gt;Um simples e mero aprendiz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6553052188748754630?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6553052188748754630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/pao-de-mel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6553052188748754630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6553052188748754630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/pao-de-mel.html' title='Pão de Mel'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-7791685015803718970</id><published>2009-05-25T14:16:00.001-07:00</published><updated>2009-05-25T14:16:49.185-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FEMUP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Estão abertas as inscrições para o FEMUP</title><content type='html'>Interessados em participar do 44º FEMUP - Festival de Música e Poesia de Paranavaí e 41º Concurso Literário de Contos, a serem realizados nos dias 12, 13 e 14 de novembro de 2009, podem se inscrever até o dia 29 de agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO R$ 31.750,00 DE PRÊMIOS EM DINHEIRO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado em Paranavaí há 43 anos, o FEMUP, um dos festivais culturais mais tradicionais do Brasil, é uma iniciativa da Fundação Cultural de Paranavaí. O objetivo do evento é intensificar o intercâmbio artístico entre todas as regiões do País, além de descobrir e valorizar novos talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para participar, o interessado precisa ser brasileiro, independente de estar no país ou não. As inscrições são gratuitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis para download no site &lt;a href="http://www.novacultura.com.br/"&gt;www.novacultura.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações em: (44) 3902-1128 ou &lt;a href="mailto:cultura@fornet.com.br"&gt;cultura@fornet.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe e boa sorte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-7791685015803718970?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/7791685015803718970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/estao-abertas-as-inscricoes-para-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7791685015803718970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/7791685015803718970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/estao-abertas-as-inscricoes-para-o.html' title='Estão abertas as inscrições para o FEMUP'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-5912453234662014815</id><published>2009-05-25T10:34:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T10:35:05.629-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PARCERIA DELICATTA E SCORTECCI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>PARCERIA DELICATTA E SCORTECCI</title><content type='html'>O Projeto Delicatta terá agora, no ano em que completa 5 anos, um selo editorial, parceria feita com a Scortecci que tem como objetivo maior a edição e a publicação de antologias e de livros solo de autores participantes do projeto literário em antologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor poderá contar com toda estrutura de Produção Editorial e Gráfica, além, de comercializar o livro através da Livraria Asabeça e também através do site da Livraria Cultura&lt;br /&gt;Benefícios aos autores do Projeto Delicatta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Edição e Publicação de Livros com uso do Selo Editorial de co-edição.&lt;br /&gt;b) Desconto de 5% (cinco por cento) que dar-se-á na solicitação de orçamento e só será aplicado com autorização por escrito do Projeto Delicatta.&lt;br /&gt;c) Parcelamento em até 8 (oito) vezes sem juros&lt;br /&gt;1) ISBN, Ficha Catalográfica e Depósito Legal&lt;br /&gt;2) Documentação para Registro de Direito Autoral junto a FBN.&lt;br /&gt;3) Diagramação, Provas e Arte Final de Capa&lt;br /&gt;4) Convites ou Marcadores com Selo Editorial de co-edição (250 unidades)&lt;br /&gt;5) Catálogo de Publicações na Internet com Link de Comercialização na Livraria Asabeça&lt;br /&gt;6) Divulgação da obra na Internet nos Portais Amigos do Livro e Scortecci.&lt;br /&gt;7) Comercialização da obra pela Internet nas Livrarias Cultura e Asabeça&lt;br /&gt;8) Espaço em Feiras e Bienais que a editora venha a participar pelo período de 5 anos.&lt;br /&gt;Participe da Antologia Delicatta IV que terá seu lançamento e tarde de autógrafos na Livraria Cultura e usufrua dos benefícios para editar seu livro solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.antologia-delicatta.com/"&gt;www.antologia-delicatta.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-5912453234662014815?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/5912453234662014815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/parceria-delicatta-e-scortecci.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5912453234662014815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5912453234662014815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/parceria-delicatta-e-scortecci.html' title='PARCERIA DELICATTA E SCORTECCI'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6765485396094694159</id><published>2009-05-20T08:05:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T08:06:39.297-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosi caobianco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>MAR E ONDAS</title><content type='html'>Por Rosi Caobianco&lt;br /&gt;Maio/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmanada de sentimentos adormecidos,  reflito&lt;br /&gt;Camuflo o que tenho de melhor&lt;br /&gt;Medo de desabrochar? Talvez...&lt;br /&gt;De se descobrir? Talvez...&lt;br /&gt;De um dia não acordar? Talvez...&lt;br /&gt;As ondas vêm e vão no mesmo compasso.&lt;br /&gt;Ritmadas,  seguem sua rotina&lt;br /&gt;O mar movimenta-se tranquilamente&lt;br /&gt;Numa sinergia quase perfeita junta-se ao horizonte&lt;br /&gt;Com os sentimentos presentes,&lt;br /&gt;Guarda seus segredos,&lt;br /&gt;Impõe  limites.&lt;br /&gt;Irado, mostra seu rompante.&lt;br /&gt;Contrariado, torna-se perverso,&lt;br /&gt;Apresenta suas garras,&lt;br /&gt;Maltrata e inibe&lt;br /&gt;Aí sim, vem o medo de não voltar,&lt;br /&gt;De se acovardar,&lt;br /&gt;Sem coragem para perceber&lt;br /&gt;O quão pouco nos basta&lt;br /&gt;Um olhar...&lt;br /&gt;Um carinho...&lt;br /&gt;Um abraço apertado...Uma melodia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6765485396094694159?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6765485396094694159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/mar-e-ondas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6765485396094694159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6765485396094694159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/mar-e-ondas.html' title='MAR E ONDAS'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6708341600952176167</id><published>2009-05-13T07:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T07:40:03.468-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosi caobianco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>MAR REVOLTO...</title><content type='html'>Por Rosi Caobianco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mistura de ansiedade e apreensão me envolveu ao observar a aspereza com que o mar batia nas pilastras e invadia as calçadas da Ponta da Praia em Santos. Caminhava casualmente, um final de tarde,  e diante do que vi, não resisti. Parei para observar e fotografar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou-me boquiaberta a sensação de perigo que, logo em seguida, transformou-se em arte refletida nas lentes de uma câmara fotográfica. As ondas do mar espumavam com a volúpia da natureza e exteriorizavam pelos vincos que se abriam nos espaços escolhidos para fazer-se representar. Prontamente, puderam ser registradas por mim naquele instante de rara beleza. De minuto em minuto, lá vinham elas, cada vez mais iradas, mais fortes, mais transtornadas e loucas para mostrar sua beleza e sua  força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar parecia contrariado, demonstrava um rompante como o de alguém que conhece sua capacidade de destruição e queria demonstrar,  ali, todo o seu potencial, doesse a quem doesse. Nele pulsa um coração de pedra e, em sua linguagem,  mostra sua insatisfação, revolta-se com aqueles que o agridem e enchem de lixo, de pets, de tudo que não contribui com aquele habitat.  Evidencia que dentro dele existe vida, seres das mais variadas espécimes, de classes completamente diferentes, cada um na sua singularidade e que interagem entre si. E que também se devoram quando querem lutar pela sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinado momento, pensei: como não respeitar este gigante, esta imensidão que em algum momento contribuirá para com o futuro da humanidade? Ali está, no mar, o maior volume de água do mundo... Neste pedaço do oceano... Soberano e prepotente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguro de si,  sabe de sua importância e avisa: Preservem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6708341600952176167?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6708341600952176167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/mar-revolto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6708341600952176167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6708341600952176167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/mar-revolto.html' title='MAR REVOLTO...'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-8327333833661717237</id><published>2009-05-12T10:09:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T10:11:24.199-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antonio Taveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Crônica sobre Infância</title><content type='html'>UMA LEMBRANÇA DO TEMPO DE INFÂNCIA&lt;br /&gt;Antonio Taveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe nos avisou que no dia seguinte, domingo de manhã, íamos visitar a Tia Albertina. Minha irmã e eu ficamos eufóricos, pois titia morava no Monte Serrat e estávamos curiosos para conhecê-lo. Logo cedo,  pegamos o bonde para a cidade, nossa aventura começara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de passeio, tudo é festa: o trajeto do bonde, a passagem pelo cais e os prédios do centro. Na chegada ao Monte Serrat, o bondinho que sobe o morro acabara de sair, teríamos que esperar mais meia-hora para pegar o próximo. Papai propôs que fôssemos pela escada, nós aceitamos na hora,  mamãe não se opôs e lá fomos todos enfrentar os mais de 400 degraus. Como criança não se cansa, agüentamos bem a subida sem reclamar e meus pais, ainda novos, não tiveram problemas com o desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos lá em cima, logo vimos a casinha branca que ficava no ponto mais alto do morro. Após cumprimentar os tios, fomos explorar o terreno, que mais parecia um sítio de tão grande que era. Os fundos davam para a encosta do morro e a extensão de sua vista não tinha fim. Podíamos ver a cidade de Santos até a praia e, mais para o lado, os prédios do Guarujá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titio comentou que era criador de pássaros e perguntamos onde estavam as gaiolas. Ele respondeu que não tinha, pois criava os pássaros em liberdade, e levou algumas frutas cortadas até uma madeira colocada em uma árvore. Durante a manhã toda, vimos uma desfile de sabiás, canários, bem-te-vis, beija-flores e um pássaro que achei o mais lindo e me lembro até hoje, todo preto com a cabeça vermelha,  de nome tié-sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goiaba, carambola, jabuticaba, abacate eram as árvores frutíferas que tinham na casa, e minha irmã e eu subimos e comemos das frutas que estavam maduras. E tinha mais: nas plantações de abóbora, batata doce, milho e cana de açúcar, corríamos a brincar de esconde-esconde e pegador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titia nos chamou para um lanche. Pães, bolo, doce de batata doce e espiga de milho verde cozida, hum! que delícia, e para beber, lógico “garapa”, pois titio tinha uma moenda de cana de açúcar no barracão ao lado da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã passou rapidamente e já estava na hora de irmos embora. Após as despedidas aos tios e promessas de retorno (que infelizmente não aconteceram), ganhamos um prêmio: vamos descer de bondinho. Que farra, que alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No retorno para casa, relembramos os felizes momentos que tivemos neste passeio e o cansaço e o doce sacolejar do bonde nos fizeram dormir no banco até chegarmos a nosso ponto de descida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-8327333833661717237?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/8327333833661717237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/cronica-sobre-infancia_12.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8327333833661717237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8327333833661717237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/cronica-sobre-infancia_12.html' title='Crônica sobre Infância'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-428473913358575529</id><published>2009-05-08T10:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T10:45:41.664-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosi caobianco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>CURITIBA DA MINHA INFÂNCIA</title><content type='html'>Crônica de Rosi Caobianco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba é nome de expressão indígena, com o significado de “muito pinhão” em guarani. Pinhão, semente do pinheiro, árvore alta, majestosa, chamada araucária. Saudade traduz toda a emoção em relembrar da infância na cidade onde nasci, cresci e vivi até migrar para Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comer pinhão é prazer dos melhores,  seja ele cozido ou assado na brasa. E o mais lúdico é garimpar os pinhões que caem ao chão pelos campos ou onde quer que estejam. Milhares de vezes fiz isso e para quem aprecia esta iguaria, é surreal saborear um a um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que vivi supera aqueles tempos de infância, de amor sincero, de filha mimada, a “polaquinha” do papai. É assim que meu pai me chama ainda hoje, algumas vezes, até por telefone quando falo com ele nos finais de semana. Afinal,  Santos está a mais de quatrocentos quilômetros da família que tanto prezo e estimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda minha infância,  tivemos uma vida regrada, não dispusemos de luxo algum. Pelo contrário, foram tempos de muito sacrifício por parte de meus pais, mas havia um amor incondicional, impagável do pai carinhoso que tenho. Minha mãe era mais brava e quando muito irada,  depois das mácriações,  corria atrás de mim com uma varinha horrorosa. Felizmente,  raramente me pegava, eu era mais rápida. Meu pai não costumava passar a mão na cabeça, mostrava o que era certo ou errado, só olhava sério e sabia compensar os bons momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos quintal em casa, animais de estimação e árvores frutíferas. A que mais aproveitamos foi uma pereira linda que todos os anos nos presenteava com seus frutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai  nos levava, eu e meu irmão chato, para passear no “Passeio Público”, um mini-zoológico no centro de Curitiba. Fazia isso sempre no domingo pela manhã para que minha mãe pudesse  fazer o almoço com tranqüilidade. Ela nos arrumava e saíamos felizes. Ao chegar lá, pausa para foto. Hilária, em um cavalinho tipo pônei, toda bonequinha, de vestido, laço de fita nos cabelos, meia ¾ e sapato de fivela. Depois, claro, íamos  alimentar os peixes e patos do lago com pipocas. Era  uma festa para as crianças que, assim como nós, aglomeravam-se em volta do lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado também era ver meu irmão tropeçando na bota ortopédica que teve que usar. Ele odiava aquilo e com razão, era muito feia mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com minha mãe, recordo-me que  toda sexta-feira à tarde, ela nos pegava pelas mãos e seguíamos para a novena de São Judas Tadeu em uma rua paralela à linha do trem, perto de minha casa. Nossa, que saudades! Emociono-me até, são tempos que ficaram registrados na memória e em poucas fotos, tempos que infelizmente não voltam mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui alfabetizada muito cedo. A escolinha ficava a uma quadra de casa e chamava-se “Bem-me-quer”. Lá estudei do pré-primário até o término do ginasial. Lembro-me muito bem da tia Alda e da tia Irene, a primeira diretora e a outra professora do colégio. Até lá fui mimada. No segundo grau, estudei no Colégio Nossa Senhora Menina, onde também tive uma boa formação. Depois fui para o cursinho e em seguida para a faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dezesseis anos,  ingressei no curso de Biologia da PUC, fui bancária, casei e quinze anos depois retornei ao banco escolar para cursar Publicidade e por último Jornalismo. Achei que poderia recomeçar, não me intimidei com as negativas e passei a conviver novamente com jovens, Orkut,  novas mídias como a internet e programas de tratamento de imagens e de textos. No jornalismo, senti necessidade de exteriorizar meus sentimentos e  aperfeiçoar a escrita. Também adoro artes plásticas, fruto de um incentivo que recebi lá de trás, do colégio “Bem-me-quer”, dos trabalhos escolares que representaram toda minha infância. E hoje, a fotografia, um congelamento de imagens e do tempo que se perpetuarão na minha visão de mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sou eu, emoção e razão. Sensibilidade e transparência. Um bebê ainda, diante da imensidão do futuro e do que ainda quero vivenciar, do desejo de ser feliz com todos os pequenos momentos e guardar só o que vale a pena. O  que não for, colocar em uma caixinha de aborrecimentos e abandonar para trás. Deixar o tempo decompor naturalmente os períodos ruins.  O que fica são as coisas boas, as amizades que fazemos, o resto acaba com menos importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vida levamos o melhor de nós, mas tenho consciência de que também já errei muito procurando acertar. Sou a  durona que também cede, também chora, também ri, também surta, afinal,  sou um ser um humano como todos os outros, de carne e osso, não uma figurante e sim um personagem no livro da vida. Da vida que merece ser vivida. Uma vida que nasceu em Curitiba, fruto de dois incansáveis seres, meu pai e minha mãe, um porto seguro, meus amados amores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-428473913358575529?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/428473913358575529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/curitiba-da-minha-infancia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/428473913358575529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/428473913358575529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/curitiba-da-minha-infancia.html' title='CURITIBA DA MINHA INFÂNCIA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-5349350596284977406</id><published>2009-05-08T08:52:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T08:53:54.865-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sergio Lopes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Crônica sobre Infância</title><content type='html'>Sergio Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALMOÇOS DE DOMINGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre tantas boas recordações da minha infância está o almoço de domingo na casa dos meus avós maternos. Normalmente criança não gosta dessas formalidades, mas no meu caso era diferente: eu ficava no “ponteiro” esperando o domingo chegar. Por essa época tinha oito anos, se tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morávamos em uma casa recém construída por meu pai que era engenheiro civil e a projetou visando atender a uma família de quatro pessoas. Ele, minha mãe, meu irmão mais velho e eu. De arquitetura moderna, já contrastando com antigos casarões, ficava   na Avenida Francisco Glicério em frente onde outrora se localizava o “Asilo de inválidos de Santos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos mudamos para lá, lembro-me bem que a avenida não possuía calçamento o que facilitava para nós, meninos da vizinhança,  as brincadeiras: taco, jogar espeto, futebol com gol chinês, que tinha uma trave pequena e que até hoje não sei a razão do nome; empinar papagaio, jogar peão e meu preferido: as bolinhas de gude. Alem do jogo, havia as belas cores daquelas bolinhas de vidro. Em qualquer empório ou mercearia que se entrasse,  lá estava sobre o balcão um grande vidro cheio delas que em suas cores puxadas para os tons azul e verde formavam verdadeiro caleidoscópio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim seguia a vida: livre e solta. Mas no domingo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe nos arrumava a mim e a meu irmão no capricho: sapato social, meias três quartos, calças curtas com cinturão e camisa abotoada até o colarinho enfiada por dentro da calça. Uma tortura para quem gostava mesmo de “pé no chão”. Nessa época, bermuda era traje usado no Caribe e no Havaí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas onze,  meu pai estava tirando seu possante Chevrolet Bell-air da pérgula e já a essa altura minha ansiedade   era  grande. Eu explico: é que a casa dos meus avós era antiga, plantada em um terreno grande, mais parecia uma chácara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a indefectível seqüência de buzinadas (pam param pam...pam...pam...) meu pai avisava que estávamos chegando. Meu avô nos esperava no portão e a alegria começava. Mal dava um beijo na minha avó, na bisa e lá ia eu à toda para o quintal. Meu irmão era mais comportado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali no quintal, havia  muitas árvores frutíferas e uma bela horta. Recordo-me da goiabeira, abiu, fruta do conde, ameixinha amarela e carambola,  fruta hoje difícil de se encontrar, que junto com a manga estava presente em grande parte das casas. Tudo ali à mão,  precisando apenas de um pequeno esforço como subir nas árvores para se “lambusar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menino, desce daí que vai sujar a roupa – alertava a bisa Ritinha – depois sua mãe ralha.&lt;br /&gt;Entre as árvores havia um viveiro para pássaros enorme: saíra sete cores, cardeal com seu topete vermelho, altivo. Os canários em sua variação de tons de amarelo, enfim, uma aquarela. Meu avô criava galos de briga, um jogo muito popular naqueles anos 50,  e também tinha curiós, que ia caçar nas proximidades do km19 da estrada de ferro que cortava a quase virgem Praia  Grande. Galinhas ciscavam no terreiro com seus pintainhos sempre as seguindo, assim como as patas cuidando de suas crias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem alguém com fraqueza? Astenia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai lá na casa da dona Itacy que ela lhe arranja alguns ovos de pata, grande fortificante,  ainda mais se batido com um bom vinho quinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora do almoço, que era servido por volta da meio dia e meia, eu já estava todo desarrumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De onde você vem... da guerra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia mesmo. O sapato de duas cores agora possuía uma só: a do barro. A meia idem – até que combinavam; a camisa pra fora da calça e despenteado. Levava uma bronca, mas estava feliz. Meu irmão permanecia impecável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À  mesa, família reunida, grata recordação de minha infância: os pratos que minha avó cozinhava. As almôndegas, a carne assada na panela de ferro, a galinha da própria criação, abatida ali mesmo no quintal e preparada ao molho pardo, um sabor que depois daquela época nunca mais encontrei. E meu prato preferido: o “bife da vovó” que era um bife coberto por um espesso molho vermelho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tardes de domingo inesquecíveis, com a pureza e inocência em ser criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sim é felicidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-5349350596284977406?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/5349350596284977406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/cronica-sobre-infancia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5349350596284977406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5349350596284977406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/cronica-sobre-infancia.html' title='Crônica sobre Infância'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-2961830378504659055</id><published>2009-05-07T03:45:00.000-07:00</published><updated>2009-05-07T03:46:49.857-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sergio Teles Fernandes Lopes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Crônica sobre a cidade</title><content type='html'>Autor: Sergio Teles Fernandes Lopes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar em mar e areia sempre me remete a dias ensolarados do típico verão de nossa cidade. Gente bonita e bronzeada caminhando à beira mar, outros à sombra nas barracas montadas na areia bebericando e jogando conversa fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só isso: a praia à noite também é bastante convidativa,  principalmente se a data é de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dia dois de fevereiro&lt;br /&gt; dia de festa no mar&lt;br /&gt;eu quero ser o primeiro&lt;br /&gt; a saudar Iemanjá.’’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos versos de Dorival Caymmi,  um convite para esse ritual que se realiza nas praias em homenagem à rainha do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano resolvi participar mais ativamente da festa. Comprei calça e camisa brancas e fui a uma loja que vende produtos para umbanda. Na porta,  uma imagem grande de “Exu” e uma “Pomba Gira’’ vermelha davam um toque especial ao acanhado comércio. Depois de muito olhar,  escolhi um barquinho azul e branco onde iria depositar algumas rosas, um vidro de perfume e um bilhete com meus pedidos para ela. O vendedor tentou até me empurrar umas flores de plástico, no que protestei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E Iemanjá é lá mulher que mereça isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela liga não, moço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos anteriores,  ia mais de curioso andar na areia fresquinha da noite,  molhar os pés no mar e observar as pessoas e suas oferendas. As baianas em seus trajes típicos imaculadamente brancos rodopiando e estancando bruscamente, balançado os colares e guias com força; os homens com turbantes enfiados na cabeça dando baforadas de charuto e falando em uma língua ininteligível para mim. Tudo remetendo ao místico, misterioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A noite da festa, praia lotada e eu firme lá. Sentir de novo a areia fria, fininha nos pés é gostoso. Com a bainha da calça levantada,  molhei os pés no mar e entre o oferecimento de um trago e outro da boa cachaça – o que não recusei- fui levando meu barquinho até a beirada do mar. Entrei na água até senti - la na altura dos joelhos e, cuidadosamente,  dei um empurrãozinho para meu barquinho  vencer a primeira onda. E lá estava ele flutuando com sua preciosa carga e um bilhete escrito com minha melhor caligrafia,  como se Iemanjá  precisasse de boa letra para entender os milhares de pedidos que flutuavam no bojo daqueles barquinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento, e apenas por um momento,  temi que ele pudesse naufragar. Isso foi na terceira ou quarta ondas – pendeu para um lado, depois pro outro,  dando a impressão que ia ao fundo, mas seguiu firme,  subiu bem alto na crista da onda e desapareceu por trás dela, sumindo de minha visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu lado,  uma moça ajudada por sua amiga colocava no mar um barco grande que, se comparado aos outros, mais parecia um navio lotado de flores e frascos de perfume. Era uma beleza de encher os olhos. Com uma ajudazinha,  venceu as primeiras marolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha lá, olha lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém gritou apontando para uma onda grande que ia se formando ao longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém ali podia acreditar, mas quando a onda encontrou o naviozinho, o impacto fez com que ele começasse a adernar, dando a impressão que não agüentaria a próxima onda. E  foi o que aconteceu. Foi a pique... Flutuou uns poucos metros e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que teria ocorrido para a rainha do mar não aceitar aquela bela oferenda? Sabe-se lá.&lt;br /&gt;Com o rosto entre as mãos e olhar fixo, a moça perdeu a expressão. Chegava a seus pés na forma de efêmera espuma a malfadada onda que emborcara seu naviozinho. Abraçou a amiga e chorou.&lt;br /&gt;O meu, bem,  o meu, pelo jeito teve aprovação e venceu o desafio das ondas. Reconheço que se ainda não tive todos os pedidos atendidos, alguns já foram e os outros certamente estão muito bem encaminhados. Ano que vem estarei de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-2961830378504659055?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/2961830378504659055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/cronica-sobre-cidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2961830378504659055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/2961830378504659055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/cronica-sobre-cidade.html' title='Crônica sobre a cidade'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-8216747903445514915</id><published>2009-05-06T15:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T15:51:54.343-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Encerramento do curso</title><content type='html'>Fotos do encerramento do Laboratório do Escritor, com direito a tarde de autógrafos da atriz Geórgia Gomide, na Realejo Livros do Shopping Miramar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgIUMYxcS7I/AAAAAAAAADU/n7KGwCzNCx8/s1600-h/laboratorio30.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332847111800900530" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgIUMYxcS7I/AAAAAAAAADU/n7KGwCzNCx8/s320/laboratorio30.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgIUJeTf9uI/AAAAAAAAADM/qKyOyS25-bg/s1600-h/laboratorio29.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332847061746317026" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgIUJeTf9uI/AAAAAAAAADM/qKyOyS25-bg/s320/laboratorio29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgITWCRo0xI/AAAAAAAAADE/whMdqu133NY/s1600-h/laboratorio28.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332846178048987922" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgITWCRo0xI/AAAAAAAAADE/whMdqu133NY/s320/laboratorio28.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgITSEHhzOI/AAAAAAAAAC8/wZMX5_CpHaU/s1600-h/laboratorio27.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332846109823978722" style="WIDTH: 320px; 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CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgIS-AYIYyI/AAAAAAAAACM/x8S83p9ASEI/s320/laboratorio21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-8216747903445514915?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/8216747903445514915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/encerramento-do-curso.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8216747903445514915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/8216747903445514915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/encerramento-do-curso.html' title='Encerramento do curso'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgIUMYxcS7I/AAAAAAAAADU/n7KGwCzNCx8/s72-c/laboratorio30.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-932497282022396315</id><published>2009-05-05T15:02:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T15:18:20.476-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Fotos do curso</title><content type='html'>Parceiros do Laboratório do Escritor: foi um prazer enorme trabalhar com vocês, descobrir ou redescobrir talentos, chorar e rir com seus escritos. Mas, melhor ainda, foi tê-los como amigos. Até a volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos da Eliana Pace!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC6Xyk0XxI/AAAAAAAAAB8/_ZcWTCAMKz0/s1600-h/laboratorio9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332466876682624786" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC6Xyk0XxI/AAAAAAAAAB8/_ZcWTCAMKz0/s320/laboratorio9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC6UHyA8LI/AAAAAAAAAB0/SGwYkf2ACug/s1600-h/laboratorio8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332466813655642290" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC6UHyA8LI/AAAAAAAAAB0/SGwYkf2ACug/s320/laboratorio8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC6EJyjsWI/AAAAAAAAABk/TVXn_a72otI/s1600-h/laboratorio6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332466539316883810" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC6EJyjsWI/AAAAAAAAABk/TVXn_a72otI/s320/laboratorio6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC59jum1kI/AAAAAAAAABc/ViKXQnIUAlE/s1600-h/laboratorio5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332466426020550210" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC59jum1kI/AAAAAAAAABc/ViKXQnIUAlE/s320/laboratorio5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC52wOMffI/AAAAAAAAABU/IPF41IXisio/s1600-h/laboratorio4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332466309115182578" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC52wOMffI/AAAAAAAAABU/IPF41IXisio/s320/laboratorio4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC5voxfbRI/AAAAAAAAABM/CFcr1B1ivoQ/s1600-h/laboratorio3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332466186856656146" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC5voxfbRI/AAAAAAAAABM/CFcr1B1ivoQ/s320/laboratorio3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC5R_VYkSI/AAAAAAAAABE/IhEq4sIDMaA/s1600-h/laboratorio2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332465677516706082" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC5R_VYkSI/AAAAAAAAABE/IhEq4sIDMaA/s320/laboratorio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC5NKIxJLI/AAAAAAAAAA8/WmbfPsOfDM0/s1600-h/laboratorio1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332465594517234866" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC5NKIxJLI/AAAAAAAAAA8/WmbfPsOfDM0/s320/laboratorio1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-932497282022396315?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/932497282022396315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/fotos-do-curso.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/932497282022396315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/932497282022396315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/fotos-do-curso.html' title='Fotos do curso'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1RzeJFx8hAA/SgC6Xyk0XxI/AAAAAAAAAB8/_ZcWTCAMKz0/s72-c/laboratorio9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-4490064537861317797</id><published>2009-05-05T13:57:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T13:58:23.201-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='como editar um livro'/><title type='text'>Como editar um livro</title><content type='html'>LABORATÓRIO DO ESCRITOR&lt;br /&gt;ÚLTIMA AULA&lt;br /&gt;02.05.2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E NÃO É QUE ESCREVI UM LIVRO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe autor se existir público. Portanto, toda pessoa, ao escrever, quer desesperadamente ser lida.&lt;br /&gt;Escolha com cuidado a pessoa a quem pedir opinião. Dê preferência a quem goste de literatura, mas que não escreva nem seja do ramo. Ouça com atenção tudo que essa pessoa lhe disser, pois ela será seu leitor no futuro.&lt;br /&gt;Não fique mandando seus originais para todo mundo. Muito menos para outros escritores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO EDITAR&lt;br /&gt;Muita gente passou a escrever e não  necessariamente bem. Portanto, novos nomes ainda representam  risco para as editoras.&lt;br /&gt;O contato de um novo escritor com uma editora grande pode ser frustrante. Um original pode ficar encalhado ali meses sem fim, à espera de uma avaliação.   &lt;br /&gt;Nunca mande seus originais para editora alguma, a menos que isso lhe seja pedido expressamente. &lt;br /&gt;·         Tente publicar o primeiro livro por uma editora pequena. Essas editoras, não raro,  fazem o trabalho de descobrir autores desconhecidos e são uma espécie de trampolim para grandes editoras.&lt;br /&gt;·         Muita gente começa bancando sua própria edição. Pense nessa hipótese se quer mesmo lançar seu livro.&lt;br /&gt;·         Uma excelente opção para quem escreve contos ou crônicas é formar um grupo e bancar a publicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OFICINAS LITERÁRIAS&lt;br /&gt;Oficinas literárias são boas experiências para escritores iniciantes. Elas podem ajudar a definir em que gênero seu texto se enquadra, tirar a timidez dos participantes, incentivar a produção e a convivência com outros escritores.&lt;br /&gt;·         Grandes escritores como Milton Hatoun e Marcelino Freire ministram oficinas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCURSOS&lt;br /&gt;·         São sempre uma excelente alternativa para mostrar um trabalho. Fique ligado nas oportunidades e mande seu livro a todos os concursos possíveis. O máximo que pode acontecer é você não ganhar nada. Ninguém vai morrer por causa disso. Prêmios e bolsas de estudo podem vir a reboque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERNET/BLOGS –&lt;br /&gt;Trata-se de uma boa opção para publicação de textos curtos: contos e crônicas. Há muitos espaços coletivos, com uma liberdade de inclusão de textos novos. Publique seus textos em sites e blogs e deixe que sigam o rumo deles.&lt;br /&gt;Se você  tem um blog, publique aí textos interessantes, divertidos, expresse sua opinião.&lt;br /&gt;Você ainda pode criar seu próprio site ou blog, mas cuidado para não incomodar as pessoas, enviando mensagens e avisos para que leiam sua mais recente obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SITES INTERESSANTES&lt;br /&gt;Http&lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/"&gt;://recantodasletras.uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.planetaliteratura.com/"&gt;www.planetaliteratura.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.estronho.com.br/"&gt;www.estronho.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.viegasdacosta.hpg.ig.com.br/"&gt;www.viegasdacosta.hpg.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.concursosliterarios.com.br/"&gt;www.concursosliterarios.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gargantadaserpente.com/"&gt;www.gargantadaserpente.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.giraldo.org/"&gt;www.giraldo.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blocosonline.com.br/"&gt;www.blocosonline.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sitededicas.uol.com/"&gt;HTTP://sitededicas.uol.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.almadepoeta.com.br/"&gt;www.almadepoeta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.autoreseleitores.com.br/"&gt;www.autoreseleitores.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-4490064537861317797?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/4490064537861317797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/como-editar-um-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4490064537861317797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/4490064537861317797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/como-editar-um-livro.html' title='Como editar um livro'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-5700395313580255687</id><published>2009-05-04T08:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T08:07:17.989-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papo de praia; fabiana prando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>PAPO DE PRAIA</title><content type='html'>Por Fabiana Prando&lt;br /&gt;24/04/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Dia de praia é um ritual: guarda-sóis plantados na areia, cadeiras esparramadas, comércio ambulante abundante e reunião de amigos com absolutamente nada pra fazer. Fazer o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    - Vamos falar da tua vida que a minha não me interessa, dispara uma amiga, assim que aterrissa com filho, bola, prancha, bolsa, protetor solar, óculos e canga. E, apesar de anunciar o interesse no alheio, comenta os percalços de sua recente separação. Os homens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Desvio o olhar para a barraca vizinha. Empunhando um copo de caipirinha o rapaz de sunga florida declara: - Sou PHD! Os amigos se admiram, ele explica: - “Praia Hoje De novo!” A gargalhada é geral, a caipirinha circula e a conversa caminha... Novo tema: frases de pára-choque de caminhão.  Resolvo saltar da boléia e, pés na areia, caminho até o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Na beira da água encontro os encantados, aqueles que ainda se maravilham diante do mar. Uma pequerrucha ri e bate palmas enquanto brinca de pega-pega com as ondas. Três crianças maiores cavam um buraco enorme e com a lama escorrendo de seus dedos criam um castelo original. Os adultos que os supervisionam engatam uma animada conversa sobre lipoaspiração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Inspiro, expiro e deixo o pensamento me levar. Por que não ficamos mais pasmados diante do mar? Por que não sinto mais o cheiro da maresia que me invadia ao chegar em Santos? Me acostumei ou desencantei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Mergulho de cabeça, me jogo nos braços do mar. Com toda natureza presente: céu azul, sol a brilhar; melhor aproveitar o dia de praia, chega de filosofar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Tchibum!!! Chuáááá!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-5700395313580255687?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/5700395313580255687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/papo-de-praia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5700395313580255687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/5700395313580255687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/05/papo-de-praia.html' title='PAPO DE PRAIA'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8380140630032683293.post-6767670263447037849</id><published>2009-04-27T11:38:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T11:40:27.207-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eliana pace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Lucia Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laboratório do escritor'/><title type='text'>Acerto de contas, por Ana Lucia Santos</title><content type='html'>Exercício com as palavras trevas, amêndoas, etc.&lt;br /&gt;Por Ana Lucia Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACERTO DE CONTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus teve uma infância tranqüila, como tantas outras crianças crescidas em cidades pequenas. Pelo menos esse era o seu ponto de vista. Não havia grandes problemas sob o olhar do menino. Brincava pelos pomares da grande fazenda, próximos da também grande casa, de onde entrava e saía livremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que os pais eram apenas empregados no local, mas isto não o impedia de brincar entre as jabuticabeiras que cresciam bem cultivadas. Tinham as marcas das mãos do pai e de outros empregados. Foi lá, na frente da casa grande, onde enormes samambaias pendiam de xaxins, em  frente a essas mesmas samambaias “testemunhas”, que seus pais foram enxotados, da noite para o dia, quando acusados de ladrões pelos patrões. Acusaram propriamente o pai, de ter roubado todo o dinheiro destinado ao pagamento dos empregados. Não se sabe como, depois de apurada busca, passado algum tempo, o dinheiro foi encontrado no quarto do sr. Quirino, pai de Matheus. As palavras do patrão foram duras, ferinas, humilhantes. Seus pais saíram cabisbaixos, sua mãe chorava. A tudo o menino assistia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia daquela expulsão,  Matheus soube, se não apenas pressentiu, teriam ficado para trás as alegrias das festas, dos arrasta-pés que levantavam poeira, onde os adultos bebiam da boa cachaça. Onde se dançava ao som do acordeom nas festas juninas, onde se comia pinhas, amêndoas, doces de abóbora e coco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíram sem nada, praticamente com a roupa do corpo. Pai, mãe e cinco filhos. Saíram à noite. Matheus olhava para trás. Primeiro via as luzes. Depois, só trevas. As mesmas trevas que nublaram os seus pensamentos durante muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, anos depois, retornava ao local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a saída e o retorno, as lembranças da dura vida dos pais, que se consumiram na luta diária, tentando ganhar o pão para o sustento dos filhos. Não podia esquecer a tristeza da mãe, a humilhação e a mágoa do pai pela injustiça que tinha sofrido  pela vergonha que, para um homem de caráter, era como se tivesse sido mutilado, ou ferido de morte. O fato é que o sr. . Quirino não se reergueu mais.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre pequenos trabalhos, aqui e ali, o adoecimento precoce. Pneumonia, os médicos disseram, seguida de tuberculose. Resistiu poucos anos após a grande decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe tomou para si o encargo de criar os filhos. Lavava roupa pra fora, trabalhava como doméstica. Seguiu carregando sua cruz. Os filhos cresceram, também seguiram em frente. Destinos previstos, anunciados, das periferias das grandes cidades. Vida comum, pobre, precária, muitos filhos, sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus, o terceiro filho, guardava na memória os dissabores do pai. Concentrou-se neles, jurou para si mesmo vingar-se. E agora era chegada a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando o pêndulo do relógio na parede da grande sala, ela já não lhe parecia tão grande. Nem a sala nem o relógio. Talvez o fosse, aos olhos de um menino pequeno. O olhar agora era do homem.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a casa, de fato, era de pessoas ricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciou sua presença, se denominou representante comercial, novos insumos para a lavoura, melhor produtividade, maiores lucros. Novas perspectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo apareceu o sr. Evaristo. Homem alto, branco, barriga proeminente, bigodes e lábios grossos, olhos claros e pele avermelhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus olhou direto nos olhos do dono da grande casa, que logo lhe perguntava o que de novo trazia. Teria amostras grátis que garantissem a eficiência dos novos insumos para a lavoura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus manteve os olhos firmes nos olhos claros do homem. Por um lapso de tempo,  se perguntou o que fazia ali. A resposta lhe veio imediata. Talvez fosse um sentimento de vingança o que impulsionava o outrora garoto e agora homem a voltar àquele lugar. Ou talvez um senso de justiça, o que o levou a levantar a arma que estava em sua mão e a apontar firmemente na direção do ex-patrão de seu pai. Em qualquer das hipóteses quanto às causas, o resultado final seria o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se transformaria daqui pra frente, seria como a chegada do apocalipse em sua vida.  Apocalipse tantas vezes invocado pela mãe quando pegava a bíblia e falava do final dos tempos. Matheus não sabia se seria ao mesmo tempo para todos o final dos tempos. Sabia sim, que para o sr. Evaristo seria agora. Para ele, talvez um pouco depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse pensamento e a arma apontada, falou: - Trago amostras grátis sim  e vendo justiça. Sou o filho do sr. Quirino, aquele homem com a vida de quem o senhor acabou quando o escorraçou daqui há quase quinze anos. Trago de graça também uma informação. Ele era inocente, o sr. sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sua surpresa, o dono da fazenda, com olhos arregalados e perplexos, acenou afirmativamente com a cabeça.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus não entendeu o gesto. Veio um lapso de dúvida. Dizia agora que sabia da inocência do pai para poupar a própria vida? Ou sabia mesmo e ainda assim o havia expulsado daquele jeito? Não importa. Também agora, em qualquer das hipóteses, o resultado seria o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirou bem a pontaria e atirou. Uma, duas, três vezes. Virou as costas e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não olhou para trás, não quis. Teve mede de ver novamente as trevas que se sobreporiam às luzes, à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não viu quando, aos gritos, vieram socorrer o sr. Evaristo. Inutilmente, ele já caído inerte. A vida se esvaindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus, à distância, se perguntava se o homem de fato sabia da inocência do pai. Pensava que trama teriam armado para imputar a culpa a um empregado tão dedicado e honesto como sr. Quirino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve raiva. O maldito do ex-patrão lhe deixara essa dúvida. E a  dívida. Agora não tinha mais como cobrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8380140630032683293-6767670263447037849?l=laboratoriodoescritor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/feeds/6767670263447037849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/04/acerto-de-contas-por-ana-lucia-santos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6767670263447037849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8380140630032683293/posts/default/6767670263447037849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriodoescritor.blogspot.com/2009/04/acerto-de-contas-por-ana-lucia-santos.html' title='Acerto de contas, por Ana Lucia Santos'/><author><name>Realejo Livros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11324150739964785789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
