Trabalho coletivo
- Monalisa, você ficou sabendo do bate boca da Dona Ester com a vizinha dela?
- Não, sobre o que foi?
- Foi sobre o rendez vous da madrugada. Uma festinha particular que fizeram.
- Desta vez não ouvi nada. Nem o bate boca, nem o rendez vous. O que elas falaram?
- Falaram que o seu marido estava lá.
- Impossível! Eu estava com ele assistindo televisão e... Ah! Não... Estava com seu irmão gêmeo. Sempre os confundo.
- E agora, o que pretende fazer?
- Não sei, pois se for tirar satisfação com meu marido vou ter que falar o que fiz esta noite com o irmão dele. É melhor contar para ele que o irmão estava lá. Assim ele não poderá se entregar.
- Que rolo, menina. Você vai envolver toda a família nessa história. Vai ver você estava com o primo dos dois, isso sim. Chapada como devia estar, nem reparou que seu marido e seu cunhado tinham se mandado. Eu hein? Te vira.
- Me virar como? O que está feito está feito mas, pensando bem, o que os olhos não vêem o coração não sente. Acho que vou deixar tudo como está.
- Pôxa, mas não tem como tapar o sol com a peneira. Depois do feito, certamente haverá frutos a serem colhidos. E se não forem tão amargos, dá até para engolir, deitar e rolar.